Arquivo de 18 de setembro de 2015

Pergunta & resposta: um casamento perfeito

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Quando você presta uma prova objetiva, por vezes fica atrapalhado com a profusão de alternativas dadas como respostas possíveis. O atrapalho pode provir do fato de que não identifica, no momento, nenhuma alternativa que seja totalmente adequada. Estariam as cinco erradas? A origem, porém, pode ser outra: você identifica duas respostas com todas as condições de ser certas. E daí? Que fazer? Como identificar a única correta?

Não se preocupe tanto assim. No primeiro caso, quando nenhuma resposta parece adequada, o melhor caminho é examinar uma por uma para encontrar aquela ou aquelas que estão mais próximas, pela forma e pelo conteúdo, da forma e do conteúdo do enunciado da pergunta. No começo, nem se preocupe com o acertar ou errar, mas apenas com os pontos de contato entre enunciados das alternativas e da questão. Por que estabelecer este método? Porque você, diante da prova, está tenso, talvez até confuso, e nesse estado tende a menosprezar numa pergunta elementos realmente identificadores, que funcionam como pistas para atingir a resposta certa. Ao procurar detalhes que unam pergunta e resposta, você irá encontrando essas pistas e, ao mesmo tempo, se acalmando. As bancas elaboradoras das questões criam de propósito essas pistas, para favorecer a interpretação do candidato e o reconhecimento da resposta certa. De certo modo, as alternativas se colocam numa escala que vai da mais à menos semelhante formalmente e pelo conteúdo. Você pode, com muita análise, construir essa escala. Não é tão difícil assim.

Já no segundo caso, quando você, desde o início, estabeleceu uma ou duas ou três alternativas com todas as chances de ser corretas, nada de querer “chutar” escolhendo aleatoriamente uma delas. Na verdade, fica tudo mais fácil. Com mais uma ou duas leituras e comparações atentas para as características comuns, por certo identificará a correta. Não custa, porém, dar uma olhadinha antes naquelas que desprezou, comparando seus enunciados com o da pergunta, para eliminar qualquer possibilidade de engano seu.

Do modo como este Blogueiro está colocando a coisa, você percebe que a resolução das questões objetivas não implica apenas conhecimento, mas uma certa habilidade de decifração, como a de quem desvenda uma charada que informa sobre alguns elementos e e espera que você descubra os outros.

Nesse processo todo, vale uma observação importante: perguntas e respostas são como faces diferentes de uma mesma moeda. É preciso descobrir as faces que combinam. Ou, com outras palavras: pergunta e resposta são como casais à espera que você, juiz de paz ou sacerdote, realize o casamento. É preciso, para isso, encontrar todas as características comuns a cada membro do casal.

Valeu? Experimente o método.