Archive for July, 2015

Os enunciados e seus comandos. Pense bem!

Wednesday, July 29th, 2015

Verbos como apontar, indicar, identificar, estabelecer, demonstrar são muito empregados em provas de concursos e de exames vestibulares. Certo? Certo. E empregados no modo imperativo, já que perguntas são comandos e o modo apropriado para os comandos é o imperativo: aponte, indique, identifique, estabeleça, explique, demonstre. Mas já parou para pensar na real função que esses imperadivos exercem nos enunciados de questões? Parece tão fácil que, às vezes, você nem presta atenção e vai logo respondendo sem maiores reflexões. É perigoso? Muito. Pode trocar uma coisa por outra, não pode?

Apontar, por exemplo,  no discurso comum pode significar fazer a ponta, aguçar, erguer em ponta, indicar qualquer objeto com o dedo, com um gesto, um olhar. Note que já aqui apontar aparece relacionado com indicar, mostrar, justamente porque têm muitos sentidos em comum. No caso das provas, apontar tem praticamente o mesmo significado que indicar: mostrar, citar, mencionar,  expor.

Parece fácil, mas nem sempre é assim. Se você se distrair um pouco, vai seguir caminho errado. Note que apontar ou indicar não pedem opinião pessoal, mas tão somente que, num texto, numa imagem, numa passagem, se mostre determinado fato, característica ou opinião presentes no próprio texto ou fato ou imagem. Ao candidato resta verificar o que é pedido e mencionar ou citar.

É diferente, portanto, de identificar e estabelecer.  O primeiro implica apenas reconhecer um fato ou fenômeno. O segundo, verificar uma diferença, semelhança, relação, etc. Na hora de responder à questão, por exemplo, é bom tomar cuidado para não misturar alhos com bugalhos.

O verbo explicar complica as coisas, sugerindo que o fato solicitado deve ser identificado, tornado inteligível, esclarecido, já que no texto ou imagem está oculto, um tanto difícil de entender. O comando explique, portanto, pede uma maior participação do julgamento do candidato, que precisa demonstrar que conhece bem o alvo da pergunta e é capaz de descrevê-lo sem problemas.

De todos, demonstre é o que solicita maior dose de raciocínio. Trata-se de comprovar algo afirmado ou estabelecido pelo próprio texto. O candidato, no caso, tem de assumir a afirmação como se fosse sua,  para poder demonstrá-la adequadamente.

É claro que há outros verbos usados em questões de concursos. Os apresentados neste artigo, porém, são os mais corriqueiros. Nem por isso deixam de merecer toda a atenção. Experimente comparar questões de um mesmo vestibular passado, ou de vestibulares diferentes, ou de vestibulares de diferentes instituições. Você por certo poderá ter surpresas e verificar algumas malícias que as questões apresentam. Faça isso. Vale a pena.

Tudo vale a pena, se pode gerar um pontinho a mais, não vale?

 

A primeira chave da aprovação

Monday, July 13th, 2015

Você, nessa fase de próximo vestibular, é bombardeado por conselhos e informações de todos os tipos, em  muitos casos com chaves milagrosas para abrir as portas da conquista de vagas. É claro que, num processo de conquista de qualquer coisa na vida, são válidos todos os meios e recursos para atingir as metas, exceto os desonestos.

No caso dos exames vestibulares, pense bem: há dois modos para estabelecer duas estratégias distintas. O primeiro é o de buscar tais soluções, truques, recursos para chegar lá. O segundo é confiar no seu preparo o tempo todo e procurar fazer as coisas por si mesmo. Quando erramos por nós mesmos, aceitamos melhor as derrotas; se erramos com a mão do gato, como se costuma dizer, é bem mais difícil aceitar tropeços. E nem sempre o gato acerta, embora se diga que tenha sete vidas. Vá lá que só tenha seis e dê tudo errado na sétima!

Agora que você inicia o retão final no autódromo de seus exames, vale mais, acredita o Blogueiro, levar as coisas por si mesmo e não apelar demais para soluções mágicas, que são coisa das estórias antigas e das modernas animações do cinema: dão certo no cinema — no cinema, certo!

É melhor, assim, buscar as chaves reais, não as fantásticas, do próprio estudo, colocando-as como base de sua estratégia para a vitória. Uma delas, garante o Blogueiro, é a gramática. Sim, a gramática, não importando qual a prova de qual disciplina esteja em jogo. Você pode ter feito o esforço dos esforços para saber o máximo, mas, se descurou do discurso com que expressa suas ideias, pode ter sido enganado pela própria língua. Um amigo  do Blogueiro, depois de um acidente que feriu um dos lados do seu rosto, saiu-se com esta filosofia: Não se fala direito com boca torta. É verdade. Sem o instrumento adequado para comunicar, que comunicação se espera?

Então, caro vestibulando, pense muito bem neste ponto, agora que a bandeira de chegada se anuncia no horizonte: se você despreza a gramática, pode estar jogando fora aquilo que sabe! Isto vale tanto para a leitura e compreensão de um texto, como para a produção de uma resposta de prova  ou uma redação.

Um exemplo muito claro de tudo o que aqui é colocado: a flexão dos verbos. Você simplesmente tem de saber conjugar qualquer verbo. Se não souber, pode entender mal uma pergunta ou responder pior ainda. Não há outro jeito: aquele que pretende saber expressar-se adequadamente, perfeitamente, tem de conhecer as flexões verbais de fio a pavio e de pavio a fio. Inclusive os casos mais difíceis e escabrosos, como as flexões do verbo adequar. Diga-se o que se disser, este verbosinho chato tem uso cada vez nais comum e, volta e meia, resolve se meter em nossas respostas ou redações, deixando-nos atrapalhados e perplexos quanto à flexão. Pois são justamente verbos chatos como esse que podem fazer desandar uma resposta, um parágrafo, um texto. O verbo adequar era até há pouco tempo considerado defectivo, isto é, não conjugado em certos tempos, modos ou pessoas. O grande uso, porém, forçou a flexão em todas as formas. Para Houaiss, tornou-se um verbo de conjugaçao completa. Repare nas flexões e na acentuação, já de acordo com as novas regras de ortografia: adéquo, adéquas, adéqua, adequamos, adequais, adéquam (presente do indicativo); adéque, adéques, adéque, adequemos, adequeis, adéquem (presente do subjuntivo). Repare como estas formas quebram aquele galho na hora do escrever e podem  surgir a qualquer momento ao se ler um texto.

Foi só um exemplo! Há outros. Você tem de estar preparado para todos, se quer evitar riscos maiores de equívocos de leitura ou escrita. Ou, dizendo de outro modo, se quer acrescentar pontos preciosos a sua média.

Gostou da chave? Então experimente abrir algumas portas expressivas com ela, praticando alguns exercícios improvisados por você mesmo. Descobrirá que a flexão dos verbos é um verdadeiro tesouro a explorar em proveito da maior qualidade dos seus textos. Certo?

 

Unesp, uma potência

Thursday, July 2nd, 2015

A Unesp é hoje uma das maiores potências de ensino e pesquisa superior no Brasil. Fundada em 1976, sendo, portanto, uma jovem universidade do estado de São Paulo, sua evolução foi verdadeiramente vertiginosa. Tem 34 unidades, hoje, em 24 municípios localizados de norte a sul e de leste a oeste do estado: Ilha Solteira, Franca, São José do Rio Preto, Araçatuba, Jaboticabal, Dracena, Tupã, Araraquara, São João da Boa Vista, Rosana, Presidente Prudente, Marília, Bauru, Rio Claro, Assis, Ourinhos, Botucatu, São José dos Campos, Guaratinguetá, Sorocaba, São Paulo, Itapeva, São Vicente e Registro. Observando-se o mapa de São Paulo, pode-se ver que esses 24 municípios praticamente cobrem todo o seu território e alcançam ainda amplas regiões de outros estados em termos de atendimento de ensino, pesquisa e extensão. A maioria dessas unidades da Unesp é formada por duas ou mais unidades, o que representa um vestibular dos maiores do país, com mais de cem mil candidatos inscritos para concorrer a vagas em 183 cursos muito bem ranqueados nos organismos especializados em avaliação de cursos universitários do país. Em 19 desses municípios, as unidades oferecem 232 cursos de pós-graduação em numerosas áreas e especialidades (120 mestrados acadêmicos, 12 mestrados profissionais e 100 doutorados acadêmicos). Estes dados, evidentemente, são de uma fonte de pesquisa que já pode estar modificada, porque a Unesp nunca para de crescer.

Tudo isso sem falar na excelente produção de pesquisa, na extensão, na pós-graduação lato sensu no EAD e nos convênios com instituições estrangeiras, que possibilitam inclusive a seus estudantes estágios em certas áreas e disciplinas.

Todo esse rápido desenvolvimento e essa pujança transformou a Unesp em uma das mais respeitadas instituições de ensino superior no país e no estrangeiro. Aquele que procura a Universidade, deste modo, quer em nível de graduação, quer em nível de pós graduação, está procurando uma formação ou uma especialização da mais alta qualidade, garantida por seus quase quarenta anos de atividades e permanente processo de aperfeiçoamento. Os graduandos e pós-graduandos da Unesp se espalham, hoje, por todo o país, levando às mais variadas localidades e instituições a formação recebida. Em instituições estrangeiras também podemos encontrar com facilidade os profissionais formados por nossa universidade.

No Portal da Unesp, na internet, você poderá encontrar todos os dados a respeito de nossa universidade: seus cursos de graduação, de pós-graduação, sua produção científica, número de estudantes, seus convênios, estágios, etc., etc., etc., para fazer uma ideia bem mais precisa a respeito e ter certeza de que, no vestibular de 2016, estará escolhendo  um dos melhores caminhos para a sua formação superior.