Vestibular é uma tarefa normal

Muito se fala sobre o que significa o vestibular em termos pessoais? Para alguns, é um momento ímpar, é o momento de suas vidas. Para outros, é apenas uma tarefa a mais ao longo das muitas que teve e ainda terá. A primeira atitude é bastante emotiva; a segunda, bastante ponderada. Com qual você ficará? É melhor assumir a segunda hipótese, menos dramática que a primeira.

É claro que isso tem muito a ver com sua personalidade, vale dizer, sua maior ou menor propensão a observar os fatos por meio dos filtros da emoção ou da razão. O Blogueiro decidiu focalizar este tema hoje, pelo fato de ter verificado, nas referências que se fazem na rede sobre vestibulares, haver um certo exagero, que pode até ser prejudicial aos vestibulandos.

É claro que cada candidato observa e sente os vestibulares de um modo distinto. O problema é saber se, bem colocado e orientado, pode alterar esse modo de observar e sentir para um nível em que não possa haver prejuízo em seu desempenho. Isso equivale a dizer que todas as atitudes que assumimos sobre os vestibulares têm de fazer também parte de nosso método de estudar e de prestar as provas. Ora, se você é muito emotivo, não pode deixar de preparar-se antecipadamente para assumir o controle, procurando reduzir ao máximo a possibilidade de a emoção atrapalhá-lo no decorrer dos exames. Não deve atrapalhá-lo, aliás, no decorrer de seus próprios estudos. Mude sua visão, passe a considerar os exames como um fato normal, que poderá até se repetir, caso não seja aprovado na primeira vez. Não deve ser considerada anormal a reprovação numa primeira vez. Trata-se de uma ocorrência corriqueira. Claro que é desagradável não ser aprovado, mas a consideração dessa possibilidade não deve ser motivo de qualquer reação emocional antecipada.

O contrário também é verdadeiro: ausência total de emoções pode ser também fator prejudicial, já que implica excessivo desprezo pelos riscos e pelas possibilidades de erro. Prestar vestibulares como quem apenas está se divertindo, fazendo por fazer, levará fatalmente a aumentar os riscos.

O ideal, portanto, é saber equilibrar-se entre a razão e a emoção, de modo a assumir uma atitude tranquila, calma, ponderada. Estar ciente de que vai resolver uma tarefa normal, uma das muitas tarefas que ainda terá de resolver ao longo da vida.

 

 

 

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