Vencer, questão de tempo e determinação

Você está acostumado a ouvir a opinião de seus colegas sobre a vida, o estudo, o prazer, o trabalho. Tendo toda a vida pela frente e precisando enfrentar a batalha dos vestibulares, é natural que, às vezes, em meio a outras preocupações, surjam essas, que refletem o horizonte já agora visível de suas possibilidades futuras.

O momento dos resultados dos exames e das chamadas para as matrículas trazem à tona com mais força esses temas e você acaba variando a cada momento suas conclusões sobre o acerto ou erro de sua preparação: devia ter estudado mais… devia ter escolhido outra escola… se levasse com mais aplicação o cursinho pré-vestibular… se houvesse pequisado mais nos sites da internet, como meus professores aconselharam… As explicações nessa fase são inúmeras e, dependendo de seu temperamento, de sua personalidade, podem oscilar do mais compenetrado realismo à mais deslavada desculpa.

Se de repente é convocado, mesmo que em segunda ou terceira chamada, tudo muda. Você se sente poderoso, passa a valorizar tudo o que fez até então e a aconselhar os mais novos a utilizarem a mesma receita vencedora. Mas se não consegue nenhuma vaga, tudo muda de figura: a receita se torna perdedora e você passa a acusar-se por não ter dado aquele pouco de gás a mais nos estudos, ou, pior, começa a procurar culpado à sua volta.

Normal isso? Tudo muito normal. Os seres humanos somos assim mesmo em todas as fases de nossas vidas, não importa se em vestibulares, em testes para empregos, em empresas que criamos e dão (ou não dão) certo. Desistir, porém, não será normal. Assim também não será normal, porque não é lógico, repetir a receita no próximo ano. É preciso partir do princípio de que, se algo não deu certo, foi porque alguma coisa falhou na tentativa, e essa “alguma coisa” precisa ser mudada, esse detalhe do trajeto precisa ser reformulado, para que haja esperança de um resultado melhor. Se você é um pequeno empresário e apresenta onze modelos de rodas a um fabricante, sendo o seu produto sempre reprovado, isso não quer dizer que fracassou, quer dizer que ainda não venceu. De repente, na décima segunda tentativa, o modelo pode ser aprovado e a fábrica encomendar milhares de rodas a você. A persistência, a determinação, a confiança na vitória definiram seu sucesso.

Percebeu bem o fato? Para quem nunca desiste de seus sonhos e ideais, não existem perdedores na vida, só vencedores. O que pode variar é apenas o tempo que se leva para chegar à vitória. E você tem tempo para vencer.

 

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