Olhe esse subjuntivo, meu amigo!

Muitos alunos costumam reclamar da insistência dos professores no estudo das conjugações verbais. Afinal, dizem eles, para que tanto verbo? Eu não preciso disso!

Precisa, sim, e muito. Você não estuda conjugação de verbos por estudar, mas para saber quais formas apresentam quando se torna necessário empregá-los numa frase. Observe as frases seguintes:

 

Não acredito que ele traz o dinheiro hoje.

Não espero que ele bate o sino todos os dias.

 

É claro que você percebeu que o escritor se equivocou e empregou os verbos no modo indicativo, quando se impõe o subjuntivo nas duas orações subordinadas. O emprego dos verbos no modo indicativo nessas duas frases gera um sentido duvidoso, quase absurdo. O indicativo aponta para uma ação efetiva, o que não corresponde ao pretendido nos dois exemplos. Examine agora as duas frases com os verbos no modo subjuntivo:

 

Não acredito que ele traga  o dinheiro hoje

Não espero que ele bata o sino todos os dias.

 

Notou a diferença? As duas frases agora ganharam sentido pleno e adequado, sem qualquer possibilidade de confusão semântica. Não custa, portanto, lembrar o que seus professores ensinaram, insistentemente, ou seja, os verbos no modo indicativo, trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem; bato, bates, bate, batemos, bateis, batem, e no modo subjuntivo: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam; bata, batas, bata, batamos, batais, batam.

O Blogueiro anota que é costume, hoje, levar os alunos a memorizarem as conjugações de verbos tal como foi feito no parágrafo anterior, apenas com as formas verbais. Com base nas gramáticas e manuais antigos, os professores levavam os alunos a memorizar a conjugação dos verbos com o emprego também das conjunções e pronomes: que eu traga, que tu tragas, que ele traga, que nós tragamos, que vós tragais, que eles tragam; que eu bata, que tu batas, que ele bata, que nós batamos, que vós batais, que eles batam. Este modo, que alguns hoje consideram ultrapassado, na verdade acostumava o aluno a perceber que o subjuntivo costuma aparecer em orações subordinadas, precedidas de conjunção. Atente agora para o pretérito imperfeito do subjuntivo dos mesmos verbos, tal como os antigos professores (e muitos até hoje) ensinavam: se eu trouxesse, se tu trouxesses, se ele trouxesse, se nós trouxéssemos, se vós trouxésseis, se eles trouxessem; se eu batesse, se tu batesses, se ele batesse, se nós batêssesmos, se vós batêsseis, se eles batessem.

Percebeu? Tome cuidado, então, em não trocar o subjuntivo pelo indicativo, produzindo frases com sentidos por vezes absurdos. Vale a pena fazer uma boa revisão em seus textos para verificar se não anda se equivocando. Sua redação vai evitar muitos erros. E vamos terminar insistindo em alguns exemplos:

 

Talvez o cometa apareça no sábado. (Verbo no presente do subjuntivo).

Se eu contasse que vi o alienígena, seria considerado louco. (Verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo)

Quando meu amigo fizer dezoito anos, receberá uma grande herança. (Futuro do subjuntivo).

 

Valeu? Então faça uma visitinha a uma gramática para estudar o “emprego do modo subjuntivo”. Agora valeu mesmo!

 

 

 

 

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