Repertório: faça o seu

Você por certo já ouviu a palavra repertório. Deve ter ouvido. Se consultar um bom dicionário, como o Houaiss, encontrará, entre outros sentidos para tal palavra: “o conjunto das peças teatrais ou das composições musicais pertencentes a um determinado autor, ou a uma época, uma escola etc., conjunto das peças que já foram apresentadas por uma companhia teatral ou que estão sendo remontadas periodicamente, ou que foram escolhidas para montagens futuras, conjunto de músicas interpretadas ou executadas por um cantor, um instrumentista, uma orquestra etc., conjunto dos papéis interpretados por um ator ou uma atriz, conjunto das peças executadas em um concerto, conjunto de conhecimentos”.

Agora você sabe que ouviu muitas vezes a palavra repertório, geralmente com relação a atividades artísticas. Observe com atenção, porém, a última acepção citada: conjunto de conhecimentos. É o que nos interessa neste momento, porque nem só os artistas formam um repertório, mas todo e qualquer profissional. Ter um bom repertório, neste sentido, é ter uma boa soma de conhecimentos e experiências em seu campo de estudo ou de trabalho. É impensável, por exemplo, um vestibulando que não tenha formado um bom repertório de assuntos para estar preparado para a redação. Como fazer uma boa redação sobre poluição ambiental, caso seja esse o tema, se você jamais se interessou pelo assunto e não leu nada a respeito, nem em livros, nem em revistas ou jornais, nem na internet, e por isso mesmo não assumiu ainda nenhuma posição a respeito? Percebeu? Não ter repertório sobre um tema já é um mau começo de redação, porque você vai depender dos textos de apoio e apenas deles.

O repertório, porém, não se limita a Linguagens e Redação. Pense na Física, por exemplo, e no que há de informação, hoje, na internet, a respeito dos mais variados temas dessa disciplina, que chegam até à Física Quântica e à Teoria da Relatividade, sem falar na Teoria Unificada que os físicos colocam como meta. Você não gosta de ler sobre esses assuntos? Mau negócio, pode não entender o enunciado de certas questões. E na História? Você se limita ao que dizem suas apostilas? ou tem a curiosidade de pesquisar certas épocas para avançar mais seus conhecimentos? E na Geografia? E na Matemática? e na Química? e na Biologia, que ocupa hoje lugar de destaque em boa parte das publicações jornalísticas, em função da Genética e da Engenharia Genética? Não é possível que jamais tenha lido textos sobre o genoma humano e o desafio que seu estabelecimento provocou e ainda provoca.

Você acredita mesmo que as sugestões feitas no parágrafo anterior são um tanto fantasiosas e que os candidatos apenas precisam estudar bem suas apostilas? Não acredite mais. O mundo mudou e trouxe novas responsabilidades a todos, inclusive a você. Algum tempo atrás, era dificultoso formar repertório sobre essas disciplinas, pois a única fonte eram os livros e as bibliotecas. Não eram muitos os estudantes com coragem para enfrentar horas e horas em bancos de bibliotecas para aperfeiçoarem seus conhecimentos. Essa desculpa não existe mais. Com a chegada da internet, tudo ficou enormemente facilitado. Praticamente todos os conhecimentos se encontram hoje na rede, com facilidade. O próprio ensino, chamado “a distância”, é ministrado por esse meio. Pode-se formar um belo repertório sobre qualquer assunto consultando sites especializados. E sites muito bons, diga-se de passagem, criados justamente para ensinar com facilidade e clareza os conteúdos propostos. Dedicar um pouco de seu tempo na internet à formação dessa bagagem científica e cultural é realmente muito importante, não acha? Ou acredita que é mais vantajoso se limitar às redes sociais e aos games? Você decide.

Invista desde já no seu repertório. Os juros e dividendos serão excelentes, tanto nos vestibulares, como em sua profissão futura.

 

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