Archive for June, 2015

Espera e oportunidade

Monday, June 22nd, 2015

Agora que a segunda fase do Vestibular Unesp Meio de Ano está encerrada, o melhor conselho poderia ser relaxar e aguardar? Nada disso, meu irmão. Há algumas coisas a fazer antes de saírem os resultados.

Você talvez esteja pensando que tudo dependerá da nota que venha a tirar em sua aprovação: se reprovar, concluirá que terá de se preparar bem mais; se for aprovado com nota apenas razoável, ficará feliz com a oportunidade. E se for alta? Ficará tão feliz e otimista, que será até capaz de desistir da matrícula para prestar o vestibular de final de ano? Seria uma escolha pouco recomendável. Se prestou o exame vestibular do curso que pretendia e foi aprovado, não importa com que nota, agarre sua vaga. Todos os cursos da Unesp apresentam grande qualidade e formam excelentes profissionais, não importa se o vestibular seja de meio ou de fim de ano. Trocar o certo pelo duvidoso envolveria um risco muito grande.

Outra coisa a fazer ainda antes dos resultados é analisar bem os cursos das diferentes universidades públicas brasileiras, para verificar a qualidade dos da Unesp. Examine os currículos, os professores, as possibilidades de participar de pesquisas de iniciação científica, com bolsas, as possibilidades de intercâmbio com universidades estrangeiras conveniadas com a Unesp, depoimentos de formandos e as opiniões dos alunos que hoje fazem tais cursos. Tudo se encontra na internet. Com uma pesquisa desse porte, você com certeza fará sua matrícula, caso aprovado. Em resumo, tente obter todas as informações possíveis sobre o curso cujo vestibular está prestando. É importantíssimo saber o que a Universidade pode lhe dar.

No final, o Blogueiro tem certeza de que você tomará a decisão adequada e se tornará mais um membro da comunidade Unesp. E um membro bem informado, que saberá o momento de pleitear iniciação científica, solicitar complentação da formação em cursos de universidades estrangeiras, obter, enfim, tudo o que a Unesp pode lhe dar ao longo de sua formação.

Feita toda essa pesquisa de dados, pode relaxar e descansar. Os resultados da última prova logo virão e você poderá iniciar seu caminho vitorioso rumo a uma profissão de sucesso, quer na iniciativa privada, quer no serviço público, quer como profissional autônomo.

Seu futuro está perto. E será um ótimo futuro.

 

A vaga está perto, certo?

Thursday, June 11th, 2015

Com a realização da segunda fase, sua vaga está mais perto. Você estudará numa universidade de grande qualidade, que tem professores e pesquisadores de competência reconhecida mundialmente, convênios com instituições estrangeiras e um lastro de pesquisas e publicações dos mais significativos do país.

Em todas as unidades da Unesp se verifica tal qualidade, não importando se o vestibular é de início ou meio de ano. O mesmo acontece com os vestibulares de inverno de outras universidades importantes. Portanto, se conquistar aprovação, agarre sua vaga para formar-se com toda a qualidade e se tornar um profissional universitário de excelente conceito.

O resto, é claro, dependerá de você, de seu esforço no trabalho e da determinação em superar todas as dificuldades que surgirem no caminho. É justanente devido a esse conjunto de virtudes que muitos profissionais formados por universidades que consideramos de menor porte conseguem maior sucesso profissional. Isso significa algo que se tornou comum na atualidade: homens com menor formação superam profissionalmente muitos outros com formação melhor. Por quê? Porque souberam encarar melhor os obstáculos da profissão e ultrapassá-los.

Felizmente, na Unesp, o ensino de primeira linha já lhe confere predicados para desempenhar bem sua futura profissão. Isso somado a suas características pessoais só poderá resultar em grande sucesso.

Por todos esses motivos, faça a prova com calma e confiança, certo de que a oportunidade finalmente chegou. Os esforços e os sacrifícios serão compensados neste momento de vitória. Alguns diriam, a tal respeito, que é o seu destino vencer. Diz o Blogueiro, com maior confiança, que cada um faz o destino de acordo com a capacidade de lutar. É o seu objetivo ingressar em uma grande universidade e você está perto de atingi-lo, não por um favor do destino ou dos deuses do Olimpo, mas por todo o empenho que vem tendo ao longo da vida para chegar a um momento de sucesso. Os exames vestibulares são dura prova, um primeiro encontro com a realidade da vida, durante a qual sua capacidade ainda será testada numerosas vezes. Vencer a primeira já cria um modelo positivo.

Acredite em você. Sua vaga está perto, certo?

Cuide dos homônimos e parônimos. E mais dos “enganônimos”

Monday, June 8th, 2015

O Blogueiro hoje está um tanto eufórico, e por isso se dá o direito de fazer uma brincadeira, criando um vocábulo de um modo não muito convencional, que os gramáticos horrorizariam. Na verdade, trata-se de uma criação ad hoc, um neologismo de ocasião, inventado com uma boa finalidade. O povo vive fazendo isso e volta e meia acaba dando certo: a nova palavra, mesmo mal formada, ganha a bênção do uso popular e acaba ingressando no vocabulário comum.

Não é essa a intenção do Blogueiro, mas simplesmente servir-se da brincadeira com uma finalidade didática, para auxiliar mais ainda os vestibulandos. Você sabe que os homônimos são palavras que se pronunciam ou se escrevem de maneira idêntica. É possível, portanto, confundi-los. E que os parônimos são palavras com grande semelhança, quer na pronúncia, quer na grafia ou em ambas. São também, perigosos, porque podem induzir o leitor a enganar-se redondamente, atribuindo a uma das formas o significado da outra, como, por exemplo, entender apelo (chamamento, substantivo em que o “e” é fechado), quando o contexto indica que se trata de apelo (presente do indicativo do verbo apelar, com “e” aberto). A confusão surge em virtude de os vocábulos serem homógrafos (grafia idêntica), mas não homófonos. Note que, conforme o contexto, a atribuição do significado de uma dessas palavras a outra pode criar um sentido totalmente errado para a frase como um todo. O mesmo pode ocorrer com centenas de palavras, como arrojo (ousadia, coragem, com “o” fechado) e arrojo (presente do indicativo de arrojar, “arremessar, lançar”, com “o” aberto”), cerca e cerca, decoro e decoro, etc.

Evidentemente, com um pouco de atenção, tanto os homônimos como os parônimos oferecem menor risco, já que o contexto e as classes gramaticais das palavras envolvidas constituem pistas suficientes para a identificação da forma.

O grande perigo, porém, está nos “enganônimos”, ou seja, no fato de uma leitura menos atenta nos levar a ver no texto uma palavra muito parecida com a que está escrita. Em certo vestibular, na proposta de redação, constava a expressão uma questão de conveniência. Muitos vestibulandos, em leitura desatenta e apressada, entenderam convivência em vez de conveniência, o que mudava completamente o significado da expressão e da própria proposta de redação. Perigoso, não é? O mesmo pode acontecer com pares de vocábulos como usuário e usurário, investimento e divertimento, instalado e entalado, previdencial e residencial, envidar e evitar, além de centenas de outros.

Cuidado, portanto, quer na leitura de questões, quer nas suas respostas ou até mesmo na sua redação. As traições da memória são muito conhecidas: basta uma pequena distração para interpretar um sentido equivocado com base numa confusão de formas. Nossa língua, com toda a sua riqueza, ou até mesmo por causa de toda a sua riqueza, possibilita essa confusão.

Como sair deste embrulho? Saber ler é uma técnica e ao mesmo tempo uma arte. É preciso exercitá-las o tempo todo para evitar trocas eventuais e consequentes decepções.

Entendeu? Então leia o que deve ser lido e não o que sua mente distraída pode de repente inventar e projetar no texto.