Arquivo de dezembro de 2018

É você que se forma

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Prestadas as últimas provas da segunda fase, a melhor atitude agora é confiar e relaxar.  Todos os esforços necessários você fez para chegar aonde chegou, com grande dose de esperança de que conquistará a tão sonhada vaga no curso escolhido.

Na verdade, um vestibular é uma verdadeira batalha, que começa no ensino básico, ao tempo em que o estudante vai formando sua opinião sobre as diferentes profissões, mais particularmente sobre aquelas que o atraem para escolha futura. A partir de determinado momento, que corresponde mais ou menos ao nono ano do ensino fundamental, a escolha de cada candidato começa a se tornar mais clara e definida. Durante o ensino médio, consolida-se: o estudante já sabe o que quer e o quanto fazer, em termos de estudo, para conquistar sua vaga.

É neste ponto que a batalha recrudesce: a verificação do número de vagas, a oferta por esta ou aquela universidade, as estatísticas de anos anteriores sobre as médias que devem ser atingidas e a relação candidato x vaga. Todos estes números assustam um pouco, por vezes parecem insuperáveis. A obstinação do candidato, porém, é capaz de superar todos os obstáculos, todas as possíveis dificuldades.

Você certamente passou por tudo isso para chegar aonde chegou. E, muito provavelmente, conseguiu realizar boas provas para atingir a meta pretendida. A questão agora é aguardar os resultados, sempre confiando que fez o possível e o impossível em sua preparação.

Parta então do princípio de que sua vaga está conquistada e seu nome aparecerá na lista de classificação. E comece a pensar desde já no curso que vai fazer e na profissão em que se formará. Por quê? Porque hoje em dia não basta apenas formar-se, é preciso saber se formar. A busca de informações, tanto na realidade prática, quanto na rede, sobre o alcance ou os alcances da profissão que escolheu é de suma importância. Você não pode começar a fazer um curso universitário esperando que tudo aconteça na universidade, isto é, que esta preveja tudo o que vai acontecer tão logo você receba seu diploma. Você tem uma grande responsabilidade em verificar, antes e durante seu curso, o que está ocorrendo com os profissionais no mercado de trabalho, quais as alterações que os novos tempos, plenos de tecnologias, estão causando nessa profissão, enfim, quais requisitos você pode e deve acrescentar em seus estudos, durante o curso, para formar-se um profissional inteiramente à altura das expectativas do mercado de trabalho atual.

Assim, mãos à obra, procure aproveitar tudo o que puder: disciplinas optativas, disciplinas de outros cursos que perceba necessárias para ampliar seu perfil de trabalho ao se formar, conteúdos complementares no país e no exterior, já que todas as boas universidades brasileiras como a Unesp mantêm convênios com instituições de outros países, estágios em empresas nacionais ou estrangeiras. E sempre de olho no que está ocorrendo com a profissão no mercado de trabalho.

Percebeu? Faça valer, ao longo de seus estudos, a certeza de que a universidade fará uma parte e você deverá fazer a outra: forme-se.

Bom futuro!

 

Um pequeno conselho, mas eficiente

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Nas últimas horas de estudo, prestes a iniciar a grande batalha por uma vaga, muitas vezes os candidatos a exames vestibulares e outros concursos anseiam por um grande conselho, que lhes possibilite o maior desempenho possível em suas provas. O problema é que, na maior parte das vezes, esse grande aporte de novas informações não vem, causando certa decepção. O que vem, quase sempre da boca de um amigo ou um mestre, é um lembrete qualquer, um último alerta sobre pequenos vícios ou distrações que temos ao escrever. Na hora, parece pouco, muito pouco. Só na hora.

Mesmo sabendo que poderá ser assim recebido, o Blogueiro apresentará sua sugestão. Esta nasceu diante de uma tela de televisão, há quatro dias, no discurso de uma apresentadora e entrevistadora de tevê. Ao fazer uma pergunta ao convidado, acabou dizendo ela que um bom governo geralmente não costuma afroxar suas decisões econômicas, mas as mantém permanentemente ativas e dentro de uma tensão ideal.

Ora, a ideia até que surge como interessante, candidata à verdade, mas aquele afroxar assusta bastante o espectador. E mais ainda vindo de uma pessoa formada por universidade A apresentadora, porém, pronunciou tão naturalmente, tão espontaneamente, que nem a pessoa entrevistada notou, e acabou empregando a mesma palavra do mesmo modo em sua resposta. Só um “chato” como o Blogueiro foi capaz de perceber que se trata de um grande equívoco empregar a forma errada afroxar em lugar da correta. Não devemos dizer nem escrever afróxa, erro grave. Trata-se do verbo afrouxar, que na sua conjugação vai solicitar esse u e que tem o e fechado, e não aberto: eu afrouxo, ele afrouxa, que eu afrouxe, que ela afrouxe, se eu afrouxar, se ela afrouxar, etc. etc.

Percorre nossos discursos na comunicação oral esse vício de pronúncia que nos faz dizer róbo em lugar de roubo (Eu roubo o livro.), róba em lugar de rouba (Ela rouba o supermercado). O verbo roubar se enquadra no mesmíssimo caso de afrouxar: apresenta sempre em sua conjugação o u, e seu o é fechado, não aberto. Na comunicação oral talvez não cause muito dano, mas na comunicação escrita, numa redação de concurso…

Embora o conselho do Blogueiro seja pequeno, nesta hora, é muito importante, porque há outros casos bastante semelhantes, com verbos como pousar (fazer pouso), toucar (enfeitar), arroubar, enlouquecer, aloucar-se e outros. Verifique e ganhe mais uma possibilidade de não cometer tais deslizes.

E para  não dizer que o Blogueiro ficou apenas nisso, hoje, esteja alerta para uma palavra que empregou no parágrafo anterior: bastante. No texto está bastante semelhantes. Esta segunda palavra é um adjetivo modificado por bastante, em função de advérbio, assim como seria muito semelhantes. O problema, porém, para alguns, surge em exemplos como Em sua tarefa temos provas bastantes de sua competência; Conversamos bastantes vezes sobre seu pai; A cidade tem bastantes prédios. Notou? Esse uso também é correto e perfeito. Não precisa estranhar, só entender e empregar.

Não lhe pareceu bom este conselho? Pequeno, talvez, mas muito útil, sempre  com o objetivo de levar você a fazer boas provas.

 

Que venha a revisão. Minha nota vai melhorar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Terminada a primeira fase, em que você se saiu brilhantemente, é hora da segunda, em que você irá ainda melhor. Mas, como se costuma dizer, não se pode dormir sobre os louros de uma só vitória. É preciso buscar ainda mais possibilidades. Isso se obtém por um sistema inteligente de revisões.

Mas, afinal, que tipo de revisão você pode fazer em tão limitado período? Duas hipóteses surgem: uma, rever os pontos em que teve maior dificuldade com o conteúdo; duas: rever a matéria cujos conteúdos você teve não muita dificuldade em acessar. Embora pareça que a primeira hipótese seja a melhor, o Blogueiro acredita que a segunda é a que lhe pode trazer maior pontuação. Por quê? Porque você já tem certo domínio de alguns conteúdos, então será mais fácil resolver as dúvidas. As questões mais difíceis iriam lhe dar muito maior trabalho e estudo, que talvez não compensasse em termos de aprendizado.

Não esqueça, é claro, que a segunda fase é discursiva, tanto nas respostas quanto na redação. O estilo que você deve adotar é o mesmo dos enunciados das questões. Nesse  caso, tome bastante cuidado com as palavras e expressões que empregar. Evite escrever eu acho que, parece que, imagino que, etc. Expressões como essas empobrecem suas respostas e o texto redacional. Procure ser sempre positivo, sugerindo ter certeza daquilo que responde. As bancas precisam saber que você responde com convicção, e não por palpite.

No caso da redação, manifeste a mesma firmeza de quem sabe do que está falando, e não se trata apenas um mero palpite.

Essas pequenas atitudes conferirão o devido valor ao que escreve.

O mais importante de tudo, porém, é uma atitude de confiança em si mesmo. Afinal, não foi por acaso que você conquistou a primeira fase. E não será nenhuma surpresa ser aprovado na segunda. Boas provas.

 

 

O porquê da segunda fase

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Agora que você já prestou as provas da primeira fase do Vestibular Unesp, já é hora de pensar na segunda, de preparar-se do melhor modo possível para ela. Você pode, por vezes, perguntar-se: Afinal, por que uma segunda fase com base no mesmo elenco de conteúdos? Já não passei por isso na primeira?

A pergunta é até justificável, exceto por um detalhe: na segunda fase, além dos conteúdos propriamente ditos, está em jogo o escrever. Você tem de demonstrar agora que, além de conhecer, tem preparo suficiente para, pelo escrever, demonstrar por si mesmo esse conhecimento, sem necessidade do x das alternativas. Algumas décadas atrás, chegou a haver nos vestibulares a ausência dessa prova discursiva, reduzindo-se tudo a uma única e extensa prova objetiva, à base de alternativas. O que parecia solução prática, porém, acabou por se revelar um grande problema, ao ser verificado nas universidades que os estudantes tinham imensa dificuldade em escrever. Foi a chamada Geração do X. Ao ficar bem patente o problema, as provas de vestibulares passaram a ser constituídas de questões objetivas e questões discursivas, incluída a redação.

Um profissional formado pelo ensino superior, deste modo, tem de ser capaz de expressar-se suficientemente bem por meio do discurso escrito. Esta é a diferença. E é por isso que você tem de tomar uma série de cuidados para que esse discurso funcione de acordo com o esperado para uma pessoa que se formou no ensino médio e vai ter de experimentar mudanças muito significativas em seus estudos ao longo do curso escolhido.

O Blogueiro, por isso, irá fazendo em muitos artigos um bom número de recomendações sobre a qualidade de seu discurso, tanto nas respostas às diferentes questões, quanto na redação, que representa uma parte muito importante dessa fase. Começando pelo começo, pode-se ir ao ponto mais elementar: os elementos fundamentais do discurso escrito, que se revelam por primeiro nos textos.

Assim, quer nas respostas a questões, quer na redação, trate de entender que a clareza da apresentação é muitíssimo importante. Parágrafos muito longos podem provocar confusão, ou até mesmo equívocos. Há respostas nas quais temos de nos estender um pouco mais e, nesses casos, é recomendável dividi-las em parágrafos para facilitar sua estruturação e a leitura pelas bancas de correção. Na redação ocorre a mesma coisa: é bom dividir o texto em parágrafos bem arranjados e harmônicos. Evitar o erro de transformar a redação num enorme e único parágrafo, pois nesse caso o próprio estudante pode se confundir e ser conduzido a um desenvolvimento equivocado. Não se deve, porém, seguir o conselho de alguns, que sugerem picotar o texto com curtos e numerosos parágrafos. Isso pode levar a uma perda de poder argumentativo.

Tomar cuidado, também, com certas características que, de tão elementares, praticamente não são muito focalizadas em aulas: começar cada período com inicial maiúscula, não empregar sem justificativa iniciais maiúsculas para certas palavras no interior dos períodos, não tentar fazer trocadilhos inúteis, nem citações de que não se tenha plena certeza, não rechear o texto com reticências, etc.

Percebeu? Em qualquer atividade humana, o elementar nem sempre é tão elementar assim.