Você sabe mesmo ler?

Você pode até pensar que esta é uma pergunta um tanto irônica que lhe faz o Blogueiro. Não é. É séria. Considere-a um alerta para pequenos problemas que você pode ter ao fazer suas provas. É claro que você aprendeu a ler e escrever há muito tempo, como todos os que prestam exames vestibulares. Mas também é claro que pode ter adquirido certos vícios de leitura que costumam ser muito prejudiciais. Um deles é a projeção, vale dizer, a impressão de que uma palavra ou expressão está escrita no texto, quando se trata apenas de um engano de leitura. Muitas vezes, ao lermos, contentamo-nos com a primeira ou as primeiras sílabas de uma palavra deixando que nossa imaginação complete o resto. Erradamente. Somos até capazes de jurar que a palavra estava escrita, quando, de fato, não estava. Por exemplo, no texto aparece a palavra eloquência e nós lemos enlouquecia. Terrível engano, não é? Pode inutilizar uma resposta inteira, em prova discursiva, ou levar a entender erradamente o enunciado de uma prova objetiva. O Blogueiro lembra de uma prova de redação anulada, porque o candidato cometeu esse tipo de erro, que alterou completamente o tema proposto. Outro exemplo: no texto está escrito dispersadas e nós lemos dispensadas. E assim outros tantos enganos que podem nos levar a erros graves de interpretação de questões.

Além de lapsos de leitura como os acima comentados, podemos cometer outros, principalmente quando as questões são baseadas em textos. Nestes casos, é imprescindível a leitura atenta dos textos e a comparação dos enunciados das questões com as passagens correspondentes desses textos. Essa comparação atenta é fundamental para atingir a resposta adequada. Qualquer distração, tanto na leitura dos textos, quanto na dos enunciados pode nos conduzir a uma interpretação completamente equivocada. Os enunciados, de fato, contêm pistas sobre a resposta adequada, e é em busca dessas pistas que podemos fazer o caminho correto. Não esqueça, portanto, de que há uma estreita associação entre textos e enunciados.

Nas provas objetivas, as bancas costumam explorar essa associação, criando alternativas muito parecidas, das quais apenas uma é a correta. Por isso, é preciso comparar com todo o cuidado essas alternativas com o que dizem os textos. Por vezes uma só palavra não correspondente basta para nos conduzir a escolher a alternativa incorreta.

Compreendeu? Não devemos ter pressa na leitura dos textos e dos enunciados. Com atenção e cuidado, acabamos descobrindo o real objetivo da pergunta. Você pode até desenvolver uma técnica pessoal para fazer essa leitura. Pense nisso.

 

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