Arquivo de 13 de julho de 2015

A primeira chave da aprovação

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Você, nessa fase de próximo vestibular, é bombardeado por conselhos e informações de todos os tipos, em  muitos casos com chaves milagrosas para abrir as portas da conquista de vagas. É claro que, num processo de conquista de qualquer coisa na vida, são válidos todos os meios e recursos para atingir as metas, exceto os desonestos.

No caso dos exames vestibulares, pense bem: há dois modos para estabelecer duas estratégias distintas. O primeiro é o de buscar tais soluções, truques, recursos para chegar lá. O segundo é confiar no seu preparo o tempo todo e procurar fazer as coisas por si mesmo. Quando erramos por nós mesmos, aceitamos melhor as derrotas; se erramos com a mão do gato, como se costuma dizer, é bem mais difícil aceitar tropeços. E nem sempre o gato acerta, embora se diga que tenha sete vidas. Vá lá que só tenha seis e dê tudo errado na sétima!

Agora que você inicia o retão final no autódromo de seus exames, vale mais, acredita o Blogueiro, levar as coisas por si mesmo e não apelar demais para soluções mágicas, que são coisa das estórias antigas e das modernas animações do cinema: dão certo no cinema — no cinema, certo!

É melhor, assim, buscar as chaves reais, não as fantásticas, do próprio estudo, colocando-as como base de sua estratégia para a vitória. Uma delas, garante o Blogueiro, é a gramática. Sim, a gramática, não importando qual a prova de qual disciplina esteja em jogo. Você pode ter feito o esforço dos esforços para saber o máximo, mas, se descurou do discurso com que expressa suas ideias, pode ter sido enganado pela própria língua. Um amigo  do Blogueiro, depois de um acidente que feriu um dos lados do seu rosto, saiu-se com esta filosofia: Não se fala direito com boca torta. É verdade. Sem o instrumento adequado para comunicar, que comunicação se espera?

Então, caro vestibulando, pense muito bem neste ponto, agora que a bandeira de chegada se anuncia no horizonte: se você despreza a gramática, pode estar jogando fora aquilo que sabe! Isto vale tanto para a leitura e compreensão de um texto, como para a produção de uma resposta de prova  ou uma redação.

Um exemplo muito claro de tudo o que aqui é colocado: a flexão dos verbos. Você simplesmente tem de saber conjugar qualquer verbo. Se não souber, pode entender mal uma pergunta ou responder pior ainda. Não há outro jeito: aquele que pretende saber expressar-se adequadamente, perfeitamente, tem de conhecer as flexões verbais de fio a pavio e de pavio a fio. Inclusive os casos mais difíceis e escabrosos, como as flexões do verbo adequar. Diga-se o que se disser, este verbosinho chato tem uso cada vez nais comum e, volta e meia, resolve se meter em nossas respostas ou redações, deixando-nos atrapalhados e perplexos quanto à flexão. Pois são justamente verbos chatos como esse que podem fazer desandar uma resposta, um parágrafo, um texto. O verbo adequar era até há pouco tempo considerado defectivo, isto é, não conjugado em certos tempos, modos ou pessoas. O grande uso, porém, forçou a flexão em todas as formas. Para Houaiss, tornou-se um verbo de conjugaçao completa. Repare nas flexões e na acentuação, já de acordo com as novas regras de ortografia: adéquo, adéquas, adéqua, adequamos, adequais, adéquam (presente do indicativo); adéque, adéques, adéque, adequemos, adequeis, adéquem (presente do subjuntivo). Repare como estas formas quebram aquele galho na hora do escrever e podem  surgir a qualquer momento ao se ler um texto.

Foi só um exemplo! Há outros. Você tem de estar preparado para todos, se quer evitar riscos maiores de equívocos de leitura ou escrita. Ou, dizendo de outro modo, se quer acrescentar pontos preciosos a sua média.

Gostou da chave? Então experimente abrir algumas portas expressivas com ela, praticando alguns exercícios improvisados por você mesmo. Descobrirá que a flexão dos verbos é um verdadeiro tesouro a explorar em proveito da maior qualidade dos seus textos. Certo?