Archive for April, 2014

Indiana Jones e internet: não menospreze seu tesouro!

Wednesday, April 30th, 2014

Quem não se recorda de ter visto o Indiana Jones, ao buscar tesouros, cair naquelas armadilhas formidáveis como a da gigantesca pedra rolante que quase lhe põe fim à vida? Todos se lembram, até mesmo os mais jovens.

Pois a Internet não deixa de ser, para o estudante, uma espécie de país dos sonhos como os do Indiana, uma terra fantástica onde se encontra o tesouro ansiosamente buscado. Nesse país, assim como nos filmes, o alvo só é atingido depois de o herói escapar, com inteligência e astúcia, de mil e um obstáculos e de mil e um inimigos que tentam chegar antes ao objetivo à custa de maliciosas artimanhas. Nos filmes, é claro, sempre chega primeiro o herói. No universo da web, muitíssimas vezes são as armadilhas que vencem.

Por quê? Porque o estudante não é um herói fictício, é um herói de carne e osso que enfrenta desafios e armadilhas reais na navegação, sem quaisquer efeitos especiais destinados a causar suspense e susto nos espectadores. Também o tesouro que busca é real, mas, convenhamos, é muito mais difícil conquistá-lo do que todas as relíquias e preciosidades encontradas pelo Indiana.

Aqui começam as diferenças. O fantástico país da Internet não é perigoso por causa das dificuldades, mas da liberdade e da facilidade. É só sentar, após o almoço, e ligar o pecê ou o tablet para transitar prazerosamente pelos sites de vídeos e de filmes, pelos jogos online e pelas redes sociais, deixando o tempo entre parênteses. De repente, opa! nosso dia e parte de nossa noite se esgotaram e ainda estamos lá. E ainda saímos reclamando daquele professor durão que marcou a prova para o dia seguinte. A desculpa, no entanto, está preparada, na ponta da língua: não conseguimos estudar, por absoluta falta de tempo!

Essa é a questão. A internet nos fornece tesouros e tesouros de conhecimentos, mas será que os buscamos com o mesmo interesse e empenho de um Indiana? Será que visitamos diferentes sites para buscar informações e conhecimentos sobre o trabalho exigido pelo professor de História ou nos contentamos em catar aqui e ali alguns textos e montamos rapidamente o trabalho à base de colagens e colagens, fingindo não ter consciência de que estamos sendo meros plagiadores?

Muitos candidatos a exames vestibulares reclamam que não receberam nos ensinos fundamental e médio uma boa formação em redação e por isso escrevem mal. Culpa dos professores, é claro, e não deles, que perderam semana a semana excelentes oportunidades de escrever por si mesmos seus trabalhos, tomando por base as informações fornecidas por textos da rede, mas sem plagiá-los. Você já parou para pensar quantos trabalhos ao longo de tantos anos elaborou à base de colagens? Quer dizer, quantas dissertações deixou de escrever em virtude da facilidade de obter e colar passagens de textos da internet? Muitos, é claro, talvez muitíssimos, mesmo. Pois esta é uma das armadilhas em que você caiu direitinho: a armadilha venceu o herói.

E note que estamos falando apenas de práticas de redação que você desperdiçou. Pense agora nas possibilidades de ampliar seus conhecimentos de cada disciplina, dia a dia, com as dezenas de milhares de sites que buscam ensinar português, inglês, matemática, física, química, biologia, história, geografia, desenho, etc., etc., etc. Resumindo: você tem à disposição informações, aulas e exercícios resolvidos sobre qualquer assunto na Internet. Claro que sabe disso. Só não percebe que esse é o seu verdadeiro tesouro, muito mais valioso que os do Indiana.

É isso aí. Esta analogia entre ficção cinematográfica e realidade da rede busca alertá-lo para algo muito importante: os estudantes que navegam no maravilhoso reino da Internet são como heróis em busca de um troféu que todos podem alcançar ao mesmo tempo e ao mesmo tempo ser considerados vencedores. E muitos o alcançam, não se deixando levar pelas armadilhas e ardis de que também está repleto esse reino. Outros não conseguem, talvez porque julguem o verdadeiro tesouro como armadilha e as armadilhas como tesouros. Tarde demais acabam descobrindo a diferença entre ficção e realidade.

Mas sempre há tempo para uma boa guinada. No esporte, como na vida, não é raro começar perdendo e, de virada, terminar ganhando. Na Internet, como está claro neste artigo, também se pode perder por algum tempo e, depois, mudando de atitude, ganhar de virada. O segredo é não confundir nem menosprezar seu verdadeiro tesouro, pois será ele o passaporte para uma vida futura de plena realização.

 

Redundâncias perigosas

Wednesday, April 23rd, 2014

Você já reparou no perigo que representam certas redundâncias, tanto em sua fala quanto nos textos que escreve? Não reparou? Pois está bem na hora de observar e de consertar as desestruturações que repetições desnecessárias causam a seu discurso, perturbando o significado de muitas frases e, pior, servindo como atestado de que você tem dificuldades de expressão.

Não me refiro às redundâncias comuns, que seus professores chamam de pleonasmo ou de pleonasmo vicioso, como, por exemplo: subir para cima, descer para baixo, indicar uma indicação, etc., etc. Estas você já sabe como evitar, de tanto ouvir advertências e conselhos dos professores. O problema aqui é mais profundo e contundente, diz respeito às redundâncias surgidas de um procedimento que torna a frase tortuosa e prolixa, como se o escritor sentisse que não fez a coisa certa e fosse colocando remendos para consertar a falha. Observe:

 

O empresário acusado, que passamos a tarde toda conversando com ele, declarou diversas vezes que não provocou nenhum dano ao meio ambiente.

 

Frases como essas singram a todo instante os mares de textos da internet, por vezes em jornais conceituados. Para entender a escorregadela do autor da passagem exemplificada, observe que “o empresário acusado”, “que” e “ele” se referem a uma só pessoa. Há um exagero nisso, portanto, que se deve ao fato de o autor não ter colocado com no lugar adequado (logo após a vírgula de O empresário acusado,) e, sentindo necessidade dessa preposição, exigida pelo verbo “conversar”, teve de colocá-la mais adiante, o que obrigou também a redundar com o emprego do pronome “ele”, isto é, “o empresário”. Complicado, não? E tudo poderia ser muito simples, se estivesse em seu devido lugar:

 

O empresário acusado, com quem passamos toda a tarde conversando, declarou diversas vezes que não provocou nenhum dano ao meio ambiente.

 

Em lugar de com quem ainda poderiam ser usados com que e com o qual. Ficou bem mais simples, não? E muito mais claro e eficiente em termos de significado.

Examine este outro exemplo:

 

O vereador Carlos, que por muitas razões o prefeito acabou se afastando dele, ainda se julga um injustiçado.

 

Também complicadinho, não? Numa pequena frase, há referência demais para um só político: vereador Carlos, que, dele. E a origem dessa redundância e dessa desestruturação ainda é a mesma, o emprego da preposição de fora do lugar que a estrutura sintática normal da frase lhe reserva. Observe: O vereador Carlos, do qual por muitas razões o prefeito acabou se afastando, ainda se julga um injustiçado. Em lugar de do qual você ainda poderia empregar de quem ou mesmo de que.

Pelos dois exemplos apontados e comentados, você percebe que não empregar a preposição pedida pelo verbo no lugar adequado, antes do pronome relativo, força o falante ou o escritor a buscar um lugar mais para a frente, numa espécie de remendo sintático. Como dizem os literatos, a emenda acaba ficando pior que o soneto.

Não custa, portanto, reestudar os pronomes relativos, especialmente quando a estrutura da frase pede uma preposição antecedente, para ter melhor noção do problema apontado. E estudar muitos exemplos nessas condições, para assimilar bem tais estruturas e torná-las habituais em seu discurso.

Vale a pena, não vale?

 

“Por causa que o quê?!”

Monday, April 14th, 2014

Certo professor de língua portuguesa sempre dizia que, por método, considerava a mente de cada aluno uma fortaleza cercada por sete muralhas de difícil ultrapassagem. Por isso, repetia muitas vezes cada explicação, sempre com novas palavras, expressões e exemplos, certo de que em cada tentativa transpunha uma das muralhas que, em alguns alunos, ainda resistiam. Não por acaso, portanto, era considerado o melhor professor da escola, aquele cujas lições os estudantes aprendiam sem fazer muito esforço. O mestre fazia por eles.

Seguindo-lhe os passos e o método, o Blogue retoma aqui um ponto já estudado sob outra forma de abordagem. Um rapaz diz a outro: “Não pude ir à festa por causa que mamãe me obrigou a aparar toda a grama do jardim e do quintal.” O colega, surpreso e indignado, retruca: “Por causa que o quê?”

Alguns professores consideram esse uso errado e horrível, dizendo que se trata de uma distorção da locução prepositiva por causa de. Outros, mais comedidos, dizem que se trata de um interessante e saboroso exemplo de linguagem popular. Na verdade, o por causa que transita livremente e cumpre sua função no domínio do discurso coloquial. É provável até que nós mesmos, vez por outra, no linguajar despreocupado e descontraído, falemos assim. Mas não é assim, seguramente, que devemos falar ou escrever em situação de discurso regido pela norma-padrão. “Por causa que” ou, pior, “por causo que” não são cabíveis no discurso formal; deve-se empregar o velho e claro e bom “porque”: Não pude ir festa, porque minha minha mãe me mandou aparar a grama do jardim e do quintal. Tome cuidado, portanto, em não deixar escapar nenhum “por causa que” ou “por causo que” em sua prova discursiva e na de redação.

E como estamos falando de porque, vale a pena rememorar que existem as formas: porque, porquê, por que e por quê. Como empregá-las? Você já foi bombardeado por dezenas de aulas e explicações a respeito, mas não custa relembrar, para fixar melhor.

 

1 – Porque é um conectivo equivalente a pois, porquanto e até mesmo àquela forma do uso coloquial que acabamos de descrever: por causa que ou por causo que. Exemplos: Não fiz a lição, porque estava com sono. Sempre acordo cedo, porque costumo ir para a cama cedo. Você me detesta porque eu costumo corrigir seus errinhos?

2 – Porquê, com acento circunflexo, é um substantivo com significado equivalente a causa, razão, motivo. Como substantivo, pode apresentar-se no plural: porquês. Exemplos: O político não declarou os verdadeiros porquês de suas ações. Preciso saber o porquê de todos esses fatos. Observe a substituição do porquê, para comprovar: O político não declarou os verdadeiros motivos de suas ações. Preciso saber a razão de todos esses fatos.

3 – Por que pode equivaler a por qual, por quais, quando empregado antes de palavras como razão, motivo, quer tais palavras estejam expressas ou subentendidas. Exemplos: Gostaria de conhecer por que razão você não veio à escola hoje. Meu colega nunca nos contou por que motivo foi demitido. Gostaria de saber por que você não veio à escola hoje. Meu colega nunca nos contou por que foi demitido.

4 – Por que pode equivaler a pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais, quando antecedido por palavras como razão, motivo. Exemplos: O motivo por que os eleitores se negaram a votar na situação nunca foi conhecido. Ninguém imagina a razão por que a represa se rompeu tão depressa.

5 -  Em interrogações, emprega-se por que e por quê, a primeira forma no início ou no meio da frase, a segunda no fim, antes do ponto de interrogação. Exemplos: Por que você não veio? Você não veio, por quê? Alguns explicam que o acento deve ser colocado em virtude de o monossílabo “que”, nesse caso, se tornar tônico. Esta explicação é um tanto incoerente, pois existem numerosos outros contextos nos quais o “que” se torna tônico e não se usa colocar o circunflexo para marcar essa tonicidade. Não vale a pena, porém, discutir aqui esta questão. Melhor seguir a tradição.

Percebeu? Não é tão difícil assim e também não é necessário muito gramatiquês para entender estes usos da norma-padrão. E continue alerta para não resvalar num “por causa que”.

Valeu?

 

Meu método é infalível

Thursday, April 10th, 2014

Conversa entre dois candidatos:

— Não consigo acertar o jeito de fazer provas objetivas. Perco muito tempo e sempre me estrepo.
— Siga meu método. É infalível!
— E como você faz?
— Divido o tempo da prova pelo número de questões e, se uma questão vai demorar muito pra responder, chuto. Não sou de perder tempo.
— E já fez quantos vestibulares?
— Uns cinco. E quase passei no fim do ano. Mas, agora, passo com certeza em algum vestibular de inverno. Este é o meu ano!
— É…

Diálogos como este podem ser ouvidos em vestibulares e concursos em geral. Sempre há alguém com um método “infalível”. Mas será que existe mesmo algum método infalível? Na verdade, existe, sim, apenas um método infalível: estar bem preparado, estudar pra valer, pelo menos durante todo o ensino médio. Quem está bem preparado enfrenta as questões de peito aberto, sabe o que sabe e sabe o que não sabe; assim, encontra seu próprio método de prestar as provas.

E quem não está bem preparado?  Muitos têm tanto receio das provas, que acabam mesmo por não se sentirem bem preparados. O primeiro ponto a considerar, neste caso, é que nem sempre acertamos quando avaliamos nossas possibilidades, isto é, nem sempre temos exata noção de quanto sabemos, de quão difíceis serão as provas, nem do tipo de questões que predominará. O primeiro conselho, neste caso, é trocar os julgamentos pessimistas de si mesmo por uma avaliação positiva: acreditar que estamos preparados e podemos conquistar a vaga. Este é o melhor modo de encarar, não apenas vestibulares, mas todos os desafios de nossa vida. Não é um bom método iniciarmos uma luta imaginando que vamos perder. Confiança é um ingrediente insubstituível na receita de sucesso.

Superado o pessimismo, o passo seguinte é experimentar, fazer provas de diferentes anos e universidades, tentar descobrir qual a tática mais adequada a seu modo de ser, a seu temperamento. E testá-la muitas vezes, para ter certeza. O candidato otimista do diálogo que iniciou este artigo não é tão ingênuo como parece. Em primeiro lugar, está armado de bastante otimismo; segundo, acredita firmemente em seu método; terceiro, já prestou alguns vestibulares sem passar e não desanimou, acredita firmemente que vai passar. E vai acabar sendo aprovado, mesmo, porque tem autoconfiança, ou seja: em vez de menosprezar a si mesmo nas derrotas, valoriza os resultados que vai obtendo, por menores que sejam. Seu método de prestar provas, na verdade, não é infalível: ele sabe disso. E sabe, também, que precisa de apenas uma oportunidade, um conjunto de circunstâncias em que o método funcione, para obter a tão sonhada vaga. Vai conseguir.

Esta é a receita. É infalível? Depende de você.

“Para que fazer redação no Vestibular? Não significa nada!”

Tuesday, April 1st, 2014

O Blogueiro ouviu esta frase umas duas semanas atrás, proferida por um estudante do terceiro ano do ensino médio que discutia com outros as provas dos diferentes vestibulares. Alguns colegas concordaram, outros discordaram, mas nem os que concordaram foram capazes de argumentar de modo convincente, nem os que discordaram. Em resumo, nenhum dos estudantes sabia exatamente por que os grandes vestibulares possuem prova de redação.

O Blogueiro pode aqui ajudar um pouco, citando uma passagem do livro A maravilhosa história das línguas, de Ernst Doblhofer:

 

A escrita permite que o ser que pensa se conheça.

Primeiramente, a escrita permitiu-lhe o pensamento coletivo, especulativo em torno da sua origem, do ser e do sentido da vida. Com ela, tornaram-se possíveis as culturas elevadas e as filosofias, as grandes religiões da humanidade; foi a massa de que se serviram os fundadores e construtores dos grandes reinos; nela, é que se apoia a história, como ciência, e a ela é que se deve o enorme desenvolvimento dos demais ramos da ciência humana, entre os quais não figuram em último lugar as ciências naturais. Não precisamos falar da incalculável quantidade de outros bens culturais e civilizacionais que ela legou à humanidade e que, sem ela, seriam inconcebíveis.

A escrita, portanto, criou a própria civilização. Sem ela, todos os conhecimentos acumulados por uma geração só poderiam ser transmitidos à outra oralmente, com as enormes perdas de informação que isso acarretaria, sem falar nas distorções que sofreriam as informações passadas por esse modo. Nossos antepassados sabiam disso ao criar o ditado: Quem conta um conto aumenta um ponto. Foi justamente a partir da invenção da escrita que o homem deu o grande passo no planeta rumo ao que seria no futuro. Todas as experiências, toda a ciência, todas as ações dos seres humanos sobre a terra, assim, puderam ser registradas e conhecidas pelas sucessivas gerações. Em cada campo do conhecimento, passou a existir um aprendizado, pela leitura, e, pela escrita, o registro do conhecimentos obtidos pelos indivíduos. Imagine o que seriam a Medicina, a Engenharia e a Arquitetura sem a escrita! A poesia, se perderia, a música se perderia, a filosofia se perderia, as próprias religiões não teriam seus livros sagrados para alimentar as crenças dos fiéis. Imagine você a quantidade de conhecimentos do mundo antigo conservados por muito tempo na Biblioteca de Alexandria em manuscritos que acabaram se perdendo! Para alguns historiadores, foram destruídos num incêndio e, para outros, acabaram se perdendo em virtude do próprio declínio da Biblioteca, que acompanhou o da cidade em que se localizava!

Começar a estudar, assim, desde o jardim da infância, é começar a penetrar o universo da comunicação escrita, que vai se tornando cada vez mais complexo ano após ano. Um estudante universitário que começa a fazer o curso de Medicina, começa fundamentalmente pelos livros, quer estes ainda estejam sob a forma de papel impresso, quer já tenham assumido o formato digital, que em breve será predominante. A este respeito, aliás, vale observar que, assim como os gravadores de som, os cassetes, os discos de vinil, os cedês e devedês não acabaram com a escrita, como alguns ingênuos acreditaram no  início, também a internet e a digitalização não o fizeram nem o farão: a internet é ainda um universo governado pela escrita.

Voltando à universidade, pode-se verificar que é um universo também dominado pelos discursos oral e escrito: oral nas aulas expositivas, nas palestras, nas conferências, nas mesas-redondas, etc.; escrito nos livros, nos artigos científicos, nas dissertações, nas teses e também nos trabalhos e nas monografias que você terá de escrever ao longo de cada disciplina. Se alguém ingressasse na universidade sem uma boa capacidade de produção de textos, para não falar também numa boa capacidade de discurso oral, seria como um mamute tentando caminhar na pista da Avenida Paulista às dezoito horas.

À vista dos comentários acima, pode-se concluir que a redação serve como uma prova fornecida por você quanto a estar perfeitamente preparado para um bom desempenho nas inúmeras leituras e produções de texto que terá de fazer. E ponha produção de texto nisso! Pode ter certeza de que terá de escrever muito. A universidade não forma repetidores, forma profissionais capazes de assimilar e produzir conhecimentos.

Entendeu agora a importância da prova de redação?