Archive for May 9th, 2016

Prova objetiva: leitura objetiva

Monday, May 9th, 2016

Você pode até achar que uma prova objetiva é semelhante a qualquer prova discursiva. Não é bem assim. São avaliações diferentes que requerem diferentes modos de ler. Uma prova objetiva é um todo que já vem praticamente pronto, com perguntas que são completadas por respostas, umas incorretas, outras (uma por questão) corretas. É, portanto, uma espécie de artefato, quase um labirinto: trata-se tão somente de apontar a saída para fora do emaranhado das cinco alternativas.

Já numa prova discursiva a resposta não vem pronta, você tem de criá-la com base nas informações apresentadas em cada enunciado.

Cada tipo de prova, portanto, tem sua especificidade, e o que você deve levar em conta é o modo de fazer a leitura, fundamentado no aspecto formal de cada tipo.

Ora, considerando que a prova objetiva é um todo completo com rebarbas que devem ser desprezadas em favor da resposta adequada ao enunciado, será preciso não criar a resposta, que já está pronta, mas criar seu próprio sistema de eliminação das respostas-rebarbas, isto é, das respostas que, por um motivo ou por outro, surgem com erros maiores ou menores. O elaborador de provas objetivas aprende toda uma metodologia de produção de respostas com base em variações de maior ou menor porte das respostas corretas. A coisa funciona mais ou menos assim: dado um enunciado e estabelecida uma resposta perfeita, as outras quatro têm de ser incorretas, mas não tão incorretas que sejam facilmente detectáveis, o que deixaria a avaliação bastante precária. É nessa variação para estabelecer respostas erradas que se cria uma técnica e uma verdadeira arte de criar erros para inviabilizar quatro respostas por questão.

Sabendo de tudo isso, vem o seu papel de candidato. Que fazer? Desenvolver sua técnica e sua arte de leitura que corresponda o máximo possível às intenções do elaborador. Difícil? Nem tanto. Se você treinar bem sua leitura do enunciado e das respostas, acabará chegando à conclusão de que é possível, sim, mas, é claro, só é possível com conhecimento adequado do conteúdo abordado pelas questões. Sem esse conhecimento, tudo vira loteria.

Percebeu? Para se dar bem numa prova objetiva é preciso obedecer também a cinco alternativas, todas corretas:

a) conhecer bem o conteúdo abordado;

b) entender que as respostas erradas são variações de maior ou menor porte das respostas certas;

c) aguçar sua capacidade de leitura do enunciado e da relação que este mantém, por acerto ou por erro, com as cinco respostas das alternativas;

d) criar um banco de dados com as formas de variação normalmente exploradas nas provas de vestibulares;

e) treinar muito, mas muito mesmo, para tornar o ato de fazer prova uma tarefa prazerosa, de decifração, e não um processo de adivinhação ou, como se costuma dizer, de chutes. “Chutologia” é um método bem pouco confiável, previsto pelos elaboradores.

Valeu? Então dê uma verificada em seu método de estudar para provas objetivas. E, se julgar necessário, aperfeiçoe-o com as informações dadas pelo Blogueiro. E faça uma ótima e objetiva prova.