Archive for July, 2016

Fazendo umas perguntinhas só para testar

Thursday, July 21st, 2016

Algumas vezes você pensa que sabe, mas não sabe. Isso vale para todas as matérias. De tanto estudar, você acredita que sabe certos conteúdos, mas, na hora H, realmente não sabe. Se cair nalguma prova, descobre, aborrecido, que deveria saber, que poderia saber, que saberia, se tivesse estudado mais.

Não se acuse nem se iluda, você poderia até saber, mas não fixou na memória por não ter usado o método adequado.

Há métodos modernos de fixação de dados na memória. Este artigo, porém, vai explorar um método bastante antigo e eficiente: estudar com base em perguntas e respectivas respostas. O Blogueiro vai colocar um questionário com cinco perguntas, para que você verifique se realmente conhece. Se responder diretamente a todas as perguntas e não tiver dúvidas, parabéns, você conhece mesmo. Mas, se não conseguir apresentar de imediato as respostas, trate de verificar em suas apostilas. Vamos exemplificar com o discurso em língua portuguesa, que é a base de todas as provas:

 

1 – Pode apresentar de imediato três exemplos de emprego de porque e três de emprego de por que?

2 – Na frase Eu me penteio, qual a função sintática do me?

3 – O vocábulo senão pode ser substantivo. Dê um exemplo numa frase.

4 – Crie um exemplo de cujo como substantivo e explique o significado.

5 – A marcação do a com acento grave em Assisti à sua apresentação é obrigatória?  Haveria outra possibilidade? Explique.

 

Se você for capaz de resolver estas questões sem vacilar, está preparadíssimo. Se não souber uma ou outra, trate de verificar. Se não souber a maioria, estude um pouco  mais.

A internet está cheia de sites que apresentam questionários sobre as diferentes matérias. Mas não precisa ser necessariamente da internet. Em apostilas e livros antigos encontramos também muitos questionários. O Blogueiro já se preparou muito bem para concursos estudando em livros antigos comprados em sebos. Cada livro, na verdade, tem um foco diferente, particular de seu autor, sobre a matéria. E esse foco diferente muitas vezes resolve problemas que as apostilas e livros novos não resolvem. Foi num desses livros antigos, desprezados nos sebos, que o Blogueiro encontrou o melhor conceito de substantivo próprio. Os livros novos enrolavam, enrolavam e não apresentavam conceito aproveitável.

É isso aí. Aplique o mesmo método a todas as matérias. Invente perguntas e responda adequadamente. Ou responta a questionários de sites, livros e apostilas. De  perguntinha em perguntinha, você fixará boa parte dos conteúdos. Será uma ajuda e tanto, pode crer!

 

Leia de verdade

Monday, July 18th, 2016

Professores de ensino médio e de cursinhos preparatórios sempre dizem a você para ler, ler muito. E sugerem, além de textos literários, artigos de jornais e revistas como boas fontes para sua leitura.

Certo? Certo. Mas é preciso fazer ressalvas. Dizem alguns que a leitura leva a aprender vocabulário. Certo? Nem tanto. Não é a leitura que faz aprender vocabulário, mas como essa leitura é feita. Encontrar vocábulos difíceis no texto que se lê é algo normal e positivo. Mas se torna positivo se o leitor procura na hora o significado desses vocábulos. Passar por alto não ensina significados a ninguém.  Justamente por isso não se pode falar em aprender vocabulário sem um dicionário à mão ou sem um dicionário eletrônico no computador ou celular ou tablet.

O vocabulário do idioma é constituído por milhares e milhares de vocábulos. E aumenta sempre. Nunca paramos de encontrar vocábulos novos, inclusive aqueles que a terminologia das diferentes ciências e disciplinas vai criando. Além disso, temos a ilusão de conhecer um vocabulário muito rico, quando, na verdade, dominamos bem menos do que imaginamos. Por isso, temos de sempre estar aprendendo significados de vocábulos que surgem de repente em textos.

Até mesmo na linguagem oral podemos aprender novos vocábulos, desde que apliquemos o mesmo método de consultar o dicionário. O Blogueiro recorda sempre o dia em que, ao conversar com um jardineiro humilde que plantava grama em seu jardim, ouviu daquele homem de poucos conhecimentos uma frase que o deixou perplexo. O jardineiro examinava uma mudinha de grama e verificou que estava toda murcha e amassada. Olhou para o Blogueiro. mostrando a muda, e disse: Que pena! fanadinha, fanadinha! O Blogueiro concordou com um aceno de cabeça, escondendo a surpresa de não saber o que significava fanadinha e ter vergonha de perguntar ao jardineiro.

Quando chegou em casa, a primeira coisa que fez o Blogueiro foi consultar um dicionário, para ver o que significava aquela palavra que pareceu tão bela e tão delicada na boca daquele humilde trabalhador. E descobriu que fanado significava “murcho, emurchecido, quebrado”. E mais descobriu, com aquele exemplo, que podemos aprender vocabulário com as pessoas do povo, humildes, não havendo razões, portanto, para nos considerarmos melhores por dominar mais conteúdos que essas pessoas do povo.

É isso aí. Além de apenas aumentar seu vocabulário, verificar os significados de vocábulos é uma das formas de adquirir conhecimentos novos. É exatamente isso o que significa ler de verdade, consultando de imediato um bom dicionário para verificar o sentido de vocábulos cujo significado não se conhece. Vale dizer: apenas passar os olhos sobre as palavras não é suficiente, ler de fato não é um milagre, as palavras não entram em nossa mente por um passe de mágica, mas são buscadas por nós ao longo de qualquer leitura.

Compreendeu? Leia, portanto, mas leia de verdade. E não se surpreenda se um jardineiro disser, um dia, que aquela muda de planta está fanadinha! fanadinha!

 

Chegando. E muito bem chegado

Friday, July 8th, 2016

Os estudantes de hoje têm ampla vantagem em relação aos antigos. Estamos na era da internet, em que as informações são encontradas facilmente via computadores.  Qualquer pessoa interessada pode aprender a matéria toda de um curso simplesmente pesquisando na rede. Depende de sua capacidade e de sua determinação em aprender ou em atingir um objetivo, como, por exemplo, ser aprovado em vestibular. Antigamente o panorama era outro. Só se podia aprender na escola ou em livros, que muitas vezes eram caros, outras raros. Mesmo assim, havia quem conseguisse aprender pelo esforço pessoal na leitura de livros difíceis de entender e, por vezes, mais difíceis de encontrar.

Essa facilidade da era da internet pode ser, no entanto, ilusória e até perigosa. É tão profusa a quantidade de informações na web, que nem sempre está garantida a qualidade. A internet despertou nas pessoas a vontade de comunicar-se e compartilhar dados e experiências. Você mesmo já observou que, por vezes, o material fornecido pelos numerosos sites apresenta incorreções e equívocos. Isso é muito perigoso para quem precisa de conhecimentos adequados sobre determinados conteúdos ou temas. Por isso, é preciso também cuidado com a rede. Nem tudo o que anda por ela está correto. Como diria o povo: Nem tudo o que cai na rede é peixe.

A solução é fazer um confronto entre os dados obtidos, eliminando as más fontes. Há, porém, sites muito bem elaborados e embasados teoricamente que podem permitir bons conhecimentos sobre o que se procura.

Tudo somado, a vantagem fornecida pela internet é incontestável. Você pode obter todos os conhecimentos relativos ao ensino médio, por exemplo, num site ou numa série deles. Depende de sua determinação em aprender. Por outro lado, a educação a distância ministrada via rede leva a escola até você, com a grande vantagem de poder repetir aulas e exercícios o quanto desejar ou considerar necessário para a fixação dos conhecimentos.  Parece que a escola vai se tornando aos poucos, em vez de um edifício que se frequenta nem sempre de boa vontade, um compartimento virtual a ser acessado de sua própria casa em qualquer momento. Vale dizer: no passado, o estudante ia à escola; em parte no presente e inteiramente no futuro, a escola irá ao estudante. Isso vale para qualquer patamar do ensino, do primeiro ao segundo grau e da própria universidade. As idas à escola, esporadicamente, servirão apenas para as avaliações de conhecimentos adquiridos pela rede.

Isso é bom? Claríssimo que é. Esse novo sistema de educação a distância permitirá, com maior facilidade, separar o joio do trigo, vale dizer, premiar o estudante mais aplicado em seus estudos. E fará isso, com certeza, muito mais adequadamente que a escola tradicional, pois eliminará o fator da premência do tempo (calendário fixo no ano) e os problemas pessoais que muitas vezes são insuperáveis na escola. E acabará sendo, nessa linha de pensamento, também mais democrático, pois permitirá oportunidades semelhantes a todos os estudantes.

Você com certeza se lamentará por perder essa boa fase futura. Nada disso. Em parte, ela já está aí, e se você tiver muita dificuldade em obter aprovação, acione logo todas as possibilidades que já estão disponíveis na rede.

O futuro está chegando. E, ao que parece, muito bem chegado.

 

Não dê bola para as analogias. Leia o dicionário

Thursday, July 7th, 2016

Você, que faz questão de não cometer errinhos triviais, deve tomar bastante cuidado com as analogias, vale dizer, com os lapsos causados por semelhanças entre palavras. Em concursos ou provas, qualquer que seja a matéria, é bom estar sempre alerta para essas semelhanças indutoras de equívocos. Alguns exemplos fornecidos por Rodrigo de Sá Nogueira: você sabe que se deve falar e escrever contrariedade (de contrário) , variedade (de vário), arbitrariedade (de arbitrário), seriedade (de sério), notoriedade (de notório), casualidade (de casual), barbaridade (de bárbaro), hilaridade (de hilário), paridade (de par), pluralidade (de plural), etc. Claro que sabe. Mas, talvez mesmo por saber, algumas vezes pronuncia e escreve hilariedade erradamente em lugar de hilaridade, ou também singulariedade em lugar de singularidade.

Aqui muitas vezes entra a analogia, que faz os candidatos cochilarem. E os corretores de provas sempre estão ávidos por encontrar cochilos. Candidatos distraídos são hábeis em fornecer exemplos, pois, em vez de escreverem espontaneidade, contemporaneidade, momentaneidade, extemporaneidade, idoneidade, que são as formas corretas, escrevem espontaniedade, contemporaniedade, momentaniedade, extemporaniedade, idoniedade, que são formas erradas. Muito cuidado, portanto. É bom dar uma verificada na grafia destas palavras. E de outras que o Blogueiro for recomendando. A língua portuguesa é bela e rica, mas a analogia pode estragar tudo numa prova.

E não esqueça dos seguintes significados menos usuais de cinco palavras acima apresentadas como exemplos:

 

Espontâneo = sem premeditação, sem preparo, sincero

Vário = variado, diverso, diferente

Extemporâneo = que ocorre fora do tempo, inadequado ao tempo, inoportuno

Notório = conhecido por todos, público, manifesto

Hilário = engraçado, que causa riso, que produz alegria

 

Percebeu? Língua é questão de forma e de conteúdo. É preciso dominar esses dois planos para ter um bom discurso. Estude bastante. Mande ver.