Redação na segunda fase

Passada a primeira, prepare-se agora para a segunda fase do vestibular Meio de Ano da Unesp, que vai chegar, como sempre, com uma organização bem balanceada, sem surpresas e sobretudo sem invencionices na observação da lista de pontos.

Considerando, assim, que as provas de vestibulares e concursos da Unesp não oferecem problemas, pense a partir de agora apenas em eliminar aqueles que você mesmo pode criar, tanto na hora da prova, quanto em sua preparação. Escrever, já disse mais de uma vez o Blogueiro, não é magia, é trabalho consciente e bem informado.

Muitos candidatos acreditam ainda em métodos milagrosos, em estratégias de última hora para tirar uma boa nota. Puro engano. Não é à toa que passamos boa parte dos ensinos fundamental e médio praticando redações. Tentam os professores fazer cada estudante entender que a redação é uma ferramenta para ser utilizada com proveito por qualquer profissional formado em universidade. Observe, a este respeito, que o computador e outros aparelhos eletrônicos vieram substituir com vantagem muitos instrumentos de trabalho utilizados tracicionalmente, em especial nas áreas gráficas e no cálculo. Não conseguiu, porém, substituir a capacidade de produzir textos. Pode ser usado para digitá-los, mas nunca para produzi-los. Disto vem a importância do saber redigir.  Numa produção de texto, diante do papel em branco, não são os chips que trabalham, mas nossa mente, nosso raciocínio, nossa imaginação, nossas emoções e sentimentos.

Em tudo isso, será importantíssima a experiência, o repertório cultural, o conhecimento científico, a informação sobre atualidades. O melhor método de redação fracassa se não encontra em nossa mente o alimento necessário. Ora, como nos vestibulares e concursos em geral se pedem redações de caráter dissertativo, temos de nos preparar muito para produzi-las. O melhor caminho, dizem todos os professores de redação, é criar pelo menos um texto por dia, aproveitando não apenas propostas de manuais de redação e de vestibulares anteriores, mas focalizando também temas da atualidade. Só se aprende a escrever, escrevendo, dizia um velho professor, e estava certíssimo nesse conselho. É pela prática constante que chegamos ao domínio de qualquer atividade.

Percebeu? Escrever textos que mereçam ser premiados com boas notas em qualquer prova de português não é uma dádiva recebida dos deuses. É preciso liberar o raciocínio, soltar as rédeas da imaginação, acionar o repertório cienfífico e cultural. Nenhum escultor nasceu esculpindo, nenhum pintor nasceu pintando. E você não nasceu escrevendo. Esculpir, pintar, escrever, além de talento natural, pedem prática, longa e dedicada prática para consolidar-se.

Quer ser um bom escritor, um ótimo produtor de textos? Quer, sim. Então escreva, escreva, escreva, escreva…

 

Deixe um comentário