Archive for December, 2015

Tudo dará certo!

Thursday, December 17th, 2015

Agora que prestou as provas da segunda fase e verificou que foi bem, o melhor é confiar e esperar. Você cumpriu sua parte; a Unesp a dela, proporcionando-lhe, como é de praxe, provas com questões equilibradas e sem problemas. Tornou-se tradição da Universidade, de resto, oferecer provas muito bem elaboradas, cuja metodologia visa aferir os candidatos cujos perfis correspondam melhor às vagas oferecidas. O verdadeiro espírito do vestibular é esse.

É claro que, por melhor que tenha sido seu desempenho, sempre fica a preocupação de não chegar lá. Nem pense nisso, continue otimista, aproveite as festas de Natal e Ano Novo, sabendo que de nada adianta agora se deixar levar por desconfianças e pensamentos negativos. Fazendo um trocadilho brincalhão, vamos dizer que o feito está feito e você o fez muito bem. Agora é aguardar os resultados e as comemorações.

Evidentemente, você pode estar prestando também outros vestibulares e não ter nem tempo para se preocupar particularmente com nenhum deles. Então mande ver, sempre confiante, sempre com a certeza de que será aprovado em um ou mais, talvez até em todos, e terá ampla margem de escolha no início do próximo ano. É por esta razão que as universidades públicas paulistas estabelecem seus vestibulares em diferentes datas, possibilitando a ampliação da oferta e das possibilidades de aprovação aos candidatos.

Quando os resultados saírem, no início do ano, faça sua escolha e ingresse a todo vapor no nível de ensino superior, sabendo que terá muito trabalho e muito esforço pela frente, pois o objetivo da universidade é prepará-lo da melhor maneira possível para enfrentar a realidade depois de formado. A esse respeito, se ainda não teve, procure ter a curiosidade de verificar entre os profissionais de destaque nas diferentes atividades, inclusive na política, o grande número de formados pela Unesp e suas coirmãs universidades públicas paulistas. É sempre uma satisfação e um incentivo verificar que a universidade em que ingressamos forma profissionais de destaque que atuam no país e até mesmo em outros países do mundo.

O lema, portanto, agora é esse: Confie! Tudo dará certo!

 

 

Cuidado com o dito cujo

Tuesday, December 8th, 2015

Você acredita que tem boa capacidade de redigir? Sim? Que bom! Mas acredita que escreve muitíssimo bem, acima da média? Bom, aí não é possível afirmar com tanta segurança, não é? Exatamente.

Escrever muito bem significa dominar todas as estruturas da língua e ter um vasto vocabulário, originado de um domínio amplo de vários campos do conhecimento e da informação.

Evidentemente, o domínio dos diferentes tipos de construção, da concordância e da regência nominal e verbal é importantíssimo. Uma falha de regência verbal pode alterar o sentido de uma frase inteira, para pior. Um lapso de concordância não menos. Além disso, determinados tipos de construção, se não dominados ou mal dominados, podem conduzir a escrever frases que são verdadeiros monstrinhos em seu texto. Quer um exemplo? O emprego do pronome ralativo “cujo”. Este pronome poderia ser chamado relativo-possessivo, porque, ao mesmo tempo  que funciona como pronome relativo, é um indicador de posse, de pertença. Por isso, uma construção de frase com “cujo” simplifica bastante nossos textos, evitando que empreguemos duas frases em lugar de uma e evitando também que criemos uma frase-monstrinho. Observe:

 

O atleta sofreu um acidente. O pai dele é vereador.

 

Estas duas frases podem transformar-se com vantagem em uma, pelo emprego do pronome relativo “cujo”:

 

O atleta cujo pai é vereador sofreu um acidente.

 

Viu? Uma frase assim é um bom exemplo do uso de “cujo”. Mas, se o escritor não domina bem tal uso, pode incorrer numa frase-monstrinho:

 

O atleta de que o pai é vereador sofreu um acidente.

 

Tome cuidado, portanto. Consulte sua gramática ou recorra à internet e verificará como a palavra “cujo” é insubstituível e como constitui marca de bom escritor. Não produza mais frases-monstrinhos, que podem inviabilizar uma resposta sua ou prejudicar sua redação. É isso aí!

 

Outra omissão perigosa

Wednesday, December 2nd, 2015

No artigo anterior o Blogueiro alertou para o perigo dos esquecimentos e omissões numa resposta discursiva ou numa redação.  Você deve ter aproveitado as explicações e exemplos como um alerta para a próxima fase, que é discursiva. No artigo de hoje o alerta continua para exemplos mais complexos e mais perigosos, já que neles as omissões se associam a fatores gramaticais.

Não é raro ouvirmos na conversação diária exemplos como:  A atriz que eu gosto dela está em São Paulo. No discurso coloquial até que se toleram construções como essa. Quando se trata da escrita, porém, especialmente de provas de concursos e exames vestibulares, é impensável escrever assim, pois contraria a norma padrão. Imagine que um candidato escreveu uma frase assim numa redação. Examinando com atenção, você verificará que a pessoa que escreveu não colocou a preposição “de” exigida pelo verbo gostar no lugar adequado, antes do pronome relativo “que”: A atriz de que eu gosto está em São Paulo. Ao fazer isso, sentiu que o “de” era necessário, mas colocou-o num local bem inadequado, após o verbo, e foi obrigado a fazer uma redundância com o pronome “ela”: A atriz que eu gosto dela está em São Paulo. Quer dizer: o candidato tem noção da regência verbal, mas não domina a estrutura desse tipo de frase. No discurso coloquial, descompromissado, exemplos de lapsos como esse são tidos como normais. Não assim no discurso formal, obediente à norma padrão. Aí é que a porca torce o rabo, como costuma dizer o povo.

Observe este outro exemplo: A prova que eu mais erro é de matemática. Note que, se você assim fala ou escreve, está fazendo o mesmo tipo de lapso do exemplo anterior. O seu raciocínio, neste caso, é: Eu erro mais na prova de matemática. Note que o “na” (em + a) corresponde ao que é solicitado pelo verbo.  Então o “em” deveria estar colocado antes do pronome relativo: A prova em que eu mais erro é de matemática. Poderia estar escrito corrretamente, também: A prova na qual eu mais erro é de matemática.

Qual lição tirar desses exemplos? Que não se pode ignorar nem omitir de modo nenhum uma preposição quando o verbo a prevê. Há outros exemplos para você examinar e corrigir seu modo de expressão, caso esteja acostumado a escrever frases como as que comentamos.  Observe especialmente a posição que ocuparão as preposições em relação aos pronomes relativos:

 

O jogador que se espera muitos gols dele jurou que venceremos.

A floresta que passamos através dela é terrível.

O professor que eu aprendi a escrever com ele se aposentou.

 

Estas três frases cometem o mesmo equívoco de não colocar a preposição no lugar adequado, antes do pronome relativo, e por isso são exemplos de como não se deve escrever. Mas agora você pode corrigi-las, não pode?

Mãos à obra. Resolva esses três exemplos e até invente outros, para fixar bem como se deve escrever tal tipo de frase.

Viu? Escrever bem não é somente abordar um tema conhecido. É ter um discurso bem formalizado, capaz de enfrentar qualquer tipo de dificuldade gramatical e semântica. Valeu?