Um vestibular tranquilo e eficiente

Tranquilo e eficiente — são as melhores palavras para definir o vestibular da Unesp em suas duas fases. A segunda fase, encerrada no dia 19, representou o coroamento de uma filosofia implantada há três anos, baseada nos Parâmetros Curriculares do Ensino Médio e na Proposta Curricular do Estado de São Paulo, documentos que privilegiam a multidisciplinaridade e a interdisciplinaridade.

Essa nova filosofia tem levado os candidatos a prestar as provas do Vestibular da Unesp sem medos, sem sustos, sem receio de topar com questões herméticas ou charadísticas. O objetivo não é tentar indagar o que o candidato não sabe, mas, ao contrário, possibilitar, com questões muito bem planejadas e elaboradas, que demonstre as competências adquiridas ao longo do ensino.

Por esses motivos, as reações dos estudantes ao novo modelo do Vestibular Unesp se revelam cada vez mais favoráveis. Tornaram-se comuns os elogios ao balanceamento das questões das diferentes provas em fáceis, médias e difíceis, de modo a contemplar um universo mais amplo de candidatos. Vem sendo observado, também, o fato de que as questões são redigidas de modo a evitar ao máximo possível problemas de interpretação, que poderiam causar embaraço e perda de tempo. As próprias reações dos candidatos em manifestações à imprensa, logo após as provas, confirmam esse fato: os estudantes saem tranquilos e seus comentários são muito positivos sobre os índices de acerto. Claro que se mencionam também questões consideradas mais difíceis desta ou daquela prova, mas não se apontam questões complicadas ou “irrespondíveis”.

As reações dos professores e comentaristas de sites especializados são também no geral muito elogiosas, pois percebem que o Vestibular Unesp é fruto de um esforço muito grande dos especialistas da Universidade no sentido de elaborar provas realmente capazes de avaliar com justeza e justiça o heterogêneo universo dos inscritos. Tais comentários, de resto, consistem num excelente fator de retroalimentação para o planejamento dos vestibulares, pois são fundados na experiência concreta de sala de aula, no esforço diuturno para conduzir, ano após ano, os estudantes ao ensino superior.

É essa tranquilidade e eficiência que a Unesp quer continuar imprimindo a seus vestibulares. É muito bom observar na saída dos exames candidatos com sorriso aberto e expressão feliz por terem “ido muito bem” nas provas e por não terem encontrado dificuldades na redação, que é o componente mais preocupante quando se trata de vestibulares. Não no Vestibular da Unesp, que focaliza sempre tema do cotidiano, da experiência imediata do candidato e reforça essa experiência com a abordagem do mesmo tema em textos das questões de linguagens. Devido a esses dois fatores, a proposta de redação sobre a “bajulação”, segundo a opinião unânime dos especialistas, abriu caminhos para diferentes abordagens da parte dos candidatos, tanto sob o ponto de vista ético, quanto sob o ponto de vista da vida prática e da possibilidade de associar estas duas formas de explorar o tema.

Depois dessa conjugação de esforços entre a Universidade e os candidatos, vamos acionar o pensamento positivo à espera dos resultados.

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