Evitar subjetividades

Você aprendeu nos longos anos de ensino fundamental e médio dois conceitos que se tornam muito importantes em trabalhos de pesquisa, tarefas, provas, concursos, vestibulares: subjetivo e objetivo. Estas duas palavrinhas são bastante usadas, mas nem sempre de acordo com os conceitos que devem expressar.

Subjetivo se refere ao que é muito pessoal, particular, relativo ao sujeito, que envolve sua visão, suas atividades psíquicas particulares, seus desejos, suas emoções e sentimentos. Quando dizemos que a opinião de um colega é muito subjetiva, estamos querendo significar que é produto dessa visão individual, exclusivamente dele, que vale apenas para ele. Já objetivo é bastante diferente, refere-se ao que é válido para todos, e não apenas para um só indivíduo, àquilo que é determinado por lógica, por critérios científicos, não por visões pessoais.

Pois é. Poderíamos escrever ainda muito sobre as diferenças entre objetivo e subjetivo, mas o que está explicado acima já basta para que você perceba o cuidado que deve ter com manifestações subjetivas em suas provas. Ao responder uma pergunta, não interessa o que você “acha”, mas o que a pergunta quer que você encontre no enunciado da questão e eventualmente no texto em que este se baseia. Seja objetivo, disseram todo o tempo seus professores, e estavam certíssimos.

Justamente por essas razões, tome bastante cuidado em não deixar escapar palavras ou expressões ou até mesmo opiniões pessoais, subjetivas, quando o alvo da questão é uma resposta clara, precisa, objetiva, que não valha apenas para você, mas para todos. Deste modo, manifestações como “eu acho que…”, “eu creio que…”, “imagino que…” são perniciosas em suas respostas e, mesmo, em suas redações. Tais manifestações são tipicamente pessoais, individuais, particulares. Com toda a certeza uma pergunta de concurso ou de vestibular não quer saber o que você acha, mas o que é solicitado como resposta.

Outra escorregadela de subjetividade muito perigosa é o vício de empregar o futuro do pretérito do indicativo. Entre outros significados, este tempo e modo verbal indica uma ação potencial, possível, provável. Formas verbais como seria, poderia, indicaria, etc., podem anular uma resposta, porque não significam que alguma coisa seja, mas que pode ser ou não ser. Resposta assim não responde absolutamente nada.

Finalmente, é bom também tomar cuidado, pelo conteúdo que encerram, com advérbios como talvez, porventura, possivelmente, etc., pois atribuem a mesma forma de indefinição a suas respostas.

Percebeu? Não é não. Sim é sim. Pode ser não equivale a é. Seja preciso. Seja claro. Seja objetivo. Valeu?

 

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