Seja mais observador

Você sabia que uma das maneiras de aprender é observar os erros dos outros? Pois é. Com relação ao escrever, isso é bastante verdadeiro. Você por certo já notou que o Blogueiro vive se aproveitando dos erros que encontra em jornais e revistas, quer em papel, quer na rede, para fundamentar os conselhos que lhe dá neste Blogue. Vamos então fazer uma experiência diferente hoje: o Blogueiro fornece os exemplos e você aponta os erros ou cochilos dos escritores. Para evitar problemas com os autores das frases, estas sofreram alterações que as tornaram “um pouco” diferentes, sem, no entanto, descaracterizar os erros verificados:

O empresário recorreu da sentença que condenou ele.

Se tem uma pessoa que merece ser ouvida, sou eu.

Isso com certeza não aconteceu no meu mandado de 4 anos.

O iceberg gigantesco que se desprendeu na Antártida.

Valores de temperatura mais baixos que os 9,5 desta tarde ocorreu há dez anos.


Agora é com você. Leia bem cada frase, verifique os enganos cometidos e reescreva empregando as formas corretas. E reflita bem sobre os motivos que levaram os escritores a tais escorregadelas. Esta reflexão o ensinará a desenvolver uma atenção maior quando escrever, para evitar que pequenas distrações possam causar equívocos semelhantes.

Na verdade, os lapsos apontados não indicam de nenhum modo que se trata de maus escritores ou jornalistas. Poderíamos até criar um provérbio a respeito: Quem muito escreve, por vezes erra. Escrever, como qualquer outro trabalho intelectual ou braçal, implica a possibilidade de se perder de vez em quando em pequenos enganos. Se você cometer um equívoco semelhante aos que descobriu nas frases acima, isto não significará que escreveu mal, mas tão somente que teve um momento de distração. O problema verdadeiro, no seu caso, é que ao fazer uma redação ou responder a uma questão discursiva, o julgamento pertencerá a uma banca corretora, que está ali exatamente para apontar e penalizar erros.

Esta é a razão para perceber que tem de criar um método pessoal para evitar que isso aconteça. Se um jornalista comete um errinho num texto, terá a desculpa de que na prática não tem oportunidade nem tempo de fazer repetidas revisões. Já o escritor de um texto literário, que também comete falhas na primeira redação, tem tempo de sobra para reler e corrigir. No seu caso, o método tem de ser antecipado, com uma prática constante de detectar cochilos em textos alheios e em seus próprios na prática de redação. Lá na prova, porém, você estará quase na mesma situação do jornalista, que tem de digitar rapidamente um texto e enviá-lo para edição.

Que fazer? Lamentar-se? Nada disso. Tudo tem remédio. Seja a partir de agora mais observador do que comumente, quer de textos alheios, quer dos seus próprios. Esta é também uma forma de estudar. E de aprender!

 

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