O porquê da segunda fase

Agora que você já prestou as provas da primeira fase do Vestibular Unesp, já é hora de pensar na segunda, de preparar-se do melhor modo possível para ela. Você pode, por vezes, perguntar-se: Afinal, por que uma segunda fase com base no mesmo elenco de conteúdos? Já não passei por isso na primeira?

A pergunta é até justificável, exceto por um detalhe: na segunda fase, além dos conteúdos propriamente ditos, está em jogo o escrever. Você tem de demonstrar agora que, além de conhecer, tem preparo suficiente para, pelo escrever, demonstrar por si mesmo esse conhecimento, sem necessidade do x das alternativas. Algumas décadas atrás, chegou a haver nos vestibulares a ausência dessa prova discursiva, reduzindo-se tudo a uma única e extensa prova objetiva, à base de alternativas. O que parecia solução prática, porém, acabou por se revelar um grande problema, ao ser verificado nas universidades que os estudantes tinham imensa dificuldade em escrever. Foi a chamada Geração do X. Ao ficar bem patente o problema, as provas de vestibulares passaram a ser constituídas de questões objetivas e questões discursivas, incluída a redação.

Um profissional formado pelo ensino superior, deste modo, tem de ser capaz de expressar-se suficientemente bem por meio do discurso escrito. Esta é a diferença. E é por isso que você tem de tomar uma série de cuidados para que esse discurso funcione de acordo com o esperado para uma pessoa que se formou no ensino médio e vai ter de experimentar mudanças muito significativas em seus estudos ao longo do curso escolhido.

O Blogueiro, por isso, irá fazendo em muitos artigos um bom número de recomendações sobre a qualidade de seu discurso, tanto nas respostas às diferentes questões, quanto na redação, que representa uma parte muito importante dessa fase. Começando pelo começo, pode-se ir ao ponto mais elementar: os elementos fundamentais do discurso escrito, que se revelam por primeiro nos textos.

Assim, quer nas respostas a questões, quer na redação, trate de entender que a clareza da apresentação é muitíssimo importante. Parágrafos muito longos podem provocar confusão, ou até mesmo equívocos. Há respostas nas quais temos de nos estender um pouco mais e, nesses casos, é recomendável dividi-las em parágrafos para facilitar sua estruturação e a leitura pelas bancas de correção. Na redação ocorre a mesma coisa: é bom dividir o texto em parágrafos bem arranjados e harmônicos. Evitar o erro de transformar a redação num enorme e único parágrafo, pois nesse caso o próprio estudante pode se confundir e ser conduzido a um desenvolvimento equivocado. Não se deve, porém, seguir o conselho de alguns, que sugerem picotar o texto com curtos e numerosos parágrafos. Isso pode levar a uma perda de poder argumentativo.

Tomar cuidado, também, com certas características que, de tão elementares, praticamente não são muito focalizadas em aulas: começar cada período com inicial maiúscula, não empregar sem justificativa iniciais maiúsculas para certas palavras no interior dos períodos, não tentar fazer trocadilhos inúteis, nem citações de que não se tenha plena certeza, não rechear o texto com reticências, etc.

Percebeu? Em qualquer atividade humana, o elementar nem sempre é tão elementar assim.

 

Deixe um comentário