Arquivo de 11 de dezembro de 2013

É hora de acertar em tudo!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Não, o título deste artigo não está errado. É hora de acertar em tudo mesmo, embora não seja necessariamente hora de acertar tudo. Numa prova de vestibular ou de outros concursos, acertar tudo é um evento raro. É possível e até comum, todavia, acertar em tudo o que se faz para realizar uma ótima prova. Como?

Juntamente com suas preocupações sobre os conteúdos que poderão ou não originar perguntas nas provas acrescente mais um cuidado: o de evitar que algumas ações possam perturbar a clareza das respostas que você dará em sua prova discursiva. Observe atitudes importantes a assumir em cada prova.

Primeiro – Lembre-se de que suas respostas, na medida em que corresponderem ao solicitado nas perguntas, estarão perfeitamente adequadas. Ao responder, não é preciso demonstrar que se tem conhecimento, mas tão somente demonstrar conhecimento.

Segundo – Detalhe importantíssimo: escreva com grafia clara. Nada de pressa nem de garranchos. Não leve em conta aquela história de que a caligrafia representa a personalidade e que a pessoa pode, por isso, escrever do jeito que quer. Um sambista diria que isso é conversa de botequim, que não deve ser levada a sério. Numa prova discursiva, a clareza da grafia é fundamental. Como disse certo professor, o importante não é ter letra bonita, é ter letra clara, fácil de ser lida. Você sabe que isso é vital numa prova discursiva e numa redação, não sabe?

Terceiro – Muita atenção para os detalhes aparentemente desprezíveis que não são nada desprezíveis: inicia-se período sempre com letra maiúscula na primeira palavra; parágrafo deve ser iniciado com um afastamento de sua primeira linha em relação à margem  esquerda, justamente para caracterizar que se trata de parágrafo. Estas duas observações valem tanto para a prova de redação como para as respostas a questões discursivas.

Quarto – O sistema de pontuação não foi criado para ornamentar o texto, mas para possibilitar leitura e compreensão adequadas. Se você, por exemplo, esquecer de colocar o ponto final num período e iniciar o próximo período com letra minúscula, poderá criar uma frase-monstrengo que ninguém entenderá. Esse tipo de cuidado é inteiramente de sua responsabilidade: as bancas de correção se destinam a avaliar seu texto, não a reconstruí-lo.

Quinto – Não deixe de reler cada questão até entender perfeitamente o que está sendo solicitado como resposta. Faça o mesmo com respeito à proposta de redação. Uma leitura inadequada das questões pode conduzi-lo a fornecer respostas equivocadas. E uma interpretação errada da proposta de redação pode levá-lo a construir um belo texto, mas completamente alheio ao tema.

Quanto ao mais, é claro que você está preparado e consciente do quanto pode alcançar em termos de resultado final.

Boas provas!