Arquivo de 26 de fevereiro de 2015

Estudo em grupo: uma boa!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Algum tempo atrás o blogueiro estava numa praça muito arborizada, passeando com seus familiares, quando observou um grupo de jovens espalhados por um gramado, com apostilas e livros às mãos, conversando alegremente. Curioso, aproximou-se e ficou a ouvir o que falavam. Estavam estudando de uma forma descontraída, conversando, questionando-se e desafiando-se mutuamente para ver quem sabia melhor isto ou aquilo. E sempre, como disse, na maior alegria.

O blogueiro não resistiu à curiosidade e foi conversar com eles, perguntando se estavam estudando para as provas. Resposta negativa e positiva: não para as provas, pois já haviam terminado o ensino médio, mas para os vestibulares. Todos haviam feito no ano anterior os vestibulares sem conseguir aprovação.

Na verdade, estavam fazendo um curso pré-vestibular e tinham decidido estudar em conjunto umas três ou quatro vezes por semana. Mas estudar descontraidamente, disseram, sem aquela neura de querer aprender tudo de uma vez. No começo, eram dois, que foram aumentando e, naquele momento, haviam chegado a seis, dois rapazes e quatro garotas. Não havia nem sequer namoro envolvido naquela iniciativa, mas tão somente a necessidade de estudar e a certeza de que, em grupo, conseguiam resolver muitas dúvidas para as quais não encontravam soluções nem no cursinho.

O blogueiro resolveu deixá-los em paz. Agradeceu pelas informações, dadas em tom descontraído, quase afetuoso, e voltou para o passeio com seus familiares. Ficou, porém, o dia inteiro pensando naquele encontro e naquele jeito de estudar, que era uma das formas de aqueles estudantes aumentarem seus conhecimentos e dirimirem suas dúvidas. Realmente, o estudo em grupo que faziam não era algo milagroso, mas, simplesmente, um dos modos de melhorar os conhecimentos. Valia? Sim, valia muito!

Muitas vezes, uma das coisas mais aborrecidas dos estudos é a solidão em que cada candidato se encontra, fechado em seu quarto, escarafunchando livros e apostilas em busca de soluções, ou percorrendo sites com o mesmo objetivo. Mas nem as apostilas, nem os sites o tiram daquela sensação de solidão que volta e meia o apanha e insufla em seu espírito sensações pessimistas: Ai! que vontade de conversar com alguém sobre o que estou sentindo! Não é esse tipo de indagação interior que fazemos muitas vezes em nossas vidas em momentos de solidão meditativa?

Pois o estudo em equipe, na praça ou em qualquer outro local disponível, serve admiravelmente para cada candidato se livrar das sensações de pessimismo e desânimo. É uma mistura de estudo, reflexão, raciocínio, ponderação, brincadeira, sorrisos aliviados e, por vezes, gargalhadas. No meio de tudo, o conhecimento aumentando pela troca de conceitos, exemplos, experiências.

Nada mais natural e produtivo esse sistema, portanto. Somos nós, seres humanos, essencialmente sociais, não vivemos sozinhos, não vencemos sozinhos, não perdemos sozinhos. Precisamos sempre de outras pessoas ao nosso lado para dividir alegrias e tristezas. Há momentos, evidentemente, em que cada um de nós precisa estar sozinho para recarregar as baterias. Na maior parte do tempo, porém, vivemos junto com os outros, uns ao lado dos outros, em sociedade, e as ânsias de uns são as mesmas ânsias de outros.

Dedicar parte do tempo, assim, para o estudo com outros colegas, se revela um instrumento muito bom no processo de chegada aos vestibulares. E, por vezes, uma questão que o grupo focalizou e resolveu, entre risos e piadinhas, se torna exatamente aquela que nos trará a aprovação.

Percebeu? Quer no estudo, quer no trabalho, não se isole, não pense que conseguirá resolver tudo sozinho. O super-homem é apenas uma velha lenda, transformada em histórias em quadrinhos e filmes. Você não é, eu não sou, ninguém é. Somos todos seres sociais, interdependentes. A vitória e a felicidade não pertencem a uma só pessoa, mesmo que a disputa seja de um cá, outro lá. Um piloto que vence uma prova de Fórmula 1, não é um herói solitário, é um membro ativo e importante de toda uma equipe que trabalhou para que ele pudesse, em dado momento, vencer em nome de toda a equipe. O grande sucesso e enorme desenvolvimento do futebol no mundo talvez se deva exatamente a isso, ao fato de ser um esporte coletivo, em que alegrias e tristezas são sempre divididas entre onze jogadores titulares e seus reservas, além de técnico, médico e todos os que constituem a infraestrutura da equipe.

O blogueiro volta e meia relembra aqueles jovens e torce para que todos tenham conseguido aprovação nos exames que prestaram.

Pense também nisso e, quem sabe? comece a organizar sua equipe para algumas sessões semanais de estudo. Talvez seja isso mesmo que lhe esteja faltando para dar o sprint rumo à vitória final. Valeu?