Algumas profissões estão acabando. Estão mesmo?

Enquanto você espera o momento da matrícula, faz suas leituras na internet e debate com seus colegas sobre a profissão que seguirá. Pegou moda, hoje em dia, na net e nas conversas, focalizar a questão das profissões que, em futuro próximo ou ainda distante, irão desaparecer, substituídas por outras, mais “modernas”. Certas opiniões e certos sites muitas vezes podem assustá-lo, levando-o a desconfiar do próprio caminho profissional que escolheu, sugerindo que o futuro pode ser, neste sentido, altamente ameaçador. E se a minha profissão acabar? perguntará você. Que farei?

É bom ir devagar nessas reflexões. Muitos sites são intencionalmente sensacionalistas, só querendo atrair leituras. Pense por si mesmo, a começar pelo fato de que, ao longo da História, milhares de profissões foram sendo criadas e milhares foram sendo extintas, à medida que a ciência e a tecnologia avançavam. Hoje não é e não pode ser diferente, embora com muito mais intensidade. O grande e veloz desenvolvimento em todas as áreas de ação da humanidade leva, é claro, a gerar a necessidade de pessoas capazes de dominar as novas técnicas, mecanismos e instrumentos. Assim vão surgindo novas profissões em todos os níveis. A mudança, porém, não é repentina nem surpreendente. Nada surge aos saltos, mas dentro de processos muitas vezes lentos, após anos e anos de pesquisas e experimentação.

Também é bom pensar, além disso, que novas profissões são frequentemente evoluções das já existentes, em função dos desenvolvimentos técnicos, tecnológicos e científicos nas respectivas áreas. Nada a temer, portanto. Ao contrário, o conhecimento desse fato pode e deve servir como estímulo para um estudante universitário abrir perspectivas e procurar enriquecer as possibilidades de sua futura profissão, procurando manter-se atualizado durante o curso e na prática posterior de seu trabalho. Esta é uma grande verdade: um bom profissional, hoje e sempre, é o que se mantém a par de tudo o que ocorre de novo em seu campo de trabalho. De resto, as próprias universidades, durante os cursos, oferecem a possibilidade da frequência a aulas de outros cursos. Melhor ainda: depois de formado, todo profissional pode frequentar cursos de pós-graduação profissionalizantes, que constituem excelentes meios de atualização e especialização.

Algumas pessoas afirmam que as universidades não conseguem acompanhar todo o progresso e desenvolvimento que ocorre fora delas. Isso é falso. Grande parte do desenvolvimento é provocada pelas próprias pesquisas universitárias, que muitas vezes estão à frente dos novos processos científicos e tecnológicos. Já por isso se chamam universidades, responsáveis que são pela conservação e progresso da ciência, por meio da pesquisa e do ensino.

Desta maneira, você que vai ingressar numa universidade, estará na instituição mais adequada para satisfazer a todas as suas demandas em termos de formação e profissão. Entendeu agora a ironia sugerida pela interrogação no título deste artigo?

 

 

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