Archive for November, 2016

Segunda fase: o fantasma da redação

Wednesday, November 30th, 2016

O Blogueiro focalizou, no artigo anterior, o fato de que as questões da segunda fase e a redação constituem desempenhos discursivos. Isso quer dizer que tanto a resposta a uma questão, quanto a redação são textos fechados, portadores de um só sentido, para o qual convergem todos os elementos enunciados. Se a resposta a uma questão se dispersa, perdendo a unidade, sua nota está em perigo, pode até deixar de existir. O mesmo ocorre com uma redação: tem de estar com todos os seus elementos unidos, concentrados para um sentido final único. Se o autor da redação deixa que algumas partes surjam um tanto dispersas, sem maior relação com o conjunto, está colocando em perigo sua nota. Estas observações são muito úteis para apontar a forma de sua preparação. Isso foi bem colocado no artigo anterior. Você tem de sentir cada resposta como um todo, como uma redação completa e fechada em si mesma, livre de fantasmas gramaticais e textuais que possam assustar seu leitor.

Escreveu sua redação? Ótimo. Então leia em voz alta o que fez, para eliminar rebarbas, frases que pouco ou nada apresentem em relação ao conjunto, ou seja, em relação àquilo que você quer expressar por meio de sua argumentação. Esse é o caminho para seu estudo. Cada vez que fechar uma redação, releia-a com cuidado para verificar se tudo se harmoniza para alimentar sua linha argumentativa, de modo a tornar o final uma espécie de CQD, uma conclusão forte e convincente, que conquiste a adesão do seu leitor. Vale aqui observar que, diferentemente de outros vestibulares, a proposta de redação da Unesp não exige que você apresente um projeto de solução para o problema focalizado. Os problemas-temas são muitas vezes tão complexos, que nem mesmo especialistas conseguem apresentar soluções plenamente convincentes. Essa exigência, portanto, pode até prejudicar o candidato.

Os exames vestibulares da Unesp apresentam um problema-tema para que o candidato manifeste sua opinião a respeito, por meio de uma exposição argumentativa. Sendo isso bem feito, a nota será alta. Conhecer e apresentar opinião, este é o caminho. Quanto ao mais, nunca esquecer de respeitar a norma-padrão, as regras de acentuação e pontuação, tomando o maior cuidado para não empregar vocábulos impropriamente, vale dizer, com significado que não possuem, como é o caso clássico do uso de diuturno, que nada tem a ver com diurno. Consulte o dicionário hoje mesmo sobre o verdadeiro significado desta palavra. E verifique outras, sempre que tiver dúvida. Dúvidas funcionam como sinais de alerta, de perigo.

Um bom texto, assim, seja de questão discursiva, seja de redação argumentativa, não deve apresentar nenhum lapso dessa ordem. Isso tudo eu já estou careca de saber! poderá dizer você. Na verdade, é apenas força de expressão, não é? Você não está careca (ainda), mas poderá ficar, se continuar não considerando a redação como um conjunto que precisa ser vigiado o tempo todo, em seus mínimos detalhes, para evitar que deslizes menores constituam fatores de empobrecimento de sua argumentação.

Escreva bem e bem vigie, portanto, e se livre desses fantasminhas em sua redação.

 

Na segunda fase, tudo é discurso

Wednesday, November 23rd, 2016

Terminada a primeira fase do Vestibular Unesp 2017, você agora pensa seriamente na segunda. Que fazer? Como estudar?

Na verdade, você já estudou bastante e, em termos de conteúdos, está muito bem preparado. A principal preocupação, deste modo, deve ser o como preparar-se para uma prova que, formalmente, é bem distinta da primeira. Conscientize-se, portanto. A segunda fase é discursiva, tanto na redação, quanto nas respostas às diferentes questões.

Que significa isso? Em primeiro lugar, que a resposta correta não está à vista numa das alternativas. Não há alternativas. Você tem de extrair a resposta adequada do enunciado da questão e dos textos que eventualmente servem de base. Na questão objetiva, o elaborador faz a interpretação e aponta como resultado uma resposta correta entre quatro respostas erradas. Na questão discursiva, a interpretação é sua tarefa e você tem de expressá-la em resposta também discursiva,  correspondente ao próprio enunciado da questão.

Fica assim mais difícil? Não necessariamente. Na prova objetiva você pode até confundir-se, influenciado por uma das alternativas incorretas. Já na prova discursiva, correndo a interpretação por sua conta, a possibilidade de confundir-se é bem menor, ainda mais porque o elaborador tem de fornecer mais pistas no enunciado de cada questão. É preciso, porém, alguma cautela em escrever as respostas, pois você pode ter feito a interpretação adequada, mas falhar em sua expressão, vale dizer: descobrir o que pede uma questão, mas acabar criando uma resposta inadequada. Leia e releia, portanto, para verificar se conseguiu expressar-se com 100% de certeza em cada uma de suas respostas.

O que ficou dito nos parágrafos acima pode ser explicado pelo fato genérico de que escrever, como dizem muitos poetas, encerra várias armadilhas. Os autores de livros e outras publicações volta e meia têm de operar correções em segundas edições de seus próprios textos, por perceberem que acabaram, aqui e ali, não conseguindo dizer o que realmente pretendiam. O problema é que você não terá uma segunda edição: o que escrever será considerado pela banca a sua resposta. Isso deixa ainda mais clara a necessidade de revisar, para evitar que uma vírgula aqui ou uma palavra inadequada ali possam prejudicá-la ou torná-la improcedente. É, mas assim eu perderei muito tempo! poderá dizer você. Ora, trate por isso de treinar bastante para adquirir a velocidade necessária. Quando você cria uma resposta discursiva, é ao mesmo tempo escritor e intérprete.

Valeram estas observações? Então trate de preparar-se, criando uma técnica de revisão que lhe permita detectar sem maior perda de tempo lapsos e cochilos. Muitos profissionais da palavra costumam dizer que escrever é uma verdadeira luta por expressar-se a contento. Prepare-se, e vencerá essa luta, com toda a certeza.

 

Um belo casamento: raiz e alternativa

Wednesday, November 16th, 2016

Você por certo acredita que, conhecendo bem o conteúdo, não terá problemas numa prova objetiva para acertar todas as questões. Na verdade, não é bem assim. Pode haver uma pedra no meio do caminho, como diria o poeta Drummond de Andrade. E essa pedra, de fato, está na própria natureza e intenções das questões objetivas.

Ora, se resolver corretamente as questões se tornou uma verdadeira arte, também acabou se tornando uma verdadeira técnica, até com um pouquinho de arte, a elaboração de questões. Cada uma delas, de fato, tem a meta de avaliar o candidato quanto ao conhecimento de determinado conteúdo e, em certa medida, de conteúdos correlatos, vale dizer, da disciplina como um todo. A ideia é mais ou menos a do provérbio que reza: Por um dedo se conhece o gigante. Por isso mesmo não é tarefa fácil a elaboração de questões, já que o especialista tem de entender muito do conteúdo visado e entender muito mais ainda da forma de construção de cada pergunta. Neste caso, você, que estará prestando o exame, tem de também conhecer o conteúdo, mesmo que nem tanto quanto o especialista, e ter olhos aguçados para a estrutura de cada questão.

Uma questão objetiva é constituída de duas partes: um enunciado, que se costuma denominar raiz, e cinco alternativas, entre as quais uma, e apenas uma, fará casamento perfeito com tal raiz. Parece fácil, é só escolher a alternativa correta, pensam muitos, quando, na verdade, essa escolha se torna difícil, porque as alternativas erradas apresentam graus de proximidade e parecença com a correta, sendo muitas vezes difícil discernir qual  a que satisfaz plenamente ao solicitado na raiz. Aí é que reside o verdadeiro problema: para não produzir alternativas erradas que se denunciem facilmente como erradas, o que faria da questão uma brincadeira, os elaboradores criam alternativas destinadas, pela semelhança, a testar se o candidato realmente conhece o conteúdo. Justamente por isso, não se resolvem questões objetivas atropeladamente, mas depois de boa reflexão sobre o que poderia ser correto, mas não é, e o que é realmente, por preencher todas as aberturas fornecidas pela raiz.

Fugindo um pouco do tema das questões objetivas, o Blogueiro pode apresentar um exemplo singelo da própria gramática. Os chamados períodos interrogativos podem servir para uma compreensão fundamental. Em português, existem dois tipos de período interrogativo: o total e o parcial. O período interrogativo total é o que usamos para indagar sobre a totalidade de um fato, como, por exemplo: O Brasil é uma nação democrática? Há apenas duas possibilidades de resposta a esse período: afirmativa ou negativa, singelamente, sim ou não. Já o período interrogativo parcial implica a afirmação de um fato e o questionamento sobre uma parte desse fato: Quem abriu a porta? Observe que este período contém uma afirmação de um fato, ou seja, alguém abriu a porta, e a indagação sobre um dado desse fato, expresso pelo interrogativo quem.

Ora, basicamente, as questões objetivas são semelhantes em estrutura ao período interrogativo parcial: a raiz, ao mesmo tempo em que situa o conteúdo da questão, questiona sobre uma parte desse conteúdo não informada. O candidato, nesse caso, tem de ler com muita atenção tal enunciado e refletir sobre as possibilidades de completá-lo corretamente. A técnica de elaboração faz com que pelo menos três alternativas sejam muito próximas à correta, o que implica um esforço mental muito grande, além, é claro, do conhecimento do conteúdo, para distingui-las.

Percebeu? Ao resolver uma questão objetiva, não pense apenas nas suas intenções, mas nas intenções que a questão carrega. Não vá fazer um falso casamento, certo?

Boas provas! 

 

Troque a letra, mas troque bem!

Wednesday, November 16th, 2016

O Blogueiro já escreveu muitas vezes sobre ortografia. Não custa, porém, focalizar o tema sob outro ângulo.

O vestibular está próximo, é bom caprichar na colocação de acentos gráficos e de empregar as letras corretas em muitas palavras. Apesar de todo o esforço dos professores, desde as primeiras séries do ensino fundamental, muitos estudantes parecem não dar a mínima para a ortografia. Julgam que um s ou um ch em lugar de x ou a ausência de um acento gráfico necessário não têm a menor importância na escrita. Enganam-se redondamente! Uma trocazinha de nada, como costumam dizer, não fará grande diferença numa redação. Errado! Poderá fazer muita diferença. Vestibular é um fenômeno que se decide às vezes por centésimos ou milésimos.

Se você é desses que assim pensam, muita atenção e cuidado! Há certos equívocos de ortografia que podem perfeitamente ser sanados. Um exemplo: você sabe que sério assim se escreve; mas mutuo é sem acento ou com acento: mútuo? Claro que é com acento. E devemos escrever homogênio ou homogêneo? Se não sabe, verifique e descobrirá que se escreve com e. Muito cuidado também em escrever estas duas palavras e todas as demais terminadas em ps: bíceps, tríceps, fórceps, Quéops.

Ora, o povo costuma dizer crisantemo como palavra paroxítona, mas você sabe que deve escrever crisântemo, proparoxítona. Algumas pessoas costumam dizer azalea, mas você sabe que há duas variantes possíveis e corretas: azaleia e azálea. E qual a correta destas duas formas: gérmen ou germe? As duas, é claro. E não esqueça: quíchua se escreve com acento agudo sobre o i tônico. E atente bem para estas outras: clímax, cóccix, éden, flúor, íon, látex, ônix, ravióli, sílex, sótão.

Tome também cuidado com a ortografia de alguns singulares e seus respectivos plurais: pênsil (pênseis), pólen (pólens), têxtil (têxteis), túnel (túneis), rês (reses).

Você deve estar lembrado também que,. com a reforma ortográfica: escrevemos sem acento os paroxítonos: aleia, apoia, apoio, assembleia, epopeia, esferoide, estoico, geleia, heroico, odisseia, onomatopeico, ovoide, paranoico, sequoia, tipoia, tramoia, ureia, etc. E com acento os oxítonos ou monossílabos tônicos: aluguéis, anéis, anzóis, bacharéis, caracóis, carretéis, constrói, constróis, chapéu, cruéis, dói, escarcéu, faróis, girassóis, hotéis, lençóis, mói, móis, papéis, pincéis,  povaréu, réu, sóis, troféu, véu, etc.

Percebeu que nem é preciso decorar as regrinhas de acentuação, mas tão somente tomar por base os exemplos?

Para encerrar, tampouco esqueça: o acento circunflexo foi banido de palavras como: creem, deem, descreem, leem, preveem, releem, reveem, veem, abençoo, atotoo, coo, doo, enjoo, magoo, perdooo, reboo, revoo, voo, etc.

E, pelo amor de Deus! não vá brindar a banca de correção com um quizesse em vez de quisesse ou um análize em vez de análise ou, pior dos piores, um seje em vez de seja. Seria “tloca-letla” demais até para um leão ortográfico! Valeu? Então boa ortografia para você!

 

Cursos: entre o sonho e a realidade

Wednesday, November 16th, 2016

Um dos pontos que o Blogueiro gosta de ressaltar como conselho aos vestibulandos é o referente à escolha do curso. É comum, natural até, que a escolha do curso ocorra com base no que o estudante considera “sua” vocação. Este conceito de vocação, porém, é muito relativo. Não se pode dizer, exatamente, que uma pessoa tenha uma só vocação e, sem ela, seja como peixe fora d’água. Na verdade, todos temos tendências genéricas que apontam para mais de uma direção, vale dizer, para mais de uma vocação. E poderemos nos realizar com sucesso em todas elas, bastando para tanto a escolha, o empenho, a fixação de objetivos profissionais e a extrema dedicação. Você por certo estará pensando neste momento: É, mas meu sonho sempre foi escolher este curso. E não deixa de ter suas razões, mas é preciso refletir que as escolhas que fazemos na vida, em todas as oportunidades, nem sempre dependem apenas de nós, isto é, nem sempre são subjetivas, mas devem ser objetivas, levando-se em conta as circunstâncias da realidade. Em resumo, não somos apenas indivíduos, mas indivíduos no mundo, e nossas decisões serão sempre ponderadas em função de nossos desejos e do mundo que nos cerca.

Ora, o parágrafo acima é um lembrete do Blogueiro para o fato de que, sobretudo nos dias atuais e sobretudo no país em que vivemos, temos de ser um pouco menos sonhadores e um pouco mais lúcidos quando olhamos para a realidade. Se quisermos ter sucesso nessa mesma realidade, temos de levar em consideração suas características e condições atuais. Nosso país, você sabe,  — e se não sabe deveria saber — enfrenta sua pior crise econômica e de desenvolvimento. O Blogueiro comentou esse fato em um dos artigos anteriores. Há milhões de pessoas desempregadas, entre as quais muitos profissionais formados por universidades, muitas empresas fecharam as portas, hospitais deixam de atender pacientes por falta de verbas, os governos federal e estaduais se vêm às voltas com carência de recursos financeiros, etc.,  etc.  Isso se deve a administradores não muito eficientes e a reflexos de crises econômicas mundiais. Como escolher nosso futuro profissional em meio a tal panorama confuso e até mesmo assustador?

Este é o ponto. Para o Blogueiro, todas as opções de estudo e de trabalho futuro têm de levar em consideração esse panorama, sob risco de incidir em escolhas erradas. Traduzindo: quando você escolher o curso universitário que quer fazer, tem de se perguntar sobre a realidade atual, verificar o que dizem os profissionais a respeito do que estão passando e inclusive quais as perspectivas de uma boa remuneração quando chegar a sua vez. É preciso analisar também quais estão empregados e quais não estão. Se verificar que aquela atividade não oferece, no momento, as condições com que sonha e com que constrói, em seus sonhos, o seu futuro, talvez seja o caso de pensar uma, duas, três e até mais vezes a respeito e examinar outras possibilidades profissionais com as quais tenha empatia.

Percebeu? É possível unir o sonho à realidade para fazer escolhas sensatas, promissoras, que poderão lhe garantir o que mais deseja na vida: sucesso profissional, tranquilidade pessoal, além da possibilidade de, com o seu trabalho, auxiliar o seu país a suportar as repercussões das crises mundiais que, a julgar pelo que ocorre hoje, irão surgir com muito mais frequência do que ocorriam no passado.

Esta é a verdadeira opção entre sonho e realidade, e não se refere apenas a vestibulares, mas a todo tipo de ocupação profissional que uma pessoa pretende planejar hoje, do trabalho autônomo ao estabelecimento de uma pequena empresa.

Para encerrar: sonhe, sonhe muito, mas também muito pense e analise. O risco de enganar-se, assim, ficará bem menor. Valeu?

 

Cuidado com o que contém o conteúdo

Wednesday, November 16th, 2016

Você por certo já deve ter lido em jornais e na internet a questão da manifestação de opinião própria em redações de vestibulares e de concursos. Já leu? Então, sabe que deve tomar bastante cuidado para não estragar todo o seu esforço de anos de estudo, apenas por teimar em manifestar certo tipo de opinião. Ultimamente alguns artigos focalizaram esse problema, que por si só é capaz de anular uma redação. Se não atinou com o que está o Blogueiro comentando, preste bem atenção. No conturbado planeta em que vivemos hoje ocorre de tudo: dissensões religiosas, políticas, exploração, conflitos, guerras, corrupção, terrorismo, etc., etc. Para adquirir opinião própria sobre esses assuntos é preciso muita leitura, muito estudo, muita reflexão. Não é sair por aí dizendo coisas que não foram muito bem aprendidas, pensadas e ponderadas.

Certo vestibular, por exemplo, não considera aceitáveis opiniões que atentem contra a liberdade dos indivíduos e a democracia,  ou façam apologia dos regimes totalitários, do terrorismo, da desvalorização da vida humana. “Isso é um abuso!” você poderá dizer, e completar: “Tenho direito de manifestar minha opinião, qualquer que seja! Basta escrever bem essa opinião para merecer nota.”

Não é bem assim. Você talvez tenha até um pinguinho de motivo para sua reclamação. A questão, porém, neste ponto, passa do plano teórico para o plano prático: se alguns vestibulares anulam e zeram redações que defendam, por exemplo, o terrorismo, a questão não é reclamar, mas simplesmente entender que não se pode arriscar ter a redação zerada devido à teimosia em negar os valores da ética, da democracia, da liberdade de todos os seres humanos na face da terra. Há outros lugares, atividades e circunstâncias para você discutir suas opiniões mais radicais.

À margem de tudo o que disse o Blogueiro, entenda que a História da Humanidade é a história da cooperação, da busca dos valores éticos, da compreensão entre as pessoas, os grupos humanos, os povos e as nações em geral. Alguns indivíduos, ao longo da História, ignoraram tais valores e cometeram crimes em massa, genocídios, atentados contra a própria humanidade, mas não conseguiram mudar o rumo com que os homens continuam buscando o estado de convivência ideal, que tem por base a colaboração, a amizade e o próprio sentimento do amor entre as pessoas e os povos. É o que vale. Todos sonham com uma sociedade sem ódios, sem perseguições, sem crimes.

Seja, portanto, muito cuidadoso ao pensar, refletir e escrever. E nunca negue que o verdadeiro norte da humanidade é o da compreensão e do amor. Você nasceu e cresceu alimentado por esses valores, numa sociedade pacífica, ordeira, que busca ser cada vez melhor para todos os indivíduos.