É bom saber um pouco de juridiquês, economês e politiquês

Enquanto você se prepara para as provas de seu vestibular, o Brasil continua vivendo uma fase muito turbulenta em termos econômicos, políticos e jurídicos. É praticamente impossível que você não tenha percebido isso.

O problema, porém, não é perceber, é descobrir se alguma coisa desse período pode interferir de algum modo em seus exames. Pode? Na verdade, pode, sim. Em primeiro lugar, porque não é impossível que os elaboradores de provas de História ou de Filosofia, por exemplo, escolham temas para questões que versem, direta ou indiretamente, sobre problemas semelhantes aos que vive nosso país. Por isso é bom estar atualizado a respeito. Nada de dizer que economia não lhe diz respeito. Diz, sim. Nada de afirmar que não gosta de política. Goste ou não goste, tem de conhecer. E igualmente, goste ou não goste, é bom estar bem informado sobre o que hoje ocorre nos meios jurídicos, especialmente no que diz respeito aos julgamentos de indivíduos apanhados com a mão na massa ou, como também diz o povo, com a boca na botija do erário de nosso país.

E não é improvável, também, que a proposta de redação de algum vestibular fundamente nesses fatos o tema solicitado.

O Blogueiro pensou nisso uns dias atrás, ao ouvir na televisão entrevistas e comentários de especialistas recheados de expressões do que podemos um tanto vulgarmente chamar juridiquês, politiquês e economês, vale dizer, o discurso ou o vocabulário jurídico, político e econômico. Eis algumas dessas expressões que o Blogueiro anotou na oportunidade: sub judice, a seu talante, questão de ordem, habeas corpus, carta magna,  acórdão. Você conhece o significado e a aplicação de todas elas? Pelas razões apontadas, é bom conhecer.

A locução sub judice está sendo muito frequente nos meios de comunicação. Significa em juízo, sob apreciação judicial, que ainda não recebeu sentença definitiva. Exemplo: O processo contra o candidato ainda se encontra sub judice.

 

A seu talante é uma expressão que significa simplesmente a sua vontade, a seu arbítrio, a seu desejo (lembrando que talante significa isso mesmo: vontade, arbítrio, escolha, desejo, etc.). Os juristas adoram empregá-la.

Com certeza já ouviu a expressão questão de ordem muitas vezes, até mesmo em assembleias estudantis. Os políticos em suas sessões deveriam empregá-la apenas para, quando não estão com o a palavra, pedir esclarecimento ou informação sobre o encaminhamento dos trabalhos. Na prática, porém, a expressão questão de ordem acaba sendo usada para fazer qualquer tipo de interrupção, inclusive manifestação de reparos ou críticas àquele que está com a palavra. Transformou-se, portanto, em mero pretexto para interromper o andamento dos trabalhos. Ninguém reclama da distorção, porque todos a usam.

Habeas corpus é uma locução da língua latina muito usada nos meios jurídicos, particularmente na atualidade, em que há tantas pessoas presas ou sendo julgadas. No latim, significa que tenhas o corpo. Em português, na prática, já se tornou um substantivo composto, pois é empregada precedida de artigo: o habeas corpus. Na prática jurídica, corresponde ao pedido dos advogados de que o acusado aguarde o julgamento em liberdade, mediante fiança, o que, porém, só é permitido por lei em determinados casos.

O termo carta magna, sinônimo de constituição, carta constitucional, lei básica, lei maior, significa o conjunto das leis fundamentais que regem a vida de uma nação. Deve ser estabelecida por uma assembleia constituinte formada pelos representantes de todas as classes da população. Em algumas nações, porém, ditadores impõem, a seu talante, uma constituição forjada por eles mesmos.

Acórdão é o termo usado para designar uma decisão sobre um processo judicial proferida por um tribunal superior. Neste sentido, funciona como paradigma para a solução posterior de casos análogos.

Percebeu? Termos como esses, que antes pareciam confinados ao universo jurídico e político, estão aí na mídia às dezenas aos nossos ouvidos e vistas, em virtude da tecnologia da informação e dos percalços por que passa a vida brasileira na atualidade. É recomendável, portanto, que você dê um pouco mais de importância a eles e pesquise na rede, para estar ainda mais preparado para as questões sobre atualidades em suas provas. Não deixe que sejam familiares somente a candidatos ao curso de Direito ou a profissionais das áreas mencionadas, mas a você também. De repente, numa proposta de redação…

 

Deixe um comentário