Arquivo de 8 de dezembro de 2015

Cuidado com o dito cujo

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Você acredita que tem boa capacidade de redigir? Sim? Que bom! Mas acredita que escreve muitíssimo bem, acima da média? Bom, aí não é possível afirmar com tanta segurança, não é? Exatamente.

Escrever muito bem significa dominar todas as estruturas da língua e ter um vasto vocabulário, originado de um domínio amplo de vários campos do conhecimento e da informação.

Evidentemente, o domínio dos diferentes tipos de construção, da concordância e da regência nominal e verbal é importantíssimo. Uma falha de regência verbal pode alterar o sentido de uma frase inteira, para pior. Um lapso de concordância não menos. Além disso, determinados tipos de construção, se não dominados ou mal dominados, podem conduzir a escrever frases que são verdadeiros monstrinhos em seu texto. Quer um exemplo? O emprego do pronome ralativo “cujo”. Este pronome poderia ser chamado relativo-possessivo, porque, ao mesmo tempo  que funciona como pronome relativo, é um indicador de posse, de pertença. Por isso, uma construção de frase com “cujo” simplifica bastante nossos textos, evitando que empreguemos duas frases em lugar de uma e evitando também que criemos uma frase-monstrinho. Observe:

 

O atleta sofreu um acidente. O pai dele é vereador.

 

Estas duas frases podem transformar-se com vantagem em uma, pelo emprego do pronome relativo “cujo”:

 

O atleta cujo pai é vereador sofreu um acidente.

 

Viu? Uma frase assim é um bom exemplo do uso de “cujo”. Mas, se o escritor não domina bem tal uso, pode incorrer numa frase-monstrinho:

 

O atleta de que o pai é vereador sofreu um acidente.

 

Tome cuidado, portanto. Consulte sua gramática ou recorra à internet e verificará como a palavra “cujo” é insubstituível e como constitui marca de bom escritor. Não produza mais frases-monstrinhos, que podem inviabilizar uma resposta sua ou prejudicar sua redação. É isso aí!