Você é a griffe

A resposta é simples, elementar: porque não é o curso que faz o estudante; é o estudante que faz o curso. Vale dizer: nenhum curso de nenhuma universidade do país ou do mundo é capaz de garantir a seus formandos o pleno sucesso na carreira. A universidade não fornece sucesso, fornece ensinamentos, técnicas, especializações. O sucesso tem de ser buscado individualmente pelo profissional que se forma, de acordo com suas qualidades e determinação.

Esta constatação explica muito bem o fato de que um estudante formado pela melhor universidade do Brasil em seu melhor curso pode não engrenar na carreira. A realid          Toda a concorrência entre os candidatos de exames vestibulares parte do princípio de que estão lutando pelos melhores cursos, para se tornarem, no futuro, os melhores profissionais do mercado de trabalho. Outro princípio diz respeito ao julgamento de que os melhores cursos estão situados nas universidades públicas, razão que leva à grande concorrência atualmente verificada em seus exames vestibulares. Um último julgamento estipula que, no interior das universidades públicas, certos cursos são considerados muito mais promissores que outros, capazes de garantir uma vida profissional de sucesso aos que os fazem. Dá para perceber, com base nestas reflexões, que o grande vetor dos vestibulares é o futuro profissional promissor buscado pelos candidatos.

Tudo isso é verdadeiro? Em termos. Cabe fazer algumas interpretações que não entrarão necessariamente em acordo com tais comentários. O Blogueiro dá um exemplo dos muitos de que dispõe em sua observação da realidade cotidiana: certo arquiteto formado por universidade pública não conseguiu emplacar sua carreira, apesar de ter feito um dos melhores cursos do país. Lutou, lutou, mas não conseguiu mais que pequenos sucessos que lhe garantem um nível de vida apenas razoável. Na mesma cidade, certo arquiteto formado por uma faculdade particular, sem grande ressonância nacional, tornou-se o mais respeitado e requisitado, fazendo uma carreira de respeito, com projetos até mesmo em outras cidades e estados brasileiros. Ora, pelo julgamento comum dos candidatos, o resultado deveria ser o oposto. E por que não foi?

ade do trabalho profissional acresce componentes que as universidades não podem prever, ainda mais porque tal realidade está sempre mudando, evoluíndo, transformando-se. A realidade é dinâmica.

Por isso, já é tempo de pensar que, em todos os seus estudos, desde o ensino fundamental, é você que está no comando, é você que passa no vestibular, é você que faz o curso (bem ou mal), é você que, diploma às mãos, olha para o horizonte da realidade e diz: Aqui vamos nós. Para o sucesso. Para a vitória. É preciso que tenha em mente, porém, que tal sucesso será o resultado de sua relação com o dinamismo da realidade.

Percebeu? Esse negócio de que certas universidades são griffes e certos cursos são melhores que todos é uma balela (balela: informação anônima e sem fundamento). Para efeito de sucesso na vida profissional, não há universidades griffes, não há cursos griffes.

A griffe tem de ser você.

 

 

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