Últimos lembretes

Além dos problemas gramaticais, do vocabulário e dos critérios de coerência que você preparou para se dar bem tanto na leitura, quanto nas respostas das questões de suas provas, existem muitos detalhes que ainda podem servir para evitar cochilos na resolução dos enunciados propostos. Isso porque o idioma não é feito apenas de regras gramaticais, mas também e, talvez principalmente, de uma lógica interna que, nas provas objetivas, por exemplo, você aplica na leitura dos enunciados e das alternativas. É preciso, portanto, muito cuidado durante o processo de compreensão do que se pede em cada uma das questões.

Realmente, os conteúdos de nossa comunicação pela linguagem se espalham por mil e uma formas de dizer, por expressões típicas, frases feitas, provérbios e locuções. Trata-se, neste caso, de dominar ao máximo possível essa profusão de modos de dizer. Basta uma expressão interpretada erroneamente para que um enunciado, por exemplo, passe a significar algo muito diferente do que pretendeu o elaborador.

Assim, como parte de seus estudos de qualquer disciplina, nunca esqueça de estudar permanentemente essa riqueza de dizeres de que é feito o discurso. Quanto mais você dominar esse banco de dados, maior capacidade desenvolverá de compreender o que lê e mais certeza terá de que o que escreve não apresenta problemas capazes de inviabilizar suas respostas.

Um exemplo pode ser dado com a confusão, que até gente muito bem formada faz, entre pares de vocábulos como idoso e idôneo. Idoso significa “velho, de bastante idade, que tem muitos anos de vida”. Já idôneo não significa “idoso”, mas “que serve para alguma coisa, adequado a certa finalidade”; ou, tratando-se de pessoa, “que tem condições para exercer certos cargos ou realizar certas obras”. Note, aliás, que na atualidade costuma-se empregar idôneo com caráter ético, para indicar uma pessoa que tem condições morais de ocupar certos cargos ou de levar a cabo certas obras.

Percebeu como é importante a pesquisa permanente das formas de dizer no discurso? Observe esta outra: hoje são três. Embora algumas pessoas insistam em falar ou escrever hoje é três, a expressão mais adequada pela concordância é hoje são três. Todo o cuidado, portanto, porque o idioma está repleto dessas variações não justificadas. Uma delas, empregada erradamente, pode levar uma resposta certa ao erro.

Outro exemplo interessante, que leva a um erro crasso sempre penalizável em redações é o da locução por causa de. “Corri por causa do medo que tinha daquele bandido.” Esta é a forma correta. Está bastante disseminada, no entanto,  no discurso oral, já invadindo o escrito, a variante por causa que, vedadeiro absurdo expressivo que, como diz o povo, mistura alhos com bugalhos. Tome cuidado, portanto, em não empregá-la em suas respostas e na redação.

Valeu o conselho? Então trate de entender as formas de dizer no idioma como uma espécie de caixote cheio de peças de diferentes formatos. Com jeitinho, você saberá escolher e fazer a montagem correta de centenas de objetos. Mas, se desprezar essa possibilidade, o perigo de cometer lapsos de expressão aumentará muito. Valeu? O Blogueiro espera que sim.

 

 

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