É hora de ler!

            Quem está prestando exames vestibulares tem nesta reta final uma boa oportunidade para fazê-lo também de um modo não exatamente escolar: a leitura de jornais, revistas e informativos em geral. Como jornais, revistas e informativos hoje são apresentados via rede, essa atividade se torna ainda mais fácil e prazerosa, se bem que o prazer de folhear um jornal também seja algo altamente prazeroso. Podemos alternar essas duas fontes de conhecimento e prazer.

             Os jornais são uma janela para o mundo. Claro que outros instrumentos da mídia, como rádio e tevê também o são, mas os jornais têm a vantagem de nos fazerem excercitar diariamente a habilidade de leitura, com todas as consequências que esta apresenta para a habilidade de escrever. No exato instante em que o homem inventou a escrita, a civilização deu um salto e passou a evoluir em velocidade fantástica. As informações e conhecimentos, que se perdiam no universo da oralidade, passaram a ser acumuladas naquilo que podemos denominar o maior tesouro da humanidade de todos os tempos, que nunca cessa de aumentar em quantidade, qualidade e valor: o conjunto dos textos escritos, hoje reunidos em bibliotecas e que em breve estarão inteiramente digitalizados na rede.

            Uma das características fundamentais dos jornais deve ser aqui mencionada: focalizam eles sempre o atual, a atualidade. O leitor de jornais olha para o mundo atual, para o que está acontecendo na política, na administração pública, na educação, no comércio, na indústria, na arte, no esporte e na própria ciência, pois todos os bons jornais reservam seções ou até cadernos para a divulgação de notícias sobre ciência e descobertas científicas. Um jornal, portanto, é verdadeiramente uma escola de conhecimentos gerais sobre a atualidade. Os exames vestibulares sempre reservam questões de conhecimentos gerais sobre a atualidade, sem mencionar ainda que em quase todas as provas são utilizados textos de jornais e revistas como base para questões e até mesmo para a proposta de redação.  

            Outro aspecto importante dos jornais está nos artigos assinados. Todos os jornais e revistas apresentam artigos assinados por colaboradores internos, os próprios jornalistas, e externos, profissionais das mais variadas áreas, inclusive da política. Tais artigos, geralmente situados nas primeiras páginas, são exemplos de dissertações bem elaboradas e estruturadas. Vale dizer: os artigos assinados são excelentes exemplos de como se deve escrever uma redação dissertativa. O estudante poderá desenvolver enormemente sua capacidade de redação, se adquirir o costume de lê-los diariamente.

            Seria preciso mais para sugerir a leitura habitual de jornais e revistas?

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