Archive for November, 2014

Primeira fase do Vestibular: objetividade e equilíbrio

Wednesday, November 26th, 2014

A primeira fase do Vestibular 2015 da Unesp caracterizou-se pela objetividade e pelo equilíbrio, cujos efeitos principais foram a realização de uma prova calma, sem problemas de tempo, e do entendimento pleno das questões. Esta é a opinião unânime de candidatos e professores, que aprovaram inteiramente a prova, asseverando que todas as noventa questões foram satisfatoriamente compreendidas e resolvidas, devido a formulações bastante claras e precisas dos enunciados. O bom balanceamento entre questões conceituais e questões formais foi igualmente elogiadíssimo.

Para nós, da Unesp, estes elogios representam, ao mesmo tempo, a certeza de haver atingido o ideal de tornar o vestibular um exame que conduza os candidatos a ver coroada a satisfação de todo o esforço e sacrifício em sua preparação, além de intensificada a esperança de uma boa classificação para a segunda fase.

Como este blogueiro já mencionou algumas vezes, observar friamente o caderno de questões não dá ideia do empenho envolvido na elaboração e do ideal dos elaboradores de propiciar uma avaliação ponderada e justa dos candidatos, “sem pegadinhas”, como afirmaram alguns candidatos, e sem questões que, por muito trabalhosas, “roubassem” tempo precioso da solução das demais. Estas características, aliás, não são acidentais, mas fazem parte da própria concepção do Vestibular da Unesp: um exame vestibular não deve ser uma pedra no meio do caminho, como diria o poeta Drummond, nem tampouco um ritual de medo e terror, mas um momento de consagração da dedicação e esforço que os jovens colocam em seu dia a dia, anos a fio, para ingressar no curso de seus sonhos e, posteriormente, operar na carreira que os tornará cidadãos úteis e realizados em toda a sua vida.

Os candidatos, em suas manifestações de satisfação, sintetizaram seu parecer sobre a prova com expressões como “tranquila” e “fácil de resolver”. Com estas, traduzem os conceitos que constituem a própria alma da prova: objetividade, equilíbrio, praticidade.

Felicidades a todos.

 

14 lembretes para as provas

Friday, November 14th, 2014

Desde os tempos mais antigos, certos números são considerados mágicos ou até mesmo sagrados: o número 1, o 2, o 3, o 5, o 7, o 10, o 12. Embora muitas pessoas não acreditem hoje mais nisso, o fato é que mesmo elas acabam, sem querer, empregando no dia a dia tais números como mágicos. Exemplos não faltam em frases trivialmente usadas por todos nós: Vou lhe dizer três coisas meu amigo! Há um só modo de fazer a coisa certa! Se não melhorar em cinco  anos, não melhorará nunca! Sete é conta de mentiroso! Tenho uma dúzia de razões para não viajar nesse avião! Jamais moraria no 13°.  andar, etc., etc.

Os sites e revistas dedicados a vestibulares e concursos frequentemente usam os números 5 e 10 para sintetizar os pontos principais de um assunto ou dividir uma matéria em partes ou capítulos. Aparentemente, é por razões objetivas; lá no fundo, porém, sempre existe um pouquinho de simbolismo envolvido.

Para não ser repetitivo e por não acreditar mesmo em números mágicos ou em magias dos números, mas no poder real da aplicação e da determinação do homem que busca atingir suas metas, o Blogueiro alinha hoje 14 conselhos para os candidatos que prestarão vestibulares. Evidentemente, se você consultar algum dicionário de símbolos ou tratados de simbologia, provavelmente encontrará algum significado mágico ou religioso até para o 14, mas, pelo menos, ao utilizá-lo, o Blogueiro acredita quebrar um pouco esses resíduos supersticiosos a respeito de números. Afinal, seu sucesso ou fracasso não está nos números que adota, mas nas atitudes que toma e no esforço que despende para realizar seus objetivos.  Eis, portanto, os lembretes:

 

1 – Evite o pessimismo. Ser pessimista é acrescentar mais um problema aos já existentes.

2 – Seja permanentemente otimista. O otimismo é uma atitude positiva e criadora.

3 – Não se exceda em estudos às vésperas da prova.

4 – Alimente-se bem nos últimos dias e no dia da prova.

5 – Cuidado com os documentos: guarde-os em bolsos de que não possam cair.

6 – É melhor chegar duas horas antes que um minuto depois.

7 – Verifique com a maior atenção o local em que fará a prova. Não vá parar no outro lado da cidade!

8 – Não acredite em questões fáceis. Menosprezar o fácil é torná-lo difícil. Leia e releia.

9 – Não tema questões difíceis. Sempre é possível descobrir um caminho para a solução.

10 – Planeje o tempo de desempenho. Nos dias precedentes, faça uma simulação com a prova do último vestibular, anotando tempos de resolução das questões.

11 – Não se assuste com aparências. Os outros são iguais a você.

12 – Tente descobrir a posição mais confortável para sentar-se e fazer a prova. Afinal, são 90 questões!

13 – Os enunciados são tão importantes quanto as alternativas: olho vivo neles!

14 – Se for mal numa prova, não se estresse. Poderá ir muito bem nas outras.

 

São esses nossos 14 conselhos, destituídos de magia e superstição, mas plenos de praticidade e bom senso. Além do mais, magia é coisa de livros de ficção, filmes e desenhos animados. Vestibular é algo muito objetivo, é História, é a “sua” História. Não é superstição, é ação!

Boas provas!

 

 

Enunciado x Alternativa

Wednesday, November 12th, 2014

É bem possível que você nunca tenha observado com a devida atenção a relação formal que há entre o enunciado de uma questão, também chamado raiz, e as alternativas apresentadas como possíveis respostas. Para entender melhor esse aspecto, que pode ser vital ao o aperfeiçoamento de seu desempenho em provas objetivas, é bom partir de exemplos bastante simples. Note bem:

 

— Você é estudioso?

— Sim.

 

O exemplo acima revela uma das formas mínimas de díálogo por meio de uma interrogação total (aquela que indaga pela totalidade de um fato) e de uma resposta assertiva ou declarativa. Note que o conjunto das respostas possíveis à frase interrogativa total se limita a dois elementos: sim ou não. Claro que em vez de sim ou não pode-se responder sou, não sou, perfeitamente, claro, claríssimo, de jeito nenhum, etc., etc., mas estas e outras variáveis se reduzem, na prática, aos significados de sim ou de não. O conjunto de respostas das frases interrogativas totais, portanto, é fechado, limitado a duas possibilidades.

Observe agora:

 

— Quem é o artista mais simpático?

— Joãozinho.

 

A primeira frase é uma interrogativa parcial, que tem a peculiaridade de indagar por um conjunto muito amplo, aberto, de respostas. Como são muitos os artistas, 50 interlocutores poderão dar 50 respostas diferentes, dependendo do gosto e das inclinações de cada um.

Ora, muitas questões objetivas de exames vestibulares correspondem a este segundo modelo: são perguntas cujas respostas se enquadram em conjuntos abertos, de inúmeras respostas possíveis, portanto. A banca elabora cinco para escolha do candidato. Como são questões fundadas em conhecimento e lógica, das cinco respostas apresentadas apenas uma corresponde estritamente à interrogação como resposta correta.

Retornando ao último exemplo dado, observe que uma resposta redundante pode ilustrar muito bem o que estamos afirmando:

 

— Qual é o artista mais simpático?

— Joãozinho é o artista mais simpático.

 

Note que, sob o ponto de vista da estrutra sintática, as duas frases se correspondem perfeitamente.

Muitas questões objetivas de concursos  e exames vestibulares se apresentam sob essa forma de interrogação. Neste caso, as bancas elaboram cada alternativa para apresentar essa correspondência estrutural, embora pelo significado apenas uma deva ser a resposta correta. Se as alternativas fossem em número de dez, as bancas elaborariam dez alternativas correspondentes, sendo apenas uma correta. Por isso, é muito importante, durante as primeiras leituras, verificar esse fato, como forma até de ir eliminando as alternativas improváveis. Essa verificação, aliás, pode trazer alguma pista sobre a alternativa correta. Em concursos, por vezes, as bancas cochilam e deixam uma ou outra alternativa sem essa correspondência, o que não quer dizer que seja a correta; pode ser exatamente o oposto.

Obviamente, muitas questões objetivas apresentam enunciados em que a interrogação aparece apenas indiretamente, por meio, por exemplo, de frases imperativas do tipo: indique, aponte, determine,  explique, etc., etc. Mesmo nestes casos, vale a pena verificar a correspondência entre as alternativas e o enunciado, como forma de obter pistas para chegar à resposta correta.

Conclusão: a leitura atenta, com a análise da relação entre o enunciado e as alternativas, nas questões objetivas, é meio caminho andado para chegar à resposta correta.