Archive for January, 2015

A Universidade feliz

Thursday, January 22nd, 2015

Normalmente a alegria de receber aprovação e conquistar uma vaga parece privilégio apenas dos candidatos e de suas famílias. Nada mais legítimo. Os dois meses iniciais do ano são, deste modo, repletos de felicidade e de comemorações.

Nem todos percebem, porém, que essa alegria toda está presente, nesses momentos, também em outras entidades: as universidades. De fato, a divulgação das listas com os resultados finais e o início do período de matrículas constituem o momento mais importante, mais significativo, de máxima euforia das universidades. Receber aprovação é motivo de grande júbilo para os candidatos; comunicar aprovação é motivo de grande júbilo para as universidades.

Se para os candidatos a conquista das vagas é um ponto de chegada, algo como uma corrida que chega ao fim no exato instante em que a fita da vitória roça o peito do atleta, para as universidades, usando a mesma imagem da corrida, a atribuição de cada vaga é uma renovada vitória de toda uma organização, e uma dificílima e trabalhosa organização, diga-se de passagem. Cada candidato comemora intensamente os louros da vitória individual; a universidade comemora entusiasticamente os louros da vitória coletiva.

Durante os cursos, é claro que tanto os candidatos, já agora estudantes universitários, como a universidade, já agora ministradora de cursos, terão muitos outros momentos de pico, de altíssima euforia, mas o dos vestibulares é, seguramente, o mais significativo, por constituir o abraço forte e carinhoso entre a instituição e os seus novos estudantes.

São estes os pensamentos, bons pensamentos, que agitam o espírito do blogueiro neste momento, a pouco mais de uma semana da divulgação dos resultados. Sente ele, por si mesmo e por toda a universidade de que faz parte, a repetição, em 2015, de um episódio a que não ficaria mal atribuir a qualidade de sagrado. A entrada dos novos estudantes é, sim, o momento mais sagrado da universidade,    o encontro entre as conquistas da Ciência e os sonhos da Juventude, o congraçamento entre a Universidade e a Comunidade, o símbolo do perpétuo processo de renovação que o Universo semeou por todos os seus planos.

Vivamos todos, unidos, felizes, este rito de passagem.

Os planos e os sonhos de nossas vidas

Thursday, January 15th, 2015

Nos primeiros artigos postados todos os anos no mês de janeiro, o Blogueiro costuma focalizar os caminhos que os candidatos verão surgir, quer tenham sido aprovados, quer não tenham conseguido atingir essa meta. Para os que forem aprovados em algum vestibular, abrem-se os novos horizontes, tão buscados. Para os que apenas treinaram, a experiência trará a certeza de que, no próximo concurso vestibular, as possibilidades serão muito altas. Já aqueles que, infelizmente, quer seja pela primeira vez, quer seja pela segunda ou terceira, não atingirem a classificação, sentirão frustração e desânimo, talvez porque, equivocadamente, imaginarão os horizontes se fechando. Nada disso. Para quem deseja e luta pelo que deseja, os horizontes  sempre estão abertos.

Ora, o que se diz no parágrafo anterior é apenas o óbvio, e por isso requer uma leitura em mais de uma linha de significação. Em primeiro lugar, é preciso dizer que a aprovação num exame vestibular não deve ser considerada, apesar de toda a alegria, mais que uma aprovação em exame vestibular. É uma abertura de caminho, um ponto de chegada, não é ainda a chegada. Esta só virá após muitos anos de esforço nos bancos acadêmicos, nos estágios e empregos, nas tentativas de trabalho autônomo, até que, por fim, o indivíduo possa dizer, diante dos resultados alcançados: Consegui ser, de fato, um cidadão exemplar e um profissional muito bem realizado e sucedido, respeitado no meio em que trabalho. Considero-me aprovado, finalmente, no vestibular da vida.

E aqueles que não forem aprovados? Após o natural período de tristeza, manda a experiência levantarem a cabeça e partirem novamente para a luta, tendo em mente que as maiores vitórias costumam surgir após as maiores derrotas e nem sempre os que partiram primeiro serão os primeiros a chegar. Às vezes nem chegam, desistem e buscam outros caminhos. Em todos os países há numerosos profissionais que, diplomados em algum curso, acabaram trabalhando em profissões completamente distintas, para as quais nem teria sido necessário o curso que fizeram. E são felizes nesses trabalhos em que jamais haviam pensado.

O Blogueiro está colocando esta questão não apenas para animar os que não conseguirem a aprovação após a divulgação dos próximos resultados, mas também para demonstrar que a vida é riquíssima em oportunidades, Muitas pessoas acreditam que escalar uma montanha até o cume será a sua felicidade, mas acabam descobrindo a felicidade no meio da escalada, ou até mesmo após, em algum fator que não haviam previsto nem buscado anteriormente.

É preciso não confundir, porém, estas diferentes possibilidades como uma desculpa para desistir dos objetivos. A luta principal deve ser sempre para atingi-los, sem contudo considerar de modo radical que será essa conquista a realidade maior da vida. Muitíssimas vezes não o será.

Por tudo isso, tanto você, que tiver resultado positivo, quanto você, que tiver resultado negativo, não considerem estes fatos como definitivos. São apenas partes dos planos da vida. Se você passou, olhe para a frente e ande com cuidado, sabendo que terá muito caminho ainda a andar. Se você não passou, olhe para a frente, não desista, refaça seu sistema de estudo e comece a executá-lo desde agora, procurando sentir-se como um candidato que realizará seu primeiro vestibular. E nunca diga ou maldiga: Vou desitir! Acho que não nasci para isso! Nasceu, sim. Pelo simples fato de desejar, você comprova que nasceu para isso. Só precisa de um pouco mais de tempo, método e esforço para consegui-lo.

A vida é cheia de planos; os jovens são cheios de sonhos; lá bem à frente haverá um plano que fará par perfeito com o sonho de cada um.

Acredite na vida, no sonho e, sobretudo, em você mesmo.

2015: desafios para todos

Tuesday, January 6th, 2015

2015 está aí, estamos aqui e agora o negócio é olhar para frente e encarar tudo o que pode vir. Virão boas notícias, bons ventos, bons eventos? Talvez. Quem é otimista por natureza acredita que sim. Os pessimistas de plantão já começam a lamentar-se pelo ano que, para eles, será mesmo muito ruim. Será?

Na verdade, os prognósticos não são lá essas coisas. Mergulhado num período de crise na economia, na política, nas instituições, o planeta parece prestes a dar uma balançada daquelas. Muitos perigos rondam os países e as relações internacionais: corrupção, conflitos de interesses, competições econômicas desleais, invasões, revoluções, guerras, tudo diante do pano de fundo da destruição do meio ambiente. Os economistas repetem sua velha receita para acabar com a crise e ter dinheiro até para salvar o mundo: apertar o cinto. Alguns profetas afirmam que um novo dilúvio está chegando para acabar com tanta maldade; outros, que desta vez ocorrerá, em vez de dilúvio, uma nova era do gelo. Não faltam outros lunáticos para sugerir que virão alienígenas logo para nos salvar.

E o planeta Brasil acompanha a dança geral. Não cessa de poluir e destruir o meio ambiente, não consegue eliminar a corrupção, está mal na economia, mal na política, mal na indústria e comércio, mal por isso mesmo até no mau humor. A previsão oficial é de um ano de forte recessão, isto é, diminuição da atividade econômica, queda da produção, desemprego (este tema foi focalizado há alguns meses neste Blogue). Nosso povo, todavia, muito religioso, não deixa de rezar por um grande milagre. Os pessimistas não gostam da ideia, retrucando: Santos não resolvem problemas políticos, econômicos e ambientais. Os otimistas, porém, dizem que uma ajudazinha lá de cima até que seria bem-vinda.

Ante esse horizonte, você está aguardando os resultados dos vestibulares que prestou, ou ainda estuda para a fase final de algum outro. Se passar, pelo menos a possibilidade de uma crise pessoal você evitou. Poderá olhar para seu futuro imediato com renovada confiança, dizendo de si para si: Bom, eu, pelo menos, estou cumprindo a minha parte. A geração que está no governo, na produção industrial e nas atividades em geral que cumpra a sua.

É isso mesmo. Esse é o modo de pensar. Você só terá moral para cobrar, mais para a frente, se continuar cumprindo sua parte. Muito do que vem ocorrendo no país nestes últimos tempos se deve ao fato de que os ocupantes dos postos de comando e de produção da sociedade não vêm cumprindo sua parte como deviam, ou por ambições pessoais, ou por interesses de grupos, ou por incompetência mesmo. Você tem todo o direito de sonhar que a sua geração não padecerá dos mesmos defeitos e conseguirá levar o Brasil ao futuro tão sonhado.

Enquanto estiver fazendo seu curso, pense nisso. Pense que você terá, entre outros, no futuro, o papel de colaborar com o país para que este se torne capaz de se desvencilhar de crises e minimizar os erros de seus líderes em todos os campos de atividade. Será possível? Será. Um país vale mais pelos recursos humanos e morais do que pelos recursos materiais ou naturais.

Imagine, afinal, que, ao dizermos “Deus é brasileiro!”, na verdade estamos querendo dizer que nós, filhos de Deus nascidos nesta terra, somos capazes de enfrentar e vencer todas as crises, externas ou internas, que nos assolarem. E que as gerações de estudantes que vierem a se formar pelas universidades a partir deste ano serão aquelas que levarão o Brasil aos patamares tão sonhados. Se isso acontecer de fato, não será milagre, mas realização, nem obra do acaso, mas da determinação de um povo que sabe o que quer e que descobriu como atingir os objetivos ótimos de progresso e bem-estar. Merecemos isso.

Que 2015 represente para você e para o nosso país o início de uma grande escalada do pico, mais alto que o do Everest, das realizações e da felicidade geral.