Reler e conferir: revisão é fundamental!

No artigo postado na semana que passou, o Blogueiro deu uma escorregada na revisão: deixou passar um “a” em lugar de “o”. Quando percebeu, o artigo já estava no Blogue e o remédio era corrigir, fazendo a substituição adequada.

Claro que poderia tentar menosprezar o próprio engano, dizendo que foi erro do computador. Desde que se usam computadores, aliás, essa desculpa virou moeda corrente: eu digitei certo e o computador fez errado. Ou então: não sei o que aconteceu, esse erro apareceu misteriosamente no arquivo que salvei. Na verdade, a utilização de computadores para redigir textos fez com que o número de erros aumentasse, não por culpa do pecê, mas de nós mesmos e da facilidade com que podemos apagar linhas ou até partes de um texto, ou de fazer substituições e colagens, como também deslocamentos de palavras ou sequências. Basta uma distração de revisão para deixarmos passar frases incongruentes e acidentais erros de regência e concordância. Por estes mesmos motivos, a internet é uma verdadeira mina de incorreções de ortografia e frases ininteligíveis.

Os lapsos de revisão, porém, não são privilégio dos computadores. Já aconteciam na datilografia das velhas máquinas de escrever e, muito mais antigamente, nas cópias que os escribas faziam dos manuscritos originais dos escritores. Com a chegada da imprensa, nem mesmo com as mais cuidadosas revisões os livros deixam de apresentar problemas: ausência de linhas do original, palavras cortadas, empastelamentos, gralhas tipográficas, etc. etc.

E nas redações de concursos em geral e de vestibulares? Opa! Aí, como costuma dizer o povo, o bicho pega! A redação é uma prova para o julgamento de muitos aspectos, inclusive o da própria capacidade de revisão. Não conferir, não revisar pode tornar-se fator para a perda de preciosos pontos. Por isso é sempre aconselhável fazer o rascunho, conferir linha por linha, frase por frase, palavra por palavra, para garantir que o texto fique livre desses deslizes. Um deles pode deformar um belo período, tornando-o ambíguo ou confuso.

Não é diferente nas respostas a questões discursivas. É preciso conferir sua forma, verificar se uma palavra não foi colocada a mais, se a grafia de um “a” não pode ser confundida com um “e” ou um “o”, se a concordância e a regência estão adequadas. Cochilos como estes podem interferir negativamente no próprio conteúdo da resposta.

Não há outro caminho: verifique, confira, revise. E, quando se matricular em seu curso universitário, continue fazendo o mesmo. Os textos escritos representam uma parcela considerável da atividade acadêmica e têm de ser sempre muito bem escritos e muitíssimo bem revisados, porque constituem a expressão de conhecimentos.

Moral da história: você nunca vai se livrar da necessidade de conferir e revisar. É melhor tornar rotineiras estas duas ações, transformá-las em hábitos, para evitar, por exemplo, que uma vírgula indevida, não eliminada de um texto pela revisão, transforme em mentira uma afirmação verdadeira.

 

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