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Errinhos “bobos”. Cuidado com eles!

Thursday, February 8th, 2018

Em sua preparação para os exames de meio e final de ano, novamente o Blogueiro recomenda todo o cuidado com os errinhos “bobos”, causados por distração ou por desconhecimento. O primeiro conselho é prestar muita atenção, seja qual for a matéria, nos nomes próprios ou nos da terminologia da disciplina. O Blogueiro já constatou em prova de Biologia, por exemplo, casos como o da troca de gene por gente em resposta discursiva de candidato. Observe que a distração de escrever um t indevido modifica completamente a palavra e pode com toda a probabilidade tornar a resposta errada.

Outro exemplo, em prova de língua portuguesa, diz respeito a falhas de concordância causadas por desatenção. Você sabe, com toda a certeza, como fazer a concordância numa frase como: Os brasileiros devem estar preparados para uma nova alta de preços. “Devem”, nessa frase, corresponde, no plural, a “brasileiros”. Nada mais claro. Numa notícia publicada em jornal na internet, nesta semana, havia uma frase como Os brasileiros, para que não percam dinheiro desnecessariamente, deve estar preparados para uma nova alta de preços, em que notamos um “problemão” de concordância. É claro que quem escreveu a frase sabe que a forma verbal tem de ser “devem”, para corresponder ao sujeito “Os brasileiros”. Por pura distração, talvez pelo distanciamento entre o sujeito e o verbo, o pobre do “m” acabou sendo esquecido. No jornal, todos dirão que se trata de um erro do revisor. Se esse descuido for de um candidato numa redação de vestibular,  a banca de correção não vai discutir, mas assinalar o fato. Não é seu papel justificar distrações dos candidatos, mas apontar erros e fazer o desconto de nota correspondente. O problema é que um desconto de nota, mesmo “pequenininho”, pode significar a perda de uma vaga.

Em certo vestibular de anos anteriores, um candidato escreveu Dom Jovi, quando estava escrito Tom Jobim. Como a questão envolvia música e letra, o lapso cometido não prejudicou a nota. E se ocorresse troca semelhante em História? Em Geografia? Como diz o povo, aí é que a porca torce rabo! A troca de um nome próprio nessa ou em outras disciplinas poderia comprometer completamente a resposta.

Por isso, todo cuidado é pouco, inclusive nas questões objetivas. É preciso ler com muita atenção o enunciado de cada questão, porque um equívoco de leitura faz você marcar uma alternativa inadequada. Comparar a alternativa com o enunciado, uma, duas ou três vezes, é fundamental para evitar enganos de leitura.

Percebeu bem? Antes de ler e interpretar cada questão ou proposta de redação, é imprescindível ter certeza de que você fez a leitura perfeita de cada palavra ou expressão, bem como do sentido do enunciado como um todo. A mesma atenção deve ser aplicada no caso das respostas discursivas ou até mesmo nas alternativas escolhidas como corretas.

Pois é. Errinhos bobos podem não ser tão bobos assim para a sua nota final.