Não se assuste com o difícil: não menospreze o que é fácil!

Pensando em fornecer mais um auxílio, ou, como se diz vulguarmente, uma mãozinha aos vestibulandos e candidatos a concursos em geral, o Blogueiro elaborou o dístico que serve de título a este artigo (dístico é uma estrofe de dois versos!). Os versos são de sete sílabas métricas, tradicionalmente denominados redondilhos maiores, cujo emprego remonta à própria origem da língua portuguesa e que se mantêm em uso até hoje, na poesia, na poesia popular e nas letras das canções: Não se assuste com o difícil: / Não menospreze o que é fácil!

Em que medida este dístico pode ser útil a você? Na medida de seu interesse em errar o menos possível em provas, quer objetivas, quer discursivas. Muitos candidatos se queixam de ter errado questões fáceis, por distração; ou de haver chutado questões difíceis, por acreditarem que não conseguiriam resolvê-las pelo raciocínio e pela interpretação. O primeiro fato positivo dessas confissões está na autocrítica: é preciso ter muita autocrítica para admitir distração ou também desconhecimento. O segundo fato positivo reside na vontade de acertar, implícita nas queixas.

Se você já passou pelo mesmo problema, não se lamente mais, acrescente um terceiro fato positivo ao processo: uma mudança de hábito diante de questões de prova. Comece a dizer para si mesmo que as questões que você considera difíceis nem sempre são tão difíceis assim, mas apenas não foram adequadamente lidas e interpretadas por você. Troque o termo difíceis por trabalhosas e programe-se para dedicar-lhes sempre uma leitura a mais, baseado no fato de que, às vezes, por equívoco de leitura, tomamos uma palavra ou uma expressão em sentido diferente do que realmente apresenta na pergunta. Com essa mudança de hábito, você não acertará todas as questões que são realmente difíceis, mas por certo acertará aquelas que, numa primeira leitura, imaginou que eram difíceis. Não é este um bom conselho? Claro que é.

Por outro lado, altere seu comportamento também com as questões que considera fáceis. Não as menospreze. Esse negócio de facilidade pode ser um engodo criado por você mesmo. Desconfie sempre, portanto. Em nossa vida diária, não são muito comuns os problemas fáceis de resolver. Assim também nos exames, que são uma forma de avaliar nossa formação e nossa capacidade de solução de problemas. Por isso, diante de uma pergunta que considerou, à primeira vista, muito fácil, aja como se ela fosse mais difícil e faça uma nova leitura, mais atenta, para verificar se leu e interpretou perfeitamente, sem sombra de dúvida mesmo. Somente depois disso responda. Se descobrir que fez a leitura errada de uma só das questões que considerou fáceis, isso já será um grande ganho em termos de nota final, pois, com tantos candidatos, alguns décimos ou centésimos a mais podem fazer enorme diferença para a obtenção da tão sonhada vaga.

É isso aí. O Blogueiro termina como começou: Não se assuste com o difícil: / Não menospreze o que é fácil. Pense muito nisso e mude sua atitude.

 

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