Cuidado com as distrações: podem estragar tudo

Escritores, articulistas, jornalistas sabem que distrações acontecem. Mas sabem também que é preciso sempre uma boa revisão para saná-las. Uma vírgula a mais, uma vírgula a menos, uma preposição equivocada, uma palavra trocada, tudo isso traz perigo a um texto que estejamos escrevendo. Por isso, muitas vezes, mais que os cochilos de ortografia ou os erros de gramática, uma pequena distração pode levar uma resposta de questão discursiva ou um período de uma redação ao fracasso. Quer um exemplo? Então veja:

 

O funcionário sugeriu que eu procurasse a sessão de recursos humanos.


Notou? É claro que você sabe distinguir entre sessão, período em que transcorre uma reunião, e seção, parte de um todo. Uma ligeira distração, porém, pode levá-lo a trocar uma palavra pela outra. No exemplo citado, seção de recursos humanos, forma correta, foi trocada erradamente por sessão de recursos humanos, produzindo-se um sentido completamente equivocado para a frase como um todo.

Nesta semana, numa notícia de jornal online, uma troca de palavras mudou completamente o sentido da frase de um jornalista. Vamos forjar um exemplo semelhante:

 

O presidente fará a provocação do congresso ainda nesta semana.

 

Notou? Houve a troca da palavra convocação por provocação, o que muda radicalmente o significado original da frase. Uma pequena distração, dirá o autor. Pequena, mas perigosa, diremos nós, por falha do revisor dos textos publicados na rede.

Outro exemplo:

 

Meu colega está fazendo um curso de redação e interpenetração de textos.

 

Uma troca verdadeiramente hilária, não é? Numa prova de concurso ou de vestibular, porém, pode representar a perda de pontos preciosos.

A que conclusão se chega após os exemplos apresentados e os comentários do Blogueiro? Vamos destacar em maiúsculas: REVISÃO: ou, como gostam de enfatizar os escritores: R-E-V-I-S-Ã-O. A revisão é uma tarefa absolutamente necessária para qualquer texto que escrevemos, mesmo que seja apenas uma resposta a questão discursiva. Os escritores sabem muito bem disso, pois submetem seus textos — poemas, contos, romances, memórias — a inúmeras revisões, sabendo muito bem que, apesar desse esforço, sempre pode escapar uma distraçãozinha aqui, outra ali. Os jornalistas, no clima de verdadeira pressão ante o exíguo tempo de que dispõem, têm de praticamente escrever revendo, pois o jornal não espera. Quando seus textos saem na internet, talvez digitados por outra pessoa, as possibilidades de distração aumentam muito. O próprio Blogueiro, vez por outra, deixa escapar alguma distração e, quando percebe, trata logo de avisar os responsáveis pelo Blogue para fazer a correção. Errar é humano, diz o provérbio, mas ter humildade para corrigir é mais humano ainda.

E você, numa prova de vestibular? É bom fazer como o jornalista, escrever revendo. E, se sobrar um tempinho, fazer nova e atenta revisão para sanar algum problema que tenha escapado. Para maior segurança, é recomendável criar sua própria técnica de revisão ao longo de seus estudos e simulações de provas. O lucro desse sacrifício pode ser enorme, não acha?

 

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