Letras míudas ou atenção redobrada?

Você sabe que existem até leis que obrigam empresas, bancos, seguradoras e laboratórios a apresentar contratos e bulas com letras grandes e claras, sob a justificativa de que letras muito pequenas, difíceis de ler, podem induzir os clientes, usuários e pacientes a errarrem na interpretação. Esta justificativa é em boa parte verdadeira.

Há, por outro lado, uma ressalva a fazer. Em alguns casos, a questão não é propriamente a letra miúda, mas a maior ou menor atenção com que se lê e se interpreta um texto. Leituras apressadas podem gerar compreensão equivocada de certas passagens.

E aqui entramos no foco deste artigo: os guias do candidato nos exames vestibulares. Ninguém poderá dizer que se trata de textos de difícil leitura.  Ao contrário, são sempre elaborados em discurso de fácil entendimento, para ajudar, e não para atrapalhar. Todavia, por incrível que pareça, muitos candidatos não fazem a leitura mais atenta dos guias e acabam se complicando.

Estes equívocos dizem respeito desde os horários de ingressos nos locais e início das provas até as opções por cursos. Não são raros os casos em que candidatos perdem a chance de matricular-se por não manifestarem na data adequada, de acordo com as instruções do manual, o interesse pela matrícula.

Por que tais fatos ocorrem? Por estarem os manuais ou guias de candidatos escritos em letras miúdas? De jeito nenhum. Ainda mais com a publicação pela internet, os guias se tornaram textos de leitura tranquila. Então, por quê? Pelo mesmo motivo que rege a leitura de contratos e bulas: a necessidade de atenção redobrada na leitura. E atenção redobrada até mesmo nas passagens que parecem mais fáceis e óbvias, pois são justamente o fácil e o óbvio que induzem mais erros de leitura e interpretação em qualquer tipo de texto.

Percebeu? O guia do candidato não é apenas um documento bonito e bem escrito. Contém as informações úteis e importantes para todo o processo do vestibular. Requer atenção redobrada, tão redobrada quanto você utiliza no estudo do conteúdo de suas apostilas.

Como costuma dizer o povo, portanto, nessa questão não brinque em serviço. Vale dizer: não transforme um instrumento de auxílio em um motivo de prejuízo.

 

 

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