Educar ou educar-se?

O Blogueiro, viajando, como de costume, pelos dicionários, reencontrou no Aurélio Eletrônico estes conceitos sobre o termo “educação”:

 

[Do lat. educatione.]

S. f.

1.  Ato ou efeito de educar(-se).

2.  Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social: 2

3.  Os conhecimentos ou as aptidões resultantes de tal processo; preparo: 2

4. O cabedal científico e os métodos empregados na obtenção de tais resultados; instrução, ensino: 2

5.  Nível ou tipo de ensino: 2

6.  Aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas.

7. Conhecimento e prática dos usos de sociedade; civilidade, delicadeza, polidez, cortesia: 2

8.  Arte de ensinar e adestrar animais; adestramento: 2

9. Arte de cultivar as plantas e de as fazer reproduzir nas melhores condições possíveis para se auferirem bons resultados.

 

É bem interessante, com base neste e noutros exemplos, verificar como os dicionários não são apenas fontes de definições sobre os significados das palavras, mas também verdadeiras lições sobre a própria realidade das coisas. Aprendemos muito, se somos frequentadores assíduos de suas páginas.

Você estará se perguntando por que razão o Blogueiro deu agora para falar sobre palavras e dicionários. Muito simples: ao aprendermos suas lições sobre a realidade das coisas, não podemos ignorar que somos parte dessa realidade e que muito do que os dicionários dizem nos alcança diretamente, podendo nos trazer ótimas reflexões. Aprendemos que educação é “ato ou efeito de educar ou educar-se” e isso nos leva a fazer ilações sobre nossa própria ânsia de conquistar uma vaga em curso universitário. Quando chegamos aos dezoito anos, imaginamos um futuro próximo iniciado pela alegria da aprovação e continuado nos bancos universitários pela formação em determinada carreira. Chegamos até a perder de vista que o trajeto iniciado no ensino fundamental e que nos leva à obtenção do diploma universitário representa a nossa própria educação.

Mas, afinal, o que é mesmo educação? Aqui entra a utilidade de um dicionário como o Aurélio: educação é desenvolvimento de capacidade física, intelectual  e moral do ser humano, visando à sua melhor integração individual e social; é o aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas; é o conhecimento e prática dos usos de sociedade; é civilidade, delicadeza, polidez, cortesia; é o conjunto de conhecimentos ou as aptidões resultantes de tal processo; é preparo; é o cabedal científico e os métodos empregados na obtenção de tais resultados; instrução, ensino.

Obviamente, os ensinos fundamental, médio e universitário lhe fornecem uma parte de tudo isso, vale dizer, o educam. A outra parte, porém, tão importante quanto, é você mesmo que obtém por sua vontade e empenho, ou seja, você se educa ao longo de todo o processo de ensino.

Percebeu até onde o Blogueiro quer chegar? A educação é um veículo dirigido por dois motoristas: a escola e você mesmo. Você é educado ao mesmo tempo em que se educa, para tornar-se um verdadeiro cidadão. Um engenheiro não pode ser apenas um engenheiro, um médico não pode ser apenas um médico, um geógrafo não pode ser apenas um geógrafo, mas todos têm de ser cidadãos plenos habilitados para a engenharia, medicina e geografia, o que implica responsabilidades sociais e morais que vão muito além de uma habilitação em qualquer que seja o campo.

Em conclusão: ao ingressar num curso universitário, será preciso que você tenha esse fato sempre em mente, para atingir a plenitude de sua existência como cidadão complexo e completo.

 

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