Primeira fase, segunda fase – não é fase demais?!

Você com certeza já tentou imaginar a razão por que alguns vestibulares, como o da Unesp, se realizam em duas fases, uma com questões objetivas, outra com questões discursivas e redação. Não seriam fases demais? Não seria melhor fazer tudo numa fase só?

À primeira vista, podemos até pensar que sim. Na verdade, porém, basta um pouco de reflexão para perceber que andam certos os principais vestibulares do país ao dividir as provas em duas fases distintas, ambas classificatórias. Por quê? Por muitas razões, que o Blogueiro gosta de comentar. A primeira delas é o grande número de candidatos, que complicaria e encareceria a realização numa fase só. Imagine quantos profissionais seriam necessários para uma banca de correção de redações e outra para a correção de questões discursivas de cento e tantos mil candidatos! O encarecimento em virtude do aumento brutal do número de profissionais seria repassado, neste sentido, para o valor das taxas de inscrição. Nada recomendável, não é?

Mas as justificativas não ficam por aí. Imagine você, em segundo lugar, que fazer tudo numa fase só aumentaria o número de questões e do período de realização da prova. Se quatro horas já são difíceis de enfrentar, imagine uma prova que durasse cinco ou seis horas. Também nada recomendável, não é?

Em terceiro lugar, imagine que, mantido o período da prova em quatro horas, seria muito complicado abranger todo o programa das disciplinas. Uma das consequências seria uma prova com menor poder de avaliação. A outra, você bem sabe, seria o aumento do número de reclamações sobre o horizonte de avaliação da prova. Em quarto lugar, é preciso ter em mente que na primeira fase não haveria período de tempo adequado para uma boa redação, criada e revisada.

Bastam esses quatro aspectos, portanto, para demonstrar que um vestibular em duas fases é o mais indicado. Na primeira, com uma prova abrangente formada por questões objetivas, ocorre a seleção inicial, tendo como parâmetro o número de vagas disponíveis. Na segunda, os melhores da primeira fase passam por uma nova triagem, com vistas a elaborar a relação dos que comprovam mais condições de obter as vagas. Além do mais, sendo uma fase formada por questões objetivas, outra por questões discursivas e uma redação, o perfil de competência do candidato é estabelecido com muito maior precisão.

Se tudo ficou bem claro, as perguntas colocadas no primeiro parágrafo deste artigo estão perfeitamente respondidas: duas fases representam o ideal. E você se sente plenamente convencido de que tem muito mais chances com um vestibular assim estruturado e realizado. Boas provas!

 

 

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