Um pequeno conselho, mas eficiente

Nas últimas horas de estudo, prestes a iniciar a grande batalha por uma vaga, muitas vezes os candidatos a exames vestibulares e outros concursos anseiam por um grande conselho, que lhes possibilite o maior desempenho possível em suas provas. O problema é que, na maior parte das vezes, esse grande aporte de novas informações não vem, causando certa decepção. O que vem, quase sempre da boca de um amigo ou um mestre, é um lembrete qualquer, um último alerta sobre pequenos vícios ou distrações que temos ao escrever. Na hora, parece pouco, muito pouco. Só na hora.

Mesmo sabendo que poderá ser assim recebido, o Blogueiro apresentará sua sugestão. Esta nasceu diante de uma tela de televisão, há quatro dias, no discurso de uma apresentadora e entrevistadora de tevê. Ao fazer uma pergunta ao convidado, acabou dizendo ela que um bom governo geralmente não costuma afroxar suas decisões econômicas, mas as mantém permanentemente ativas e dentro de uma tensão ideal.

Ora, a ideia até que surge como interessante, candidata à verdade, mas aquele afroxar assusta bastante o espectador. E mais ainda vindo de uma pessoa formada por universidade A apresentadora, porém, pronunciou tão naturalmente, tão espontaneamente, que nem a pessoa entrevistada notou, e acabou empregando a mesma palavra do mesmo modo em sua resposta. Só um “chato” como o Blogueiro foi capaz de perceber que se trata de um grande equívoco empregar a forma errada afroxar em lugar da correta. Não devemos dizer nem escrever afróxa, erro grave. Trata-se do verbo afrouxar, que na sua conjugação vai solicitar esse u e que tem o e fechado, e não aberto: eu afrouxo, ele afrouxa, que eu afrouxe, que ela afrouxe, se eu afrouxar, se ela afrouxar, etc. etc.

Percorre nossos discursos na comunicação oral esse vício de pronúncia que nos faz dizer róbo em lugar de roubo (Eu roubo o livro.), róba em lugar de rouba (Ela rouba o supermercado). O verbo roubar se enquadra no mesmíssimo caso de afrouxar: apresenta sempre em sua conjugação o u, e seu o é fechado, não aberto. Na comunicação oral talvez não cause muito dano, mas na comunicação escrita, numa redação de concurso…

Embora o conselho do Blogueiro seja pequeno, nesta hora, é muito importante, porque há outros casos bastante semelhantes, com verbos como pousar (fazer pouso), toucar (enfeitar), arroubar, enlouquecer, aloucar-se e outros. Verifique e ganhe mais uma possibilidade de não cometer tais deslizes.

E para  não dizer que o Blogueiro ficou apenas nisso, hoje, esteja alerta para uma palavra que empregou no parágrafo anterior: bastante. No texto está bastante semelhantes. Esta segunda palavra é um adjetivo modificado por bastante, em função de advérbio, assim como seria muito semelhantes. O problema, porém, para alguns, surge em exemplos como Em sua tarefa temos provas bastantes de sua competência; Conversamos bastantes vezes sobre seu pai; A cidade tem bastantes prédios. Notou? Esse uso também é correto e perfeito. Não precisa estranhar, só entender e empregar.

Não lhe pareceu bom este conselho? Pequeno, talvez, mas muito útil, sempre  com o objetivo de levar você a fazer boas provas.

 

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