Arquivo de janeiro de 2019

Unesp: a Universidade que abraçou São Paulo

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Quem vai obter sua vaga numa das unidades da Universidade Estadual Paulista, a Unesp, precisa ingressar conhecendo um pouco da história da instituição de que fará parte ao longo dos anos de sua graduação e, talvez, de sua pós-graduação. Tal conhecimento, com certeza, o deixará emocionado, ao perceber quantos ideais, quantos projetos, quantas lutas acabaram culminando com a universidade pujante em que a Unesp se transformou.

Fundada em 1976, a Unesp é a caçula das três grandes universidades estaduais do Estado de São Paulo. E como foi fundada? Nasceu do zero, planejada pelo governo? Na verdade, não foi assim. Nossa universidade surgiu, de fato, do planejamento de homens idealistas que perceberam, em primeiro lugar, a possibilidade de criar-se uma terceira instituição de ensino superior no estado e, em segundo lugar, pela criação com base na associação de faculdades e institutos isolados, vinculados aos diferentes municípios. Mas não se tratou de um raciocínio simplório, do tipo Vamos juntar tudo numa coisa só. Ao contrário, houve estudos e estudos, verificaram-se com cuidado as áreas de conhecimento em que se situavam os cursos de cada um desses institutos e faculdades. Constatada a grande abrangência em termos de áreas de conhecimento, passou-se à elaboração do projeto, que foi aprovado pelo legislativo e sancionado pelo executivo do Estado de São Paulo. As faculdades e institutos isolados foram transformadas em unidades da nova instituição e, como no início de qualquer empreendimento, foi necessário também polir arestas entre essas unidades, para evitar cursos duplicados. O princípio fundamental da instauração da Unesp foi conduzir todas as unidades a produzir ensino e pesquisa de alta qualidade, espelhado nas duas universidades coirmãs.

A Unesp tornou-se, assim, uma universidade de qualidade e a mais interiorizada em termos de municípios abrangidos, o que foi altamente positivo e facilitou também, ao longo do tempo, a incorporação de outras unidades. A ideia de interiorizar ainda mais esteve sempre presente, de modo que, no início deste século, foram criadas novas unidades em muitos municípios que ainda não tinham ensino superior público e, em alguns casos, nem tinham ainda ensino superior privado relevante.

O resultado de todo esse esforço fez com que a interiorização fosse levada ao máximo, abrangendo todo o Estado de São Paulo. O Blogueiro, neste sentido, como alguém que participou de boa parte dessa história, costuma dizer, um tanto poeticamente, que A Unesp abraçou todo o Estado de São Paulo. Para que você possa fazer uma boa ideia desse fato, basta consultar, no site da Universidade, o mapa com a localização de todas as unidades.

Logo você fará parte desse projeto. Bom curso!

 

 

 

 

 

Algumas profissões estão acabando. Estão mesmo?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Enquanto você espera o momento da matrícula, faz suas leituras na internet e debate com seus colegas sobre a profissão que seguirá. Pegou moda, hoje em dia, na net e nas conversas, focalizar a questão das profissões que, em futuro próximo ou ainda distante, irão desaparecer, substituídas por outras, mais “modernas”. Certas opiniões e certos sites muitas vezes podem assustá-lo, levando-o a desconfiar do próprio caminho profissional que escolheu, sugerindo que o futuro pode ser, neste sentido, altamente ameaçador. E se a minha profissão acabar? perguntará você. Que farei?

É bom ir devagar nessas reflexões. Muitos sites são intencionalmente sensacionalistas, só querendo atrair leituras. Pense por si mesmo, a começar pelo fato de que, ao longo da História, milhares de profissões foram sendo criadas e milhares foram sendo extintas, à medida que a ciência e a tecnologia avançavam. Hoje não é e não pode ser diferente, embora com muito mais intensidade. O grande e veloz desenvolvimento em todas as áreas de ação da humanidade leva, é claro, a gerar a necessidade de pessoas capazes de dominar as novas técnicas, mecanismos e instrumentos. Assim vão surgindo novas profissões em todos os níveis. A mudança, porém, não é repentina nem surpreendente. Nada surge aos saltos, mas dentro de processos muitas vezes lentos, após anos e anos de pesquisas e experimentação.

Também é bom pensar, além disso, que novas profissões são frequentemente evoluções das já existentes, em função dos desenvolvimentos técnicos, tecnológicos e científicos nas respectivas áreas. Nada a temer, portanto. Ao contrário, o conhecimento desse fato pode e deve servir como estímulo para um estudante universitário abrir perspectivas e procurar enriquecer as possibilidades de sua futura profissão, procurando manter-se atualizado durante o curso e na prática posterior de seu trabalho. Esta é uma grande verdade: um bom profissional, hoje e sempre, é o que se mantém a par de tudo o que ocorre de novo em seu campo de trabalho. De resto, as próprias universidades, durante os cursos, oferecem a possibilidade da frequência a aulas de outros cursos. Melhor ainda: depois de formado, todo profissional pode frequentar cursos de pós-graduação profissionalizantes, que constituem excelentes meios de atualização e especialização.

Algumas pessoas afirmam que as universidades não conseguem acompanhar todo o progresso e desenvolvimento que ocorre fora delas. Isso é falso. Grande parte do desenvolvimento é provocada pelas próprias pesquisas universitárias, que muitas vezes estão à frente dos novos processos científicos e tecnológicos. Já por isso se chamam universidades, responsáveis que são pela conservação e progresso da ciência, por meio da pesquisa e do ensino.

Desta maneira, você que vai ingressar numa universidade, estará na instituição mais adequada para satisfazer a todas as suas demandas em termos de formação e profissão. Entendeu agora a ironia sugerida pela interrogação no título deste artigo?

 

 

Não leve estes erros para a Universidade

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Mesmo levando em conta que agora não haverá provas, mas você está aguardando ansiosamente o resultado de sua aprovação, sempre é bom lembrar neste Blogue de algo que pode ser útil a seu futuro nos bancos universitários. Você estudou bastante e merece passar. Isso é fato. Mas, uma vez conquistada a vaga, será interessante em seus estudos ter consciência de certos aspectos importantes. Um deles é o papel da língua portuguesa no estudo universitário. Haverá tarefas e tarefas, trabalhos e trabalhos práticos ou de pesquisa que você terá de fazer empregando a língua portuguesa. Por isso, ela continuará sendo uma ferramenta de trabalho imprescindível, talvez a mais importante de suas atividades. Neste caso, tudo o que você aprendeu ao estudar para as provas de conhecimentos e de redação será útil agora, muitíssimo útil, na redação de trabalhos das diferentes disciplinas que terá de enfrentar.

A Universidade, neste sentido, é um universo do discurso. Tudo o que é produzido é relatado, primeiramente em sua língua materna, depois em outras, de acordo com a natureza da pesquisa solicitada. Tais relatos ocorrem tanto no discurso oral, quanto no escrito. Seminários, por exemplo, solicitam apresentações orais e também escritas. Pesquisas de campo são relatadas por escrito e seus resumos apresentados em discurso oral.

Quando começarem seus estudos no curso você perceberá, finalmente, por que estudou tanto a língua portuguesa e a redação, além da apresentação oral. E verá que eventuais reclamações sobre excesso de estudo nesse campo eram infundadas. E até agradecerá, interiormente, a todos os professores que o estimularam a dominar o idioma. Não era exigência injustificável, nem tampouco excesso de zelo dos mestres, mas o desenvolvimento de habilidade que o acompanhará a vida toda.

Isto posto, o Blogueiro atenua um pouco seu discurso para fazer um alerta: verifique com atenção os erros de que ainda não conseguiu se livrar e evite, a todo custo, fazê-los ingressar na Universidade. Não são boa companhia. Parece um aviso bobo, mas não é. Ainda outro dia, lendo uma matéria de jornal na internet, o Blogueiro se deparou com os seguintes exemplos (por cuidado, foram um pouco alteradas as frases para evitar reclamações dos citados):

Um mal resultado vai deixar todos nervosos.

A atitude teria sido a solução encontrada pelo professor para punir o aluno pelo mal desempenho.

Dissipou as dúvidas que haviam a respeito de suas últimas decisões.

 

É claro que você percebeu os erros crassos presentes nesses exemplos, que deixariam horrorizados seus professores. E, se percebeu, é porque não os pratica. Mas, se não percebeu, ainda é tempo de aprender: sempre que empregamos “mal”, o oposto é “bem”. E se empregamos “mau”, o oposto é “bom”. É um critério adequado para não errar. O redator que nos brindou com os dois primeiros exemplos, portanto, descurou desse ensinamento (que deve ter recebido na escola, evidentemente) e trocou as bolas. Deveria ter escrito

 

Um mau resultado vai deixar todos nervosos.

A atitude teria sido a solução encontrada pelo professor para punir o aluno pelo mau desempenho.

Foram dois cochilos, é claro, mas que não recomendam muito o redator.

Já no terceiro exemplo o problema é a forma verbal “haviam”, plural, colocada em lugar de “havia”, singular. O redator se deixou impressionar demais pelo termo “dúvidas”, plural, e usou também o plural para o verbo, o que é errado, pois o verbo “haver”, com o significado de existir, é empregado sempre e apenas na terceira pessoa do singular. Basta ter este fato em mente, sem necessidade de explicações gramaticais. Seus professores repetiram mil vezes o ensinamento e a prática, não é verdade? Então não cabe qualquer distração a respeito. Memorize este exemplo, dado por Houaiss, para nunca esquecer: haverá deuses, enquanto alguém neles acreditar. Trata-se de um erro, aliás, que muita gente importante comete na oralidade e que faz o vídeo de nossas televisões ficar vermelho de vergonha.

Agora você entendeu a mensagem dada pelo título deste artigo: não leve estes erros para a universidade. Estes, é claro, e muitos outros semelhantes. Seu domínio de discurso, tanto escrito, quanto oral, deve continuar evoluindo nos bancos acadêmicos.

 

Você e o professor universitário

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Você vai ingressar na Universidade e terá seguramente muitas surpresas desde o começo, todas agradáveis. Não tenha dúvidas a esse respeito. A universidade é agradavelmente diferente de tudo o que você viu até hoje.

Os novos alunos dos diferentes cursos, de fato, muitas vezes imaginam que o ensino será muito parecido com o que já tiveram, talvez apenas com um rigor bem maior, já que se trata de preparo para uma profissão de nível superior. Quanto a esse rigor, pode ter certeza de que é verdadeiro. O professor do ensino médio tem como objetivo, se o curso for profissionalizante, preparar o estudante para ser um bom técnico e atuar tão logo formado; se não se tratar de ensino técnico, o objetivo praticamente acaba se resumindo à preparação do estudante para prestar vestibulares. Seus instrumentos de trabalho, deste modo, se resumem em suas aulas, apostilas e livros apropriados a essa finalidade. Claro que se trata de uma atividade muito importante, uma verdadeira missão, que merece todos os elogios possíveis, já que não é nada fácil conquistar a atenção de jovens e estimulá-los a intensificar seus esforços para atingir a difícil meta de conquistar uma vaga em universidade. Diferentemente, o professor universitário é um especialista na disciplina que vai lecionar. Quase sempre explora os conteúdos como temas de suas pesquisas. Tem ele plena consciência da responsabilidade de repassar, em termos de teoria e prática, seus conhecimentos para uso futuro do estudante em sua profissão.

Vale a pena lembrar que o professor universitário é simultaneamente pesquisador e professor. Possui mestrado, doutorado e muitas vezes pós-doutorado nas disciplinas que ensina em sala de aula. É responsável por publicações em revistas especializadas e participações em congressos nacionais e internacionais. Prestou concurso de acesso bastante exigente. Tem contrato com sua universidade para exercer três atividades distintas: ensino, pesquisa e extensão de serviços à comunidade. Nelas e por elas, assimila o que de principal envolve tais atividades tanto em termos de teoria, como de prática. A extensão frequentemente o leva a compreender ainda mais profundamente tudo o que merece ser ensinado por envolver o currículo do curso e, se possível, praticado em estágios por seus discípulos.

Por isso mesmo, alguns estudantes, nas primeiras aulas, estranham um pouco as figuras e os comportamentos dos docentes. Só nas primeiras aulas, é claro. Com o tempo, os estudantes vão percebendo, inclusive pela comparação entre as atuações dos diferentes docentes, quais objetivos do curso que escolheram devem ser conquistados para atingirem o melhor perfil de formação possível.

Prepare-se, portanto, para encontrar na universidade uma instituição agradavelmente diferente da escola que você cursou até agora. E aproveite tudo o que puder do conhecimento, da especialização e do esforço de seus mestres, inclusive buscando participação em pesquisas de grupos e complementação do currículo em outras universidades nacionais ou estrangeiras. Como o Blogueiro já lembrou a você mais de uma vez, a universidade oferece até a possibilidade de mudar de curso, caso você venha a perceber que o escolhido não era exatamente o que você desejava.

A base de suas ações nos bancos universitários, portanto, está nos professores que ministram as diferentes disciplinas. Esteja sempre atento ao que dizem, sugerem, aconselham. E torne-se um excelente profissional em sua vida futura.

E se você não passar?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Em todos os inícios de ano, o Blogueiro pensa não apenas nos candidatos que serão aprovados, como também naqueles que não o serão. Tais reflexões brotam de sua própria experiência, pois, ao longo de sua vida, em concursos que prestou, teve aprovações e também reprovações.

Não é fácil nem confortável, de fato, deixar de ser aprovado em vestibulares e  outros concursos. As reações dos candidatos variam conforme seus temperamentos, suas personalidades. Alguns podem se mostrar aborrecidos: Que droga! Estudei tanto e não deu! Outros até muito zangados: Essas universidades só querem saber de humilhar a gente. Outros ainda falam em mudar de perspectiva: Pra mim chega! Vou buscar outra forma de me tornar profissional! Isso sem falar naqueles que mergulham em profundo abatimento.

Na verdade, nem uma dessas atitudes se justifica. Os candidatos a vestibulares e outros concursos precisam ter consciência de que não ser aprovado é um fato comum, que, aliás, vai se repetir ao longo de suas vidas. No trabalho profissional, por exemplo, nem sempre aquele que aguarda uma promoção esforçando-se ao máximo consegue atingir esse objetivo. Pode até acontecer que outro colega, aparentemente menos qualificado, consiga, por fatores explicáveis ou até inexplicáveis. A vida é uma sequência de escolhas, acertos e erros. E nossas vitórias nem sempre dependem apenas de nós. Acertos e erros, aprovações ou reprovações são fatos comuns que não devem nunca desanimar ninguém. Ao contrário, a cada fracasso deve corresponder uma decisão de, nas próximas vezes, acertar, vencer, atingir a meta pretendida.

Deste modo, se por acaso você não for classificado desta vez, deve olhar para a frente e dizer a si mesmo: Na próxima, conseguirei. É assim que pensam e agem os vencedores. As biografias de homens ilustres, de grandes cientistas, poetas, profissionais famosos estão repletas de menções a tropeços e fracassos, que foram enfrentados com determinação e coragem.

Pense nisso. E nunca se abata com seus insucessos, mas apoie-se na análise deles para superá-los e superar-se. Produza também uma biografia de vencedor.

 

Você deve estar no mundo

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Alguns dias atrás o Blogueiro se pôs a pensar sobre o que mais poderia dizer aos candidatos nesta passagem de ano, tanto aos aprovados quanto aos não aprovados para ingressar na universidade, algo que possa servir de utilidade em suas vidas, em suas carreiras, em seu trajeto por este mundo. Isto porque, a estas alturas, os próprios candidatos, prestadas as provas, estão praticamente saturados de ouvir conselhos sobre gramática, ortografia, literatura, etc., etc.

Depois de algumas reflexões, finalmente chegou a um ponto interessante, uma recomendação que poderá servir mesmo àqueles que resolvam não seguir carreiras profissionais ensinadas pelas universidades: a leitura como hábito, como rotina de vida. Não a leitura trivial, de estudos ou de orientação profissional, mas a leitura formadora de uma visão de mundo superior, de intelectualidade.

Quem estuda em uma universidade, buscando formação, não se torna necessariamente um intelectual. Torna-se um profissional habilitado a exercer determinada profissão de nível superior. O ideal, porém, é que, além dessa formação, adquira também a de um verdadeiro intelectual, capaz de compreender o mundo, o homem, a vida, capaz de produzir ideias e conceitos superiores a esse respeito.

Um hábito de leitura assim estabelecido deve incluir não apenas livros técnicos, nem tão somente literatura. São, é claro, necessários, mas em todas as áreas do conhecimento há livros importantíssimos para a formação da intelectualidade. Alvin Toffler publicou, em 1970, um livro que  merece ser lido, particularmente porque focaliza temas que hoje são ainda muito relevantes: O choque do futuro (Future shock). Vale a pena ler, ainda mais porque descreve como deve ser qualquer profissional de hoje em sua relação com a realidade tecnológica que o cerca. Não se pode ser mais só engenheiro, só médico, só advogado, só professor, só cientista. Homens e mulheres de hoje têm de ser seres pensantes e atuantes criticamente sobre o mundo em que vivemos e sobre tudo o que a humanidade edificou no planeta. É preciso enxergar, com a mente, muito além do que os olhos enxergam.

Dois livros do genial físico Stephen W. Hawking são igualmente recomendáveis: Uma breve história do tempo e O universo numa casca de noz. Neles, Hawking focaliza, em discurso para leigos, a teoria geral da relatividade e a mecânica quântica, procurando fazer com que pessoas comuns como você e o Blogueiro possam ter uma boa ideia dos avanços nessas duas áreas, que visam atingir um conhecimento cada vez maior e detalhado de como funciona o universo. Um estudante bem formado no ensino médio já está em condições de lê-los e entendê-los.

Para não dizer que a literatura foi deixada de lado, vale a pena ler o 1984, de George Orwell, obra que pode ser considerada atualíssima, pois descreve um mundo como aquele em que parece estar se transformando o nosso. Orwell não imaginava a tecnologia tão variada como conhecemos hoje, mas colocou com precisão o que ela significa para o fim da liberdade e da livre determinação da humanidade.

Assim também, no campo da filosofia, não se pode ignorar a leitura de Platão, como, por exemplo, o diálogo A república, de Aristóteles (Política) e de qualquer obra de Nietzsche. Isso entre milhares de obras das mais diferentes áreas. Só assim estaremos realmente no mundo e poderemos atingir uma compreensão do homem, do universo e nos tornarmos verdadeiramente intelectuais, diferenciando-nos daqueles que veem o mundo apenas como fonte de satisfação e prazer material.

Pense nisso. E tenha um feliz e venturoso 2019.