Arquivo de fevereiro de 2018

Questões objetivas: não chute. Execute!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Muitos candidatos e talvez até mesmo você planejam chutar questões objetivas cujas respostas não conheçam. Parece uma solução inteligente, mas, na verdade, é um ato de desespero com uma longínqua esperança de acerto pela intercessão do Santo Acaso.

Na verdade, não precisa ser assim. Pode-se arriscar, mas de forma pouco mais calculada, inteligente, usando seus conhecimentos, de modo que a possibilidade de acerto seja bem maior. Como? Pela própria técnica de responder questões objetivas, que cada um deve sempre levar em consideração;

Responder questões objetivas é, na realidade, buscar a melhor relação entre o enunciado ou raiz da questão e uma alternativa que lhe corresponda de modo perfeito.  O Blogueiro vai teorizar a respeito, estabelecendo os seguintes procedimentos:

 

a)      leitura atenta;

b)      acordo sintático;

c)      palavras-chave;

d)     probabilidade.

 

São esses procedimentos que devem ser considerados durante a solução da questão objetiva. O primeiro, como você nota, é fundamental e, talvez o mais importante de todos. Numerosos candidatos se queixam de haver errado por não ter lido direito o enunciado da questão. É verdade. E essa leitura atenta deve atingir tanto o enunciado como as alternativas. Vale a pena perder um pouco de tempo com a leitura, para evitar enganos que comprometerão todo o raciocínio posterior para a solução da questão. É muito fácil, por exemplo, confundir sessão com seção. O problema é que sessão significa período de tempo, enquanto seção quer dizer parte de um todo. Numa leitura apressada, confundindo uma com outra, seu entendimento de uma questão pode falhar e comprometer o direcionamento de sua resposta. Percebeu? Leia sempre o enunciado com a máxima atenção, para evitar equívocos.

O segundo procedimento é importante para eliminar alternativas que iriam atrapalhá-lo. Parta do princípio de que o enunciado e a alternativa correta apresentam uma correspondência formal, até mesmo sintática. Um exemplo:

 

O ambiente lunar não apresenta condições favoráveis à vida humana. No entanto, é possível que seres humanos possam lá viver, desde que

a) são criadas condições em habitações especiais que produzem um ambiente favorável.

b) sejam criadas condições em habitações especiais que produzam um ambiente favorável.

 

Notou? Se fosse apenas pelo conteúdo, de modo geral, as duas alternativas estariam corretas. Todavia, só a segunda corresponde perfeitamente ao enunciado, pois emprega os verbos no modo subjuntivo, sinalizado pelo conectivo desde que. Não se esqueça nunca, deste modo, da correspondência formal entre o enunciado e a alternativa correta.

Além disso, em enunciados longos, vale a pena prestar atenção nas palavras que funcionam como verdadeiras chaves que unem o significado geral do enunciado e o particular da alternativa. No exemplo dado, com duas alternativas (supondo-se que as outras foram eliminadas), essas palavras são ambiente, condições, favoráveis, favorável. A identificação dessas palavras-chave é um ótimo instrumento para entender melhor a questão e a resposta adequada.

Somente após esses quatro procedimentos, se ainda restar dúvida, vale a pena arriscar, mas, mesmo neste caso, o risco já será bem mais calculado e você terá chance maior de acertar. Não seria propriamente um chute, mas um prognóstico, uma tentativa bem consciente e informada.

O Blogueiro, certa vez, em Curitiba, fez um concurso em que havia 100 questões objetivas e uma dissertação com tema sorteado na hora. Ao responder as questões, veririficou que tinha certeza de acertar 70 e dúvidas sobre 30. Lançando mão dos procedimentos sugeridos na resolução das 100 perguntas, acabou arriscando nas respostas a essas 30. O resultado da correção final mostrou que o risco calculado valeu a pena: acertou 85 questões. Valeu a pena, não valeu?

Pois é. Quando tiver dúvidas sobre algumas questões, não chute, execute o seu prognóstico com base nos procedimentos mencionados.

 

 

Essa síndrome do oblíquo indevido!!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Você é influenciável? Não? Claro que é. Todos somos. O ambiente nos leva a assumir atitudes que não tomaríamos, se tivéssemos um pouco mais de cuidado.

Epa! Parece que o Blogueiro está tentando dar uma de psicólogo! Nada disso, ainda estamos falando de vestibular e de como evitar certos vícios maliciosos transmitidos pela tecnologia, por meio da internet e de tudo que ela veicula, sobretudo textos.

A rede é, de fato, um ambiente em que mergulhamos muitas vezes por dia, por meio de computadores, laptops, tablets, celulares. É claro que esse ambiente, de uma forma ou de outra, nos influencia. Um exemplo: os discursos escritos que antes nos vinham somente pelos livros, e os falados que recebíamos pelo rádio e televisões agora nos vêm pela web. Livros, revistas, jornais em papel estão com seus dias contados, porque a rede vai assumindo todas as funções de comunicação, todos os discursos.

Afinal, dirá você, nem precisa falar. Eu já sei de tudo isso!

Pois é. E o Blogueiro vem constantemente alertando para o fato de que, se em livros, revistas e jornais em papel os revisores executavam um ótimo trabalho, tornando por vezes quase inexistentes os erros, na internet esse cuidado parece não ser lá muito grande. Há textos e textos praticamente sem revisão nenhuma, povoados de deslizes gramaticais e gralhas ortográficas. Nesse ambiente, se você não tomar todas as cautelas, poderá ser influenciado e levado a assumir soluções muito erradas como se fossem do perfeito estilo de um Rui Barbosa. Lamentável ilusão.

Chegamos ao ponto visado pelo Blogueiro para o artigo de hoje, que denominamos sindrome do oblíquo indevido. Trata-se da questão dos pronomes oblíquos átonos o (os, a, as).  Esses pronomes podem apresentar variações, conforme a terminação do verbo: lo, la, los, las, no, na, nos, nas. Como você sabe, tais pronomes funcionam na oração como objetos diretos, por exemplo: Entreguei o aviso (o aviso é objeto direto). Se substituirmos o objeto direto “o aviso” pelo pronome oblíquo correspondente, teremos: Entreguei-o. Este “o”, por estar substituindo um objeto direto, exerce a mesma função do substituído. Suponha agora: Entreguei o aviso ao secretário. Temos nessa oração um objeto direto (o aviso) e um objeto indireto (ao secretário). Analise, então, este exemplo: Entreguei-lhe o aviso. O lhe substitui ao secretário como objeto indireto. Lhe, lhes funcionam na oração como objetos indiretos. Seria um erro grave, portanto, escrever Entreguei-o o aviso. Por quê? Porque você estaria colocando um objeto direto em lugar de um indireto. Percebeu? No entanto, abundam nos textos da internet passagens como a seguinte, que apareceu nesta semana numa notícia: “O garoto com olhar de pesquisador ainda não foi localizado. Mas, certamente, a ciência tem muito a agradecê-lo.”

Horrível, não é? O jornalista devia ter escrito agradecer-lhe, porque se trata de objeto indireto: agradecer a ele, agradecer ao menino, agradecer-lhe. Vamos dizer que foi um cochilo devido à pressa do autor, que não erraria se relesse o que escreveu. Então houve falha do revisor, que não poderia ter deixado passar esse equívoco. Revisor não pode ter pressa.

Não há um só dia em que o Blogueiro não encontre um ou até mais exemplos dessa síndrome do oblíquo indevido, especialmente com o verbo agradecer.

Por isso, muito cuidado para não tomar os textos da internet como modelos de correção. E faça uma boa revisão do emprego dos pronomes oblíquos átonos para evitar essas escorregadelas de regência tanto em suas respostas discursivas, quanto na redação. Nas respostas a questões discursivas, esse erro pode até mudar o sentido da frase, invalidando seu acerto. E na redação fatalmente haverá desconto de nota. Você não quer nada disso, não é?

Evite, portanto, a síndrome do oblíquo indevido. E procure anular em seu discurso esse verdadeiro batalhão de erros que o ataca todos os dias na rede.

 

Errinhos “bobos”. Cuidado com eles!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Em sua preparação para os exames de meio e final de ano, novamente o Blogueiro recomenda todo o cuidado com os errinhos “bobos”, causados por distração ou por desconhecimento. O primeiro conselho é prestar muita atenção, seja qual for a matéria, nos nomes próprios ou nos da terminologia da disciplina. O Blogueiro já constatou em prova de Biologia, por exemplo, casos como o da troca de gene por gente em resposta discursiva de candidato. Observe que a distração de escrever um t indevido modifica completamente a palavra e pode com toda a probabilidade tornar a resposta errada.

Outro exemplo, em prova de língua portuguesa, diz respeito a falhas de concordância causadas por desatenção. Você sabe, com toda a certeza, como fazer a concordância numa frase como: Os brasileiros devem estar preparados para uma nova alta de preços. “Devem”, nessa frase, corresponde, no plural, a “brasileiros”. Nada mais claro. Numa notícia publicada em jornal na internet, nesta semana, havia uma frase como Os brasileiros, para que não percam dinheiro desnecessariamente, deve estar preparados para uma nova alta de preços, em que notamos um “problemão” de concordância. É claro que quem escreveu a frase sabe que a forma verbal tem de ser “devem”, para corresponder ao sujeito “Os brasileiros”. Por pura distração, talvez pelo distanciamento entre o sujeito e o verbo, o pobre do “m” acabou sendo esquecido. No jornal, todos dirão que se trata de um erro do revisor. Se esse descuido for de um candidato numa redação de vestibular,  a banca de correção não vai discutir, mas assinalar o fato. Não é seu papel justificar distrações dos candidatos, mas apontar erros e fazer o desconto de nota correspondente. O problema é que um desconto de nota, mesmo “pequenininho”, pode significar a perda de uma vaga.

Em certo vestibular de anos anteriores, um candidato escreveu Dom Jovi, quando estava escrito Tom Jobim. Como a questão envolvia música e letra, o lapso cometido não prejudicou a nota. E se ocorresse troca semelhante em História? Em Geografia? Como diz o povo, aí é que a porca torce rabo! A troca de um nome próprio nessa ou em outras disciplinas poderia comprometer completamente a resposta.

Por isso, todo cuidado é pouco, inclusive nas questões objetivas. É preciso ler com muita atenção o enunciado de cada questão, porque um equívoco de leitura faz você marcar uma alternativa inadequada. Comparar a alternativa com o enunciado, uma, duas ou três vezes, é fundamental para evitar enganos de leitura.

Percebeu bem? Antes de ler e interpretar cada questão ou proposta de redação, é imprescindível ter certeza de que você fez a leitura perfeita de cada palavra ou expressão, bem como do sentido do enunciado como um todo. A mesma atenção deve ser aplicada no caso das respostas discursivas ou até mesmo nas alternativas escolhidas como corretas.

Pois é. Errinhos bobos podem não ser tão bobos assim para a sua nota final.  

 

 

Simule, simule, simule!

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O Blogueiro tem certeza de que você, que vai fazer o vestibular no ano em curso, continua montando seu projeto de estudo para os exames que fará no meio e no final do ano. Entre os pontos desse projeto, o Blogueiro recomenda especial atenção aos simulados.

É claro que no terceiro ano do ensino médio e nos cursos preparatórios, volta e meia você tem de enfrentar um desses simulados, mas o conselho aqui é um pouco diferente. Com a chegada da internet, que é um instrumento poderoso de comunicação, você não depende mais dos simulados que o colégio lhe oferece, mas tem a sua disposição também os próprios exames vestibulares de anos anteriores publicados pelas universidades, resolvidos e comentados pelos sites das escolas e por blogues independentes.

Evidentemente, tudo o que precisa para estudar e aprender se encontra hoje na rede, dependendo apenas de você aproveitar da melhor forma possível. Há sites que ensinam matemática, física, biologia, língua portuguesa, etc., etc. Não cabe mais, portanto, a desculpa de dizer que em seu curso não foi ensinado isto ou aquilo, desta ou daquela disciplina. Tudo está na rede. É só buscar com atenção. Você tem, hoje, em virtude da tecnologia, um privilégio que os vestibulandos de décadas anteriores à internet jamais sonhariam ter. Nos velhos tempos, eram apenas apostilas, livros e anotações de aula. E os professores nem sempre podiam repetir as aulas perdidas por este ou aquele estudante.

Este é o caso exato do estudo com base na simulação. As provas das diferentes universidades podem ser acessadas facilmente pela web. Seu problema, portanto, não é a inexistência de fontes de estudo, mas o que fará com elas. Aqui entra o conselho do Blogueiro: resolver as questões de exames anteriores de diferentes universidades é uma das formas de estudar para os vestibulares. Você pode e deve dedicar um período diário para fazer, por si mesmo, essas simulações, em primeiro lugar para acostumar-se a fazer os exames; em segundo, para detectar suas necessidades de estudo em cada uma das diferentes disciplinas. Outro aspecto que pode ser colocado se traduz no fato de que, algumas vezes, questões aplicadas em vestibulares atuais são muito parecidas com as de vestibulares anteriores.

Observou, deste modo, a vantagem de dedicar atenção a provas de vestibulares anteriores? Mãos à obra, portanto. Torne a resolução de exames anteriores um instrumento para preencher as lacunas de sua preparação, além do fato de levá-lo a sentir como um ato absolutamente normal a realização de provas. Com isso, além de aprender muito, eliminará as tensões e o nervosismo diante das situações reais que terá de enfrentar. É o que recomenda o Blogueiro: Simule, simule, simule. E mande ver.