Não seja subjetivo nas provas objetivas

As provas assim chamadas objetivas carregam a ideia de que suas questões são elaboradas de modo lógico, com a banca elaboradora criando o enunciado e respostas possíveis a esse enunciado em cinco alternativas, devendo ser apenas uma delas a correta. Vale dizer: a banca elabora e responde cada questão, como espécie de aluno que sabe tudo, cabendo ao candidato identificar “objetivamente” a resposta mais adequada.

Antes de prosseguir, vale lembrar a você os significados de objetivo e subjetivo. Subjetivo quer dizer “relacionado ao sujeito, individual, pessoal, particular ao indivíduo”. Já objetivo quer dizer “relacionado ao objeto, válido para todos os indivíduos, e não apenas para um”.  Um poema, por exemplo, pode ser entendido como subjetivo, pois expressa conteúdos relativos ao eu do poeta. Um texto científico, porém, é necessariamente objetivo, pois a meta do cientista está centrada no que é objeto de sua pesquisa. Uma questão objetiva, assim, está completa, devendo apenas o candidato escolher a resposta correspondente.

Isto posto, você percebe que nesse tipo de questão a interpretação lógica é tudo. Deve procurar compreender primeiro o enunciado e descobrir exatamente o que solicita. Em seguida, deve entender uma a uma as alternativas, comparando-as com tal solicitação, e verificar qual a que mais provavelmente atende ao enunciado. Nesse caminho tome bastante cuidado, porque a elaboração da questão não é ingênua. O elaborador “sabe” qual a resposta correta e elabora as outras alternativas de modo a não facilitar a escolha pelo candidato. A finalidade da questão é verificar se o candidato conhece bem o conteúdo. Por isso, muitas vezes, há alternativas semelhantes, que podem causar dúvida e hesitação. O melhor modo de escapar deste tipo de obstáculo é comparar com o que solicita o enunciado.

Não esqueça, porém, de um fato importantíssimo. Caso ainda pairem dúvidas, por exemplo, entre duas alternativas, não escolha a que você “sente” como mais provável, mas o que a análise do conteúdo aponta objetivamente como mais provável, sempre pensando que a resposta certa está ali, é uma das cinco alternativas. Fazer uma prova objetiva, neste sentido, é como resolver um quebra-cabeça, lançando mão de sua inteligência e capacidade de análise e síntese. Somente em último caso deve arriscar uma resposta de que não tenha plena certeza.

O Blogueiro quase ia esquecendo de lembrar: você precisa, é claro, ter um bom conhecimento dos conteúdos, tanto para questões objetivas quanto para questões discursivas. Sem isso, o melhor dos métodos não funcionará.

 

 

 

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