Arquivo de 25 de junho de 2014

Lições da Copa

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A Copa do Mundo de futebol, que está em andamento, traz muitas lições no plano esportivo, mas também no plano das atividades em geral, até mesmo dos exames vestibulares.

Como? Bastante simples. A seleção brasileira pode ser comparada a um vestibulando: quer porque quer vencer e se enche de muito otimismo, após um bom período de preparação, que incluiu a vitória recente em outra competição do gênero. É assim, de fato, que todo vestibulando deve se portar, assumindo uma atitude positiva e de busca obstinada do sucesso.

A Copa, porém, traz outro tipo de lição: algumas seleções, embora julgando-se superiores e bem preparadas, acabaram sofrendo derrotas para equipes tradicionalmente mais fracas. Só tradicionalmente, porque o esporte, como qualquer outra atividade, não vive de tradição, mas de evolução em cada país. Hoje em dia, de fato, como dizem os comentaristas de futebol, não há equipes fracas, ninguém é mais ingênuo, a evolução das comunicações fez com que os pequenos deixassem de ser pequenos e os grandes não serem mais tão grandes assim. O mesmo vale para o vestibular. Quem presta vestibulares não é ingênuo, sabe o que está fazendo, soube se preparar e tem certeza de até onde pode chegar. Candidatos fracos? É melhor não contar com a presença de candidatos fracos para passar. O fraco de ontem pode ser o forte de hoje. Como no futebol, a derrota de ontem conduz à vitória de hoje. O mais importante, assim, é contar com suas próprias forças e seu preparo para o embate.

A grande diferença, porém, entre a Copa e os vestibulares, está no ponto de chegada. No futebol, interessa ser o número um; o dois é desprezível. No vestibular, ao contrário, se de oitenta vagas disponíveis o candidato conseguiu o octogésimo lugar, o valor da vitória é o mesmo de todos os demais. E a comemoração, por vezes, até maior que a do primeiro.

Esta é a lição que os vestibulares podem dar ao futebol.