Questões objetivas: não chute. Execute!

Muitos candidatos e talvez até mesmo você planejam chutar questões objetivas cujas respostas não conheçam. Parece uma solução inteligente, mas, na verdade, é um ato de desespero com uma longínqua esperança de acerto pela intercessão do Santo Acaso.

Na verdade, não precisa ser assim. Pode-se arriscar, mas de forma pouco mais calculada, inteligente, usando seus conhecimentos, de modo que a possibilidade de acerto seja bem maior. Como? Pela própria técnica de responder questões objetivas, que cada um deve sempre levar em consideração;

Responder questões objetivas é, na realidade, buscar a melhor relação entre o enunciado ou raiz da questão e uma alternativa que lhe corresponda de modo perfeito.  O Blogueiro vai teorizar a respeito, estabelecendo os seguintes procedimentos:

 

a)      leitura atenta;

b)      acordo sintático;

c)      palavras-chave;

d)     probabilidade.

 

São esses procedimentos que devem ser considerados durante a solução da questão objetiva. O primeiro, como você nota, é fundamental e, talvez o mais importante de todos. Numerosos candidatos se queixam de haver errado por não ter lido direito o enunciado da questão. É verdade. E essa leitura atenta deve atingir tanto o enunciado como as alternativas. Vale a pena perder um pouco de tempo com a leitura, para evitar enganos que comprometerão todo o raciocínio posterior para a solução da questão. É muito fácil, por exemplo, confundir sessão com seção. O problema é que sessão significa período de tempo, enquanto seção quer dizer parte de um todo. Numa leitura apressada, confundindo uma com outra, seu entendimento de uma questão pode falhar e comprometer o direcionamento de sua resposta. Percebeu? Leia sempre o enunciado com a máxima atenção, para evitar equívocos.

O segundo procedimento é importante para eliminar alternativas que iriam atrapalhá-lo. Parta do princípio de que o enunciado e a alternativa correta apresentam uma correspondência formal, até mesmo sintática. Um exemplo:

 

O ambiente lunar não apresenta condições favoráveis à vida humana. No entanto, é possível que seres humanos possam lá viver, desde que

a) são criadas condições em habitações especiais que produzem um ambiente favorável.

b) sejam criadas condições em habitações especiais que produzam um ambiente favorável.

 

Notou? Se fosse apenas pelo conteúdo, de modo geral, as duas alternativas estariam corretas. Todavia, só a segunda corresponde perfeitamente ao enunciado, pois emprega os verbos no modo subjuntivo, sinalizado pelo conectivo desde que. Não se esqueça nunca, deste modo, da correspondência formal entre o enunciado e a alternativa correta.

Além disso, em enunciados longos, vale a pena prestar atenção nas palavras que funcionam como verdadeiras chaves que unem o significado geral do enunciado e o particular da alternativa. No exemplo dado, com duas alternativas (supondo-se que as outras foram eliminadas), essas palavras são ambiente, condições, favoráveis, favorável. A identificação dessas palavras-chave é um ótimo instrumento para entender melhor a questão e a resposta adequada.

Somente após esses quatro procedimentos, se ainda restar dúvida, vale a pena arriscar, mas, mesmo neste caso, o risco já será bem mais calculado e você terá chance maior de acertar. Não seria propriamente um chute, mas um prognóstico, uma tentativa bem consciente e informada.

O Blogueiro, certa vez, em Curitiba, fez um concurso em que havia 100 questões objetivas e uma dissertação com tema sorteado na hora. Ao responder as questões, veririficou que tinha certeza de acertar 70 e dúvidas sobre 30. Lançando mão dos procedimentos sugeridos na resolução das 100 perguntas, acabou arriscando nas respostas a essas 30. O resultado da correção final mostrou que o risco calculado valeu a pena: acertou 85 questões. Valeu a pena, não valeu?

Pois é. Quando tiver dúvidas sobre algumas questões, não chute, execute o seu prognóstico com base nos procedimentos mencionados.

 

 

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