Universidade e liberdade de opinião e expressão

O momento é de expectativa para você e para todos os candidatos que aguardam a publicação das listas de aprovados de todas as universidades. Enquanto isso não acontece, vale a pena refletir com o Blogueiro sobre um tema que fatalmente surgirá em sua vida acadêmica e profissional: a questão da liberdade de opinião e expressão.

Mesmo nos tempos mais difíceis do regime de força por que o país passou nas décadas de 1960 e 1970, as universidades públicas sempre foram um reduto de liberdade de pensamento e crítica. Hoje, em plena democracia, com toda a tecnologia de comunicação e a internet, esse tema ocupa espaço em todas as mídias: estudantes protestam, professores protestam, ocorrem passeatas e, eventualmente, muitos debates. Não se trata, porém, de um fenômeno exclusivo das universidades. Em todas as instituições públicas ou privadas, a opinião e a expressão são livres, assim como o direito de criticar e protestar como forma de reivindicação. Isso está certo? Está, caso sejam respeitados certos pontos de vista éticos, Protestar é fundamerntal nos regimes livres, é o que faz com que evoluam, mas dentro de parâmetros e posturas morais, em que as ideias valem mais que a turbulência e a violência. E, evidentemente, respeitadas as leis e a Constituição.

Muitos avanços em diferentes campos de atividade foram assim obtidos: a campanha do “Diretas já”, que conduziu ao retorno da democracia em nosso país, foi um grande protesto de nível nacional que envolveu os mais representativos campos de atividade e personalidades de todas as áreas. As cotas nas universidades também  foram o resultado de anos de protestos de estudantes, até que finalmente reconhecidas por lei.

Entre outras coisas, é o que você vai aprender nos bancos acadêmicos: o comportamento do cidadão, baseado nos direitos que as leis facultam. Isso servirá não apenas para sua vida universitária, como também para sua futura vida profissional, em que não serão poucas as oportunidades em que terá de participar de movimentos e de protestos para ver respeitadas suas condições profissionais.

É óbvio que você ouvirá opiniões opostas, que defendem até a violência como forma de protesto. Não é um bom caminho. Você percebe na mídia os males que a violência é capaz de produzir no mundo.  O Brasil tem uma longa tradição de país pacífico e ordeiro. O lema de nossa bandeira, Ordem e Progresso, expressa, entre outros conteúdos,  essa tradição. Você, como representante da nova geração, deverá carregar e executar esse lema, para que o país possa resolver os seus problemas estruturais, econômicos e políticos, do melhor modo possível. Isso, porém, não significa ser um cordeiro que aceita qualquer imposição, mas um indivíduo consciente e crítico.  Compreendeu?

E não se esqueça: protesto não é um ato de desespero, é um direito inalienável dos cidadãos nos regimes democráticos.

 

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