Archive for August, 2017

Estudo e tecnologia: computadores, tablets, celulares

Friday, August 11th, 2017

Evidentemente, você tem hoje ferramentas eletrônicas que os vestibulandos do passado não possuíam: seja com um computador, um laptop, um tablet ou um celular, você pode ter acesso a sites e mais sites sobre disciplinas, conteúdos, simulados, etc., etc. Os estudantes antigos só contavam com apostilas, livros e aulas. Embora isso pareça uma desvantagem dos antigos, na realidade, dependendo dos métodos de estudo por eles utilizados, poderia ser vantagem. A questão se resumia, deste modo, a utilizarem da melhor forma possível os instrumentos que possuíam. O povo tem um provérbio para isso: Quem não tem cão, caça com gato.

Esse provérbio serve também para extrair uma boa lição no presente: mesmo com todos os recursos modernos, muitos estudantes não conseguem atingir o índice necessário de conhecimentos para passar no vestibular. Conclusão lógica: não adianta ter melhores ferramentas, se não souber utilizá-las, ou se não quiser utilizá-las em toda a sua potencialidade, ou, ainda, se os concorrentes as utilizarem com mais eficácia do que você. O aparato eletrônico, portanto, não funciona por si mesmo como um salvador da pátria. É preciso elaborar um método de estudo que o torne utilizável para o aumento e domínio dos conhecimentos. E esse método pode ser diferente para cada estudante, conforme suas características pessoais e, por assim dizer, sua personalidade.

O que é preciso ter em mente, logo de início, é que tudo o que se pretende saber de qualquer área de conhecimento pode ser encontrado hoje na internet e acessado até pelo seu celular. O conhecimento está lá, portanto, como o ouro em uma jazida. A questão é saber como extrair o metal precioso. Se você verificar os sistemas de extração de minérios preciosos, constatará que são variáveis, de acordo com a natureza da jazida e também da tecnologia utilizada para explorá-la. O conhecimento, na rede, é bastante semelhante: você precisa descobrir o melhor sistema para explorá-lo com rapidez e produtividade. Como fazer isso?

A resposta é inteiramente sua. Você completou o ensino médio, em que adquiriu e consolidou conhecimentos. Mas sabe que só isso não será suficiente. Mesmo que frequente curso pré-vestibular, nem todo o conhecimento faltante lhe será propiciado. Aí é que entram os recursos da internet.  Que fazer para melhor utilizá-los? Reflita sobre seu modo de ser, sua maneira de estudar e sobre suas principais dificuldades antes de procurar tais recursos. Se está na terceira série do ensino médio ou já formado frequentando um cursinho, estabeleça a melhor maneira de entrosar os conhecimentos via rede com os que você recebe em aula. É o que se denomina racionalização do trabalho, ou seja, o estabelecimento de um plano de uso das informações que recebe em aulas, lê em apostilas e livros e encontra em sites de estudos e de vestibulares na rede.

Estas atitudes preliminares evitarão que seu estudo se torne um tanto caótico, apontarão o melhor caminho para fixar seu próprio método de abordagem  e farão com que se direcione de modo mais tranquilo e descontraído para os exames.

E nunca se esqueça de que o mais importante, quando se estuda, não é a quantidade, é a qualidade. Estudar com qualidade significa fixar os conhecimentos obtidos e dominá-los de tal modo, que possa resolver grande número de questões a respeito. Nesse rumo, você conseguirá fixar também seu próprio método de utilização das ferramentas eletrônicas.

É isso aí. A tecnologia não surgiu para para fazer milagres, nem tampouco para criar dificuldades, mas para facilitar as ações em nossa vida. Extraia dela, com jeitinho, tudo que lhe for necessário para atingir seus objetivos.

 

Seu fraco, seu forte

Thursday, August 3rd, 2017

O homem é marcado por suas preferências. Uns gostam mais de doces, outros mais de salgados; uns adoram esportes, outros odeiam; uns são “vidrados” em viajar, outros preferem o sossego de seus lares. Diz-se comumente que as preferências de uma pessoa revelam a sua personalidade, o seu temperamento. Seria verdadeiro?

Talvez até seja. As preferências marcam até mesmo os nossos estudos. Dificilmente gostamos do mesmo modo e com a mesma intensidade de todas as disciplinas ou, mesmo, de todos os conteúdos de uma disciplina. Há quem prefira a Matemática ao Português, a Geografia à História, a Álgebra à Geometria, ou vice-versa. Tais preferências podem resultar de nossos talentos naturais, ou até mesmo da influência de professores ao longo dos ensinos fundamental e médio. O Blogueiro costumava ter dificuldades com a Álgebra, mas ia muito bem na Geometria. A explicação que sempre dava era de que a Geometria lhe parecia fácil e atraente porque lhe permitia “ver” o que estudava, ao passo que a Álgebra, com todas aquelas letras, parênteses, chaves e trocas de sinais lhe causava confusão permanente, era uma persistente pedra em seu sapato. Só aprendeu a gostar de Álgebra em anos mais avançados, na universidade, quando teve de lidar com problemas que a exigiam. Aí, passou a entender melhor e até a gostar.

E você? Se gosta de todas as disciplinas sem restrições, está de parabéns. Foi aquinhoado com um belo dom da natureza. Mas se tem alguma ojeriza por esta ou aquela disciplina por não conseguir nelas maior rendimento, não se preocupe, não é lá tão grave problema, desde que você saiba equacioná-lo. O primeiro aspecto que deve observar é como encaixar a disciplina em seu plano de estudos. Alguns acreditam que se deve estudar mais as disciplinas de que gostamos, porque assim, obtendo notas muito boas, compensamos as baixas notas das disciplinas que não apreciamos. Certo? Errado. Nada indica que as disciplinas de que não gostamos sejam as mais difíceis de estudar. Você sabe perfeitamente por que não obtém nelas notas equivalentes às demais. Então, é melhor estudar primeiro essas disciplinas que lhe dão maior dificuldade. Com esforço, pedindo inclusive ajuda a professores e a colegas, perceberá que seu rendimento vai aumentar gradativamente. E até poderá mudar de opinião quando verificar, em simulados, que suas notas aumentaram.

Notou a malícia da estratégia? Se você usualmente atinge nota acima de sete em algumas disciplinas, conclui-se que pode atingir também em outras, desde que lhes dedique o tempo necessario de estudo, que será maior que o das demais. Este conselho é válido sobretudo nos tempos atuais, em que o mecanismo da internet coloca em suas mãos centenas, talvez milhares de sites que ensinam a conhecer e dominar os fundamentos de todas as disciplinas focalizadas nos vestibulares e em concursos públicos.

O povo tem um provérbio interessante para entender muitas situações: Quem ama o feio bonito lhe parece. Compreendeu? A partir do momento em que começar a dedicar mais tempo e atenção ao estudo das disciplinas que o incomodam, aprenderá até a gostar delas e, nesse caso, passando a amar o feio, este começa a lhe parecer bonito.

Em outras palavras, é possível transformar seu fraco em seu forte. Basta começar.