Archive for June, 2016

A vida não para. O vestibular também

Thursday, June 30th, 2016

Você, que acaba de fazer o Vestibular Meio de Ano da Unesp, deve estar eufórico com a possibilidade de obter sua vaga, mas, ao mesmo tempo, preocupado que isso não aconteça. Nenhum problema. No final de ano a Unesp oferece seu vestibular 2017 e você terá nova chance, além, é claro de outros exames que venha a fazer. O povo costuma dizer que a vida não para nunca, o que é absolutamente verdadeiro. No caso dos vestibulares, a própria evolução e desenvolvimento das universidades públicas conduziu a esse fato: as possibilidades de passar são muitas, em virtude do aumento permanente da oferta de vagas, fruto do crescimento populacional e do desenvolvimento do país.

Tenha esperança, por isso, mas é claro que não se pode parar. Nesse período de espera, é tratar de continuar estudando, com base na análise das próprias provas prestadas. Vale a pena, agora, verificar suas fraquezas (todas as pessoas as têm) e investir na recuperação. A aprovação em exames de concursos públicos e de vestibulares depende frequentemente de uma fração de nota, e é por isso que você deve insistir em eliminar seus pontos fracos. Observe bem o que errou em conteúdos de Matemática, Física, Química, História, Filosofia, Geografia, Biologia, Língua Portuguesa, Redação, Língua Inglesa. Se apresentar muitos pontos fracos, não se desespere. Ao contrário, pense positivamente do seguinte modo: quanto mais pontos fracos, maiores as possibilidades de, pela revisão e recuperação dos conteúdos, obter maior nota no final do ano.

Esse modo de pensar positivo tem relação com o fato de a Unesp apresentar um vestibular sempre equilibrado, com questões bem ponderadas, sem dificuldades excessivas. Uma revisão de conteúdos, portanto, pode trazer para você os pontinhos faltantes no caminho de uma bela aprovação. Sua vaga será questão de um pouco mais de esforço.

Nesse trajeto, reforce ou reveja sua opinião sobre a importância da Língua Portuguesa. Por assim dizer, ela é a rainha de todas as disciplinas, justamente porque em todas você a empregará. Dominar o idioma, portanto, é munir-se de uma arma muito potente em qualquer atividade que você venha a ter a partir de agora, do vestibular ao curso universitário e à sua profissão futura. E quando se fala em Língua Portuguesa, fala-se em norma-padrão. Esta tem de ser dominada por vocè, para lhe servir de ascensão social e desenvolvimento profissional. E não adianta dizer “É, mas eu não tenho muita afinidade com Língua Portuguesa.” Claro que tem. Em algum momento de sua vida estudantil você botou na cabeça que era fraco no emprego da língua. Mas isso foi um mero engano, talvez um palpite mal dado por algum colega a respeito. E você, ingenuamente, acreditou. Foi um equívoco. Todos falam, todos escrevem, todos têm afinidade com o uso do idioma. E agora chegou a hora da verdade, porque você não pode simplesmente abrir mão de um instrumento tão poderoso.

Vá em frente, portanto, dedicando especial atenção à sua comunicação nas provas. Um bom conselho, para começar, é fazer uma revisão e fixação do vocabulário de todas as disciplinas, da Matemática à Biologia. O vocabulário transporta os conteúdos e conceitos fundamentais de cada disciplina. Fazer uma revisão periódica, deste modo, é reestudar uma disciplina em seus aspectos essenciais.

É isso aí. A vida não para. Não pare você também.

 

Agarre sua vaga!

Saturday, June 11th, 2016

Você já sabe que o Brasil enfrenta talvez a sua maior crise econômica de todos os tempos. Sucessivos governos um tanto desastrados fizeram com que o país perdesse parte substancial de sua economia durante muito tempo e com grande esforço produzida, levando praticamente o povo todo a descrer de soluções salvadoras, com os empresários e investidores perdendo quase toda a esperança numa recuperação imediata das finanças brasileiras.

É claro que deve saber,  pois este poderá até ser um dos temas de provas de vestibulares e concursos em geral. Pior: os próprios concursos de acesso a cargos públicos estão sendo adiados, de modo que o melhor mesmo, na maioria dos casos, é o trabalho autônomo e o empreendedorismo.

Você, deve, aliás, também conhecer este dado: no momento, são mais de onze milhões de desempregados ao longo de todo o território nacional, porque as empresas não estão conseguindo vender seus estoques e começaram a reduzir sua produção, para evitarem a falência. Entre esses onze milhões, existem muitos indivíduos formados por universidades, que perderam seus empregos e agora não conseguem encontrar  vagas condizentes no mercado.

E agora? Que fazer? Sendo um momento tão grave para a economia nacional, é preciso olhar para o futuro com muita confiança e a certeza de que será necessário bastante esforço para você, uma vez formado, ingressar nesse mercado de trabalho e de produção com certeza de que tudo dará certo, pelos seus méritos.

Você sabe de tudo isso, por certo. E sabe que quanto antes começar, mais chances terá de vencer. É neste ponto que surge um alerta do Blogueiro: cuidado! não desperdice oportunidades, o momento é grave demais para escolhas excessivamente exigentes;

Esse alerta surge exatamente às vésperas dos chamados vestibulares de inverno, que as universidades oferecem na metade do ano. Muitos candidatos, julgando que passaram com certa facilidade, deixam de assumir suas vagas e partem para os vestibulares de fim de ano, imaginando que irão conseguir passar também. O problema é que a concorrência, em termos de números de candidatos, é muito grande no final do ano, tornando-se muito mais difícil receber aprovação. Se isso acontecer, o candidato desprezou uma grande oportunidade no meio do ano. E por quê? Simplesmente porque julga que os cursos oferecidos por universidades públicas no meio de ano são inferiores aos de final de ano. Trata-se de um engano que pode tornar-se lamentável. Os cursos dos vestibulares de inverno pertencem às mesmas universidades  dos de final de ano. A única diferença é que os de meio de ano apresentam menos concorrentes, o que torna mais fácil receber aprovação.

Não brinque em serviço, portanto. Se passar no meio de ano, agarre sua vaga e faça seu curso. O Brasil não pode esperar. Você não pode esperar. O momento de crise exige profissionais que sabem o que querem e estão dispostos a mergulhar a todo vapor no mercado de trabalho, com muito empenho e novas ideias, dispostos a demonstrar que é possível fazer das crises aliadas para as mais brilhantes soluções.

Agarre sua vaga e assuma seu futuro, que o espera com oportunidades que, talvez, nunca mais se repetirão do mesmo jeito.

Boa sorte e boa prova!

 

Uma prova limpa

Thursday, June 2nd, 2016

Você já deve ter participado de discussões sobre a forma de apresentação de uma prova discursiva de concurso ou de vestibular. E, por certo, tem sua opinião formada a respeito. O Blogueiro também.

Muitos candidatos julgam que a apresentação da prova tem tudo a ver com o correto, não necessariamente com o limpo e organizado. Trata-se de uma opinião um tanto suspeita, porque a apresentação da prova é também uma espécie de resposta que se dá ao elaborador e à banca corretora. Uma prova cheia de garranchos e riscos de correção não é lá algo que se possa considerar organizado.

Na verdade, o ideal de uma prova discursiva, bem como de redação, é apresentar-se com respostas diretas, enxutas, que denotem não apenas um raciocínio surgido do conhecimento e da análise, mas também a expressão desse raciocínio em texto escrito, estruturado, claro. Por isso mesmo, prestar uma prova discursiva implica também certa estética, entendido que esta surge de um plano, de uma preparação da resposta para que, além de acertada, facilite sua interpretação à banca de correção.

Há, portanto, não apenas técnica, mas também um pouco de arte no responder discursivamente.

Ora, respostas cheias de borrões e riscos de correção contrariam todo esse esforço pela estruturação do texto, podendo até prejudicar a clareza necessária para um julgamento positivo. “Sim, mas eu sempre fiz desse jeito e os professores sempre aceitaram!” dirá um candidato. É possível, mas a prova de concurso ou de vestibular é um momento único, uma oportunidade única. Procurar fazê-la com o máximo de capricho possível é um componente positivo a mais.

E como evitar esses problemas? Simples, como sempre se fez nas redações. Encontrada, no raciocínio, a resposta adequada, organizar e reorganizar mentalmente o modo de apresentá-la, procurando, de certa forma, visualizá-la, para evitar que, na hora de escrever, haja arrependimentos, lapsos, deslizes que tenham de ser eliminados com riscos, rabiscos, garranchos, parênteses, etc., etc. Neste sentido, uma resposta correta pode ser até inviabilizada pela confusão provocada por esses sinais de arrependimentos e erros.

Não brinque em serviço, portanto. Uma prova limpa, enxuta, é o que se espera de alguém que pretende acesso a um curso universitário.

Se você tem a mesma opinião do Blogueiro, ótimo. Se, porém, discorda, julgando que o importante são as respostas, e não os riscos e rabiscos, repense um pouco essa concepção, tomando por base que apresentações desse tipo valem como rascunho, não como texto acabado e perfeito. O melhor é pensar um pouco mais sobre o texto de cada resposta e apresentá-la com capricho em termos de técnica e de estética.

Faça uma prova limpa, sem enigmas a serem decifrados pela banca de correção, e nunca se arrependerá.

 

Cuidado com seu eixo de antipatias!

Wednesday, June 1st, 2016

Você não deve ser desse tipo de candidato que acredita que suas disciplinas favoritas bastarão para ser aprovado. Nada disso! O vestibular e qualquer concurso que venha a fazer no futuro, depois de formado, requerem o máximo de pontuação. Por vezes, pode ser exigido um mínimo de pontos para certas disciplinas, mas isso é apenas uma questão de regulamento, que, mal compreendido, pode levar um candidato ao fracasso.

Na verdade, a aprovação vem pelo conjunto, e não por qualquer das partes. A experiência do Blogueiro ensina, nesse caso, que aceitar o mínimo de notas em determinadas disciplinas, “só para constar”, é o pior que se pode fazer. São justamente as disciplinas em que se tem mais dificuldade que devem ser tratadas com maior carinho e atenção durante os estudos. “Não gosto de filosofia. Vou apenas quebrar o galho”. Decisão errada. Se considerar que muitos outros pensam como você, entenderá que está aí um bom caminho para a aprovação, desde que retire a aversão pela disciplina e estude para valer, com o objetivo de acertar todas as respostas.

É até uma questão de esperteza: “Se muitos vão mal em determinado ponto, vou estudar com muito mais afinco, para ir bem.” Deste modo, você conseguirá tranformar fraqueza em força. Além disso, remando contra sua própria maré, poderá vir a gostar do processo e aplicá-lo no futuro. Um exemplo: o candidato não gosta da língua inglesa e estuda apenas para “quebrar o galho”. Se segue o conselho e passa a estudar com mais atenção, acaba descobrindo que o inglês não é tão “chato” assim e que lhe será muito útil no futuro. Afinal,  é hoje uma língua universal e quem a domina abre caminhos promissores, qualquer que seja a profissão. O mesmo se pode dizer, por exemplo, de matemática,  física, química, português e filosofia, esta última, aliás, uma disciplina encantadora, por nos levar ao prazer do amor à sabedoria.

Um vestibular, portanto, não é uma “provinha”, é uma avaliação de capacidade e de possibilidades, tanto para a universidade, quanto para o próprio candidato. E um modo de o candidato provar a si mesmo que pode superar obstáculos aparentemente intransponíveis. Os grandes homens mostraram que eram grandes homens justamente por se revelarem capazes daquela teimosia de enfrentar e superar o impossível, de obter resultados onde outros desistiram e fracassaram.

Deste modo, não tenha você também hesitação em transformar seus pontos fracos em fortes, olhando com carinho para os conteúdos que detesta e passando a estudá-los e entendê-los. Seja teimoso como os grandes homens. Não deixe que certas disciplinas venham a derrotá-lo apenas porque tem ojeriza por elas.

Frequentemente, a vitória é resultado da transformação de nossas fraquezas em força pela inversão do eixo das antipatias. Isso vale para o vestibular e para a vida. Comprendeu?