O inverno pode ser primavera

Quem está prestando o Vestibular Meio de Ano da Unesp ou os de outras universidades públicas está abrindo com maior facilidade sua porta para o futuro, sem o atropelo dos vestibulares de fim de ano e com oportunidades redobradas de sucesso, em virtude do número bem menor de candidatos inscritos, isto é, de concorrentes a enfrentar. Se o curso que você pretende conquistar é oferecido num desses chamados vestibulares de inverno, não tenha dúvidas: são promissoras suas chances de aprovação.

Como já ficou dito em artigos anteriores, renovados todos os anos, os vestibulares de inverno de todas as universidades públicas surgem em virtude da criação de novos cursos, que, pela divisão das disciplinas em semestres, tiveram de iniciar na metade do ano. Deste modo, nada há que desvalorize ou descaracterize tais cursos, já que são ministrados nas mesmas unidades que oferecem cursos também no final de ano. A qualidade é idêntica, e assim também a formação obtida pelos estudantes. Os próprios exames têm o mesmo fundamento e a mesma característica.

Você que se inscreveu e está prestado os exames aproveite a oportunidade que tem de obter aprovação e, caso isso ocorra também na segunda fase, matricule-se com a certeza de que está dando um passo muito inteligente e lúcido pela sua formação profissional, em tudo semelhante ao que daria se fosse aprovado no final do ano.

Utilizar os vestibulares de inverso como aferição de suas potencialidades para os de final de ano é válido? Claríssimo que é. Mas tome cuidado para não se arrepender dessa decisão. As dificuldades enormes de aprovação no final do ano podem não ser uma boa meta e oferecem o risco de causar a extrema decepção de mais um ano sem acesso ao ensino superior. O simples fato de você estar testando suas possibilidades é uma prova dessa grande dificuldade. Por outro lado, todos os que aproveitaram a oportunidade oferecida pelos vestibulares de inverno se declaram satisfeitos com a escolha, por verificarem que a formação é a mesma, em alguns casos até mais rigorosa. A ideia dos vestibulares de fim de ano como uma griffe, portanto, não tem sustentação lógica.

Faça suas provas e não perca seu momento, caso aprovado. Esse negócio de curso de griffe é mero engano de avaliação. Mesmo que não o fosse, não seria a griffe que o faria melhor ou pior aluno, mas você e suas escolhas dentro do curso. Qualquer curso pode levá-lo a ser um profissional de primeira linha, como também a um emprego secundário pela vida toda. Dependerá de sua dedicação. Pense nisso. E pense também num conceito indiscutível sobre o ensino em qualquer nível: não é a escola que faz o aluno, é o aluno que faz a escola.  Em outras palavras: não é a escola que ensina, é o aluno que aprende.

Entendeu? Os fatos da realidade não devem ser avaliados com critérios subjetivos. A visão objetiva é o melhor instrumento de sucesso, qualquer que seja a carreira. Com objetividade, você pode até tornar o inverno a sua primavera.

Boa escolha! Boa sorte!

 

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