Arquivo de 6 de janeiro de 2015

2015: desafios para todos

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

2015 está aí, estamos aqui e agora o negócio é olhar para frente e encarar tudo o que pode vir. Virão boas notícias, bons ventos, bons eventos? Talvez. Quem é otimista por natureza acredita que sim. Os pessimistas de plantão já começam a lamentar-se pelo ano que, para eles, será mesmo muito ruim. Será?

Na verdade, os prognósticos não são lá essas coisas. Mergulhado num período de crise na economia, na política, nas instituições, o planeta parece prestes a dar uma balançada daquelas. Muitos perigos rondam os países e as relações internacionais: corrupção, conflitos de interesses, competições econômicas desleais, invasões, revoluções, guerras, tudo diante do pano de fundo da destruição do meio ambiente. Os economistas repetem sua velha receita para acabar com a crise e ter dinheiro até para salvar o mundo: apertar o cinto. Alguns profetas afirmam que um novo dilúvio está chegando para acabar com tanta maldade; outros, que desta vez ocorrerá, em vez de dilúvio, uma nova era do gelo. Não faltam outros lunáticos para sugerir que virão alienígenas logo para nos salvar.

E o planeta Brasil acompanha a dança geral. Não cessa de poluir e destruir o meio ambiente, não consegue eliminar a corrupção, está mal na economia, mal na política, mal na indústria e comércio, mal por isso mesmo até no mau humor. A previsão oficial é de um ano de forte recessão, isto é, diminuição da atividade econômica, queda da produção, desemprego (este tema foi focalizado há alguns meses neste Blogue). Nosso povo, todavia, muito religioso, não deixa de rezar por um grande milagre. Os pessimistas não gostam da ideia, retrucando: Santos não resolvem problemas políticos, econômicos e ambientais. Os otimistas, porém, dizem que uma ajudazinha lá de cima até que seria bem-vinda.

Ante esse horizonte, você está aguardando os resultados dos vestibulares que prestou, ou ainda estuda para a fase final de algum outro. Se passar, pelo menos a possibilidade de uma crise pessoal você evitou. Poderá olhar para seu futuro imediato com renovada confiança, dizendo de si para si: Bom, eu, pelo menos, estou cumprindo a minha parte. A geração que está no governo, na produção industrial e nas atividades em geral que cumpra a sua.

É isso mesmo. Esse é o modo de pensar. Você só terá moral para cobrar, mais para a frente, se continuar cumprindo sua parte. Muito do que vem ocorrendo no país nestes últimos tempos se deve ao fato de que os ocupantes dos postos de comando e de produção da sociedade não vêm cumprindo sua parte como deviam, ou por ambições pessoais, ou por interesses de grupos, ou por incompetência mesmo. Você tem todo o direito de sonhar que a sua geração não padecerá dos mesmos defeitos e conseguirá levar o Brasil ao futuro tão sonhado.

Enquanto estiver fazendo seu curso, pense nisso. Pense que você terá, entre outros, no futuro, o papel de colaborar com o país para que este se torne capaz de se desvencilhar de crises e minimizar os erros de seus líderes em todos os campos de atividade. Será possível? Será. Um país vale mais pelos recursos humanos e morais do que pelos recursos materiais ou naturais.

Imagine, afinal, que, ao dizermos “Deus é brasileiro!”, na verdade estamos querendo dizer que nós, filhos de Deus nascidos nesta terra, somos capazes de enfrentar e vencer todas as crises, externas ou internas, que nos assolarem. E que as gerações de estudantes que vierem a se formar pelas universidades a partir deste ano serão aquelas que levarão o Brasil aos patamares tão sonhados. Se isso acontecer de fato, não será milagre, mas realização, nem obra do acaso, mas da determinação de um povo que sabe o que quer e que descobriu como atingir os objetivos ótimos de progresso e bem-estar. Merecemos isso.

Que 2015 represente para você e para o nosso país o início de uma grande escalada do pico, mais alto que o do Everest, das realizações e da felicidade geral.