Vestibular e alegria

Quando começam a ser divulgadas as listas de aprovação dos vestibulares das grandes universidades, as cidades brasileiras parecem tomadas por uma incomum aura de alegria. É um novo ar que se respira, mais leve, luminoso. Vemos jovens passarem sorridentes, trazendo estampado nas faces o selo da realização pessoal. Não apenas jovens: vemos também adultos, uns mais velhos, outros mais novos, com os semblantes transfigurados por rara exaltação. E sabemos que são os pais, os avós, os irmãos, a festejarem nos olhares e nos gestos a felicidade familiar por uma grande conquista.

Todo esse deslumbramento, porém, não se limita às famílias. Cada cidade parece ter uma consciência, formada por todas as consciências individuais, e nesses momentos a euforia se torna um sentimento único. Os jovens estão felizes, as famílias estão felizes, a sociedade está feliz, porque uma nova geração está chegando, vitoriosa, às universidades, que terão a responsabilidade não apenas de torná-los profissionais, mas também cidadãos.

Praza aos céus que seja esta a geração tão aguardada pela sociedade, aquela que dará o passo maior para atingir as metas da fraternidade, da justiça social e do bem-estar de todos. O país precisa disso. O mundo precisa disso.

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