Como fazer prova de questões objetivas

Os sites sobre vestibulares estão repletos de indicações sobre como fazer uma prova de questões objetivas. Você, porém, nem sempre consegue seguir tais conselhos, porque cada pessoa tem um modo particular, todo seu, de encarar as provas. É difícil, portanto, aderir a uma linha de ação proposta de fora, porque, entre outras coisas, exige treinamento adequado.

O Blogueiro não tem, por isso, a pretensão de dar conselhos salvadores a esse respeito, mas, talvez, iluminar um pouco suas ações nas provas. E faz isso com base em sua própria experiência, que pode ser útil para a sua reflexão. Alguns anos atrás, teve ele de prestar um concurso com a duração de quatro horas, que exigia 100 questões objetivas e uma dissertação sobre tema sorteado na hora. Difícil, não é? Sim, nem tanto pela matéria, pelos conteúdos, e mais pela exiguidade do tempo destinado para tal. Quatro horas já é muito pouco para uma prova de cem questões. Imagine agora que essas questões dividam o tempo com uma dissertação. Mesmo conhecendo e dominando o tema sorteado, não é fácil escrever uma redação de concurso em duas horas, pelo menos uma redação que mereça obter nota alta da banca de correção.

Pois é. O Blogueiro, por essa época, estava acostumado a fazer provas objetivas de uma assentada só, sem retornar. Era o seu método. Quando se trata desse tipo de questões, os prognósticos podem ser: sei, não sei, talvez saiba uma parte. E as respostas consistem em acertar ou errar, já que, mesmo conhecendo uma parte, a questão objetiva não dá margem para mais ou menos: ou está certa a resposta ou não está.

Ao planejar sua prova, sem esperança de que fosse concedido mais tempo, depois de muito refletir, o Blogueiro decidiu que tinha de alterar sua prática anterior de responder direto sem deixar nenhuma questão sem resposta. Então decidiu fazer o seguinte: responder as questões que sabia e deixar em branco as que não sabia. Depois, voltar para essas questões deixadas em branco e dedicar um pouco mais de esforço para tentar acertar algumas. Por quê? O estresse de responder a tantas questões pode causar alguns “brancos” e esquecimentos. O tempo restante caberia à dissertação, torcendo, é claro, para que o tema sorteado fosse bom de desenvolver. Vale observar que estava preparadíssimo para a prova, tendo estudado com atenção toda a bibliografia e toda a lista de pontos. Numa prova de questões discursivas tinha certeza de se sair muito bem, mas, em se tratando de questões objetivas, um plano equivocado poderia custar-lhe muitos pontos a menos.

No dia aprazado, quando iniciou sua prova, o Blogueiro pôs seu plano em execução. Das cem questões tinha certeza de ter acertado setenta e estava em dúvida em pelo menos umas vinte. Respondeu as setenta e voltou a examinar as trinta restantes. Acabou por descobrir as respostas de quinze e não descobriu as das outras quinze. Havia sobrado uma hora e cinquenta minutos para a dissertação, cujo tema felizmente dominava muito bem, pois havia lido um livro que tratava exatamente daquele tema. Não deu tempo para fazer rascunho. A um minuto para o recolhimento das provas, terminou. Ficou, assim, mais preocupado com a dissertação do que com as questões objetivas.

Alguns dias depois, o resultado: havia acertado oitenta e cinco questões objetivas e tirado cinco na dissertação, obtendo uma nota final de 9,25. O plano tinha funcionado a contento. Os colegas, alguns seriamente, outros por brincadeira, o chamaram de “gênio”. Gênio nada, respondeu ele, em concursos e vestibulares, tudo é questão de preparação e planejamento, inclusive do modo de fazer a prova.

Por essa história verídica, você pode verificar que, ao fim e ao cabo, quem decide como vai fazer sua prova de questões objetivas é você. E o fará de acordo com seu próprio modo de ser, com seu estilo de prestar provas, com sua preparação, em contraste com o tipo e o tamanho da prova. Às vezes é melhor responder tudo de uma vez; em outras, vale deixar as que não sabe em branco e retornar para uma nova tentativa. Ocorre muito em provas estar respondendo lá à frente e surgir na memória a resposta de outras que pensávamos não saber.

Pense nisso. Siga seu próprio modo de considerar e responder as questões. Depois, planeje. E faça boas provas.

 

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